Oração de Libertação

«Livrai-nos do Mal»
(Mt 6,13)

O Senhor Jesus na última petição do Pai-Nosso exorta todos os seus discípulos a pedir continuamente ao Pai do Céu a libertação do Mal. Explicando o sentido desta última petição da oração do Senhor o Catecismo da Igreja Católica afirma que «nesta petição, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O “Diabo” (“dia-bolos”) é aquele que “se atravessa” no desígnio de Deus e na sua “obra de salvação” realizada em Cristo» (n. 2851). «Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor e instigador» (n. 2854). Esta oração de libertação que se segue pede ao nosso Pai do Céu a libertação do Maligno e de todos os males dos quais ele é o autor e instigador. Pode ser rezada pedindo a Deus a libertação do influxo diabólico para si próprio ou intercedendo por uma outra pessoa.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
R. Amém.

São Miguel ArcanjoSão Miguel arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso auxílio contra as maldades e as ciladas do demônio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere, e vós, príncipe da milícia celeste, com esse poder divino precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas. Amém.

Leitura do Livro do Deuteronômio (Dt 18,9-12):

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dará, não aprendas a imitar as abominações daquelas nações. Que no teu meio não se encontre alguém que queime seu filho ou sua filha, nem que faça presságio, oráculo, adivinhação ao magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou ainda que invoque os mortos; pois quem pratica estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus as desalojará em teu favor.”

Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus.

Salmo 105 (106), 34-40

Refrão: Pela Vossa infinita misericórdia, salvai-nos Senhor.

Não exterminaram os povos,
como o Senhor lhe tinha mandado,
mas misturaram-se com os pagãos
e imitaram os seus costumes.

Prestaram culto aos seus ídolos
que foram para eles uma armadilha.
E imolaram seus filhos
e suas filhas aos demónios.

Derramaram sangue inocente
o sangue de seus filhos e filhas,
que imolaram aos ídolos de Canãa,
e o país ficou manchado de sangue.

Contaminaram-se com as suas próprias obras,
prostituíram-se com seus crimes.
Por isso a ira do Senhor se inflamou
contra o seu povo.

Leitura do santo Evangelho segundo são Marcos (Mc 16,15-20):

“Naquele tempo, depois de ressuscitar, disse Jesus aos Onze: «Ide por todo o mundo e anunciai a boa nova a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo, mas quem não acreditar será condenado. E estes serão os sinais que acompanharão aqueles que acreditarem: em meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, tomarão na mão serpentes e, se beberem qualquer veneno, não lhes fará mal, imporão as mãos aos doentes e estes ficarão curados». O Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, subiu ao céu e sentou-se à direita de Deus. Então eles partiram e pregaram por toda a parte, enquanto o Senhor operava juntamente com eles e confirmava a sua palavra com os prodígios que a acompanhavam.”

Palavra da salvação.
R. Glória a Vós Senhor.

N. : Renuncias a satanás e a todos os seus anjos?
R. Sim, renuncio.

Renuncias a todas as suas incitações ao pecado e à rebelião contra Deus?
R. Sim, renuncio.

Renuncias a todas as suas seduções: à magia, à feitiçaria, à bruxaria, à astrologia, à adivinhação, à invocação dos mortos, ao espiritismo, à idolatria, aos cultos satânicos, à música satânica, à superstição e a todas as formas de ocultismo?
R. Sim, renuncio.

Crês em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?
R. Sim, creio.

Crês em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos, está sentado à direita do Pai e virá de novo para julgar os vivos e o mortos?
R. Sim, creio.

Crês no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
R. Sim, creio.

Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R. Amém.

Fiéis aos ensinamentos do Salvador ousamos dizer:

OraçãoPai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa Vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Livrai-nos de todo mal e de toda a perturbação diabólica, Vós que pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, vosso amado Filho, nos libertastes do poder das trevas e da morte e nos transferiste para o vosso Reino de luz e santidade, libertai agora este nosso irmão N. de todo o domínio e ligação com satanás e os seus anjos. Libertai-o de todas as forças do mal, esmagai-as, destrui-as, para que o N. possa ficar bom e viver segundo a vossa santíssima Vontade. Libertai-o de todos os malefícios, das bruxarias, da magia negra, das missas negras, dos feitiços, das maldições, do mau-olhado, dos ritos satânicos, dos cultos satânicos, das consagrações a satanás. Destrui qualquer ligação com satanás e com todas as pessoas ligadas a satanás, vivas ou defuntas. Libertai-o de toda a infestação diabólica, de toda a possessão diabólica, de toda a obsessão diabólica, e de tudo aquilo que é pecado ou consequência do pecado. Destrui todos estes males no inferno para que nunca mais atormentem o N. nem nenhuma outra criatura no mundo. Deus Pai todo-poderoso, peço-Vos, em nome de Jesus Cristo Salvador e pela intercessão da Virgem Imaculada que ordeneis a todos os espíritos imundos, a todas as presenças que atormentam o N., a deixá-lo imediatamente, a deixá-lo definitivamente e a ir para o inferno eterno, encadeados por São Miguel Arcanjo, por São Gabriel, por São Rafael, pelos nossos Anjos da Guarda, esmagados debaixo do calcanhar da Santíssima Virgem Maria nossa Mãe Imaculada. Vós que criastes o homem à vossa imagem e semelhança na santidade e na justiça, e depois do pecado não o abandonastes, antes com sábia providência cuidastes da sua salvação pelo mistério da incarnação, paixão, morte e ressurreição do vosso muito amado Filho, salvai este vosso servo e libertai-o do mal e da escravidão do inimigo; afastai dele o espírito de mentira, soberba, luxúria, avareza, ira, inveja, gula, preguiça e de toda a espécie de maldade. Recebei-o no vosso Reino, abri o seu coração para entender o vosso Evangelho, para que viva sempre como filho da luz, dê testemunho da verdade e pratique obras de caridade segundo os vossos mandamentos. Com o sopro da Vossa boca expulsai, Senhor, os espíritos malignos: ordenai que se retirem porque chegou o vosso Reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Ámen.

O Senhor te livre de todo o mal, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.

Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

FONTE: http://santidade.net

O Sacrifício Eucarístico

Os homens sempre, desde o início do mundo, para reconhecerem que Deus é o Senhor de todas as coisas, e de que tudo recebemos d’Ele, sempre sacrificaram, destruíram, uma parte de suas colheitas ou de seus rebanhos, isto é, de seus bens, ofertando-os a Deus.

Foi isto que fizeram Abel, corretamente, e Caim, com má vontade.

Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.”
(Hebreus 11:4)

abraao

Abraão, também, sacrificou uma ovelha, no Monte Moriá. Os judeus, sendo pastores, sacrificavam parte de seus bens, isto é, suas ovelhas, para reconhecerem Deus como Senhor de tudo, e para mostrar confiança de que Deus lhes daria ainda mais bens, no lugar daquele que eles sacrificavam.

Não é verdade que Deus não exigiu sacrifícios. Mesmo ao saírem os judeus do Egito foi o próprio Deus que os mandou sacrificarem um cordeiro, e passarem o seu sangue nas portas de suas casas como sinal para que o anjo não matasse os primogênitos judeus.

E logo no capitulo 10 do Êxodo está escrito:

O Senhor disse a Moisés: Dirás estas coisas aos filhos de Israel: Vós vistes que vos falei do céu. Não fareis para vós deuses de prata, nem deuses de ouro. Far-me-eis um altar de terra, e oferecereis sobre ele os vossos holocaustos e as vossas hóstias pacificas, as vossas ovelhas e bois em todo o lugar onde se fizer a memória de meu nome; Eu virei a ti e te abençoarei. Se, porém, me edificares algum altar de pedra, não o edificarás de pedras lavradas; porque se levantares sobre ele o cinzel, ficará poluto. Não subirás por degraus ao meu altar, para que não se descubra a vergonha de tua nudez
(Êxodo 10, 22-26).

E também não é verdade que os sacrifícios praticados pelos judeus eram simplesmente costumes deles, mas foram ordenados pelo próprio Criador.

Cada dia imolarás um novilho em sacrifício expiatório pelo pecado; por esse sacrifício expiatório tirarás o pecado do altar, e far-lhe-ás uma unção para consagrá-lo. A expiação do altar se fará durante sete dias; e consagrarás esse altar, que se tornará coisa santíssima, e tudo o que o tocar será consagrado.”
(Êxodo 29:36-37)

Quanto ao texto de Jeremias:

Em matéria de sacrifícios e holocaustos, eu nada disse e nada ordenei aos vossos pais ao tirá-los do Egito; dei-lhes somente esta ordem: – Escutai a minha voz; eu serei vosso Deus e vós sereis o meu povo.”
(Jeremias 7,22-23)

nós devemos situá-lo no contexto em que Deus o colocou. Deus estava recriminando os judeus por fazerem sacrifícios aos ídolos (Cfr. Jeremias 7, 16-20). Daí, Ele afirmar que, mais importante que os sacrifícios de animais, era a obediência à sua palavra. Por isso, também, foi escrito: “Quero a obediência, e não o sacrifício“.

Estes sacrifícios eram prenúncios e símbolos proféticos do sacrifício do Novo Testamento, a Missa. Assim, o Cordeiro que os judeus sacrificavam para comemorar a Páscoa — sacrifício que o próprio Cristo cumpriu na Quinta-Feira Santa anterior à sua morte — era símbolo da morte de Cristo, o cordeiro de Deus sem mancha, que como o cordeiro pascal, sem mancha, morreu na Cruz sem que nenhum osso lhe fosse partido.

Cordeiro de Deus

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)
“Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor.” (Apocalipse 5:12)

Todos os sacrifícios que eram simbólicos e puramente cerimoniais foram tornados inúteis quando o que eles representavam se realizou verdadeiramente. Estabelecido o sacrifício da Missa por Cristo todos os sacrifícios que o simbolizavam ficaram superados e abolidos. A realidade supera o símbolo.

Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também JESUS, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.”
(Hebreus 13:9-16)

Ultima-Ceia

Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus. Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…
(Lucas 22, 14-20)

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos. Segundo contam os Evangelistas, na última Ceia, “tomou um pão, deu graças, partiu e distribui-o a eles, dizendo, ‘isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória‘. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós“‘. E mandando aos Apóstolos que fizessem isto em sua memória, mostrou a vontade de que este Mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o Sacrifício Eucarístico. Como testemunha São Lucas, “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (Atos 2, 42). E assim, chegavam a tal fervor, que deles se podia dizer: “A multidão dos que haviam crido era um só o coração e uma só a alma” (Atos 4, 32).

O Apóstolo São Paulo, que com toda a fidelidade nos transmitiu aquilo que recebera do Senhor, (1 Cor 11, 23) fala claramente do sacrifício eucarístico, ao mostrar que os cristãos não podem tomar parte nos sacrifícios dos pagãos, exatamente porque já participavam da mesa do Senhor. Assim se exprime: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo?Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1Cor 10, 16).

Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso. Exortando os fiés a participarem ativamente, com fé íntegra e com a maior piedade, na celebração deste sacrossanto Mistério, oferecendo-o a Deus como sacrifício, juntamente com o sacerdote, pela salvação própria e de todo o mundo, recorrendo a ele para encontrarem o alimento da alma.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão,
viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne,
que eu darei pela vida do mundo
.”
(João 6:51)

Eucaristia

Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e † o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”
(João 6:53-56)

Como nos diz São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente” (Summa Theol. III, q. 75, a. I.).

Isso também nos fala o Evangelho ao contar que muitos discípulos de Cristo, ao ouvirem falar de comer carne e beber sangue, voltaram as costas e abandonaram o Senhor, dizendo: Duras são estas palavras! Quem pode escutá-las? Perguntando então Jesus se também os Doze se queriam retirar, Pedro afirmou, com decisão e firmeza, a fé sua e a dos Apóstolos, com esta resposta admirável: “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna!” (João 6,61-69)

A presença de Jesus, antes com as palavras, depois com o gesto do partir o pão, torna possível aos discípulos de reconhecê-lo, e eles podem sentir em modo novo quanto havia já sentido caminhando com Ele: “Não ardia o nosso coração enquanto ele conversava conosco ao longo do caminho, quando nos explicava as escrituras? (Lucas 24, 32). Este episódio nos indica dois lugares privilegiados onde podemos encontrar o Ressuscitado que transforma a nossa vida: a escuta da palavra, em comunhão com Cristo, e o partir o Pão; ‘dois lugares’ profundamente unidos entre eles porque “Palavra e Eucaristia se pertencem tão intimamente ao ponto de não poderem ser compreendidas uma sem a outra: A Palavra de Deus se faz carne sacramental no evento eucarístico” .

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.”
(1 Coríntios 11:26-29)

FONTE:

Para mais detalhes:

TRECHO: “E esta nossa adoração eucarística encerra ainda uma outra característica particular. Ela é compenetrada pela grandeza desta Morte Humana, na qual o mundo, isto é cada um de nós, foi amado “até ao extremo”. Assim, tal adoração é também uma resposta que intenta retribuir aquele Amor imolado até à morte na Cruz: é a nossa “Eucaristia”, quer dizer, o nosso dar-Lhe graças e o louvá-l’O por nos ter redimido com a Sua morte e tornado participantes da vida imortal por meio da Sua ressurreição.”

TRECHO: “O Filho de Deus fez-Se homem para, num supremo acto de louvor, devolver toda a criação Àquele que a fez surgir do nada. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santuário eterno, devolve ao Criador e Pai toda a criação redimida. Fá-lo através do ministério sacerdotal da Igreja, para glória da Santíssima Trindade. Verdadeiramente este é o mysterium fidei que se realiza na Eucaristia: o mundo saído das mãos de Deus criador volta a Ele redimido por Cristo.”

TRECHO: “Originalmente a Sagrada Eucaristia era a oração de ação de graças da Igreja primitiva, precedia a consagração do pão e do vinho, posteriormente a palavra foi conferida a toda a celebração da Santa Missa. A Sagrada Eucaristia é o sacramento em que Jesus entrega o Seu Corpo e o Seu Sangue – Ele próprio, por nós, para que também nos entreguemos a Ele em amor e nos unamos a Ele na Sagrada Comunhão. É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até o Seu regresso, confiando assim à Sua Igreja o memorial da Sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.”

TRECHO: “A minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida‘ (Jo 6, 55). Com efeito, diante destas palavras do Senhor, narra o Evangelho de São João, “muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele” (Jo 6, 66). O sacramento sequer tinha sido instituído, mas apenas os seus fundamentos já eram pedra de escândalo para os primeiros seguidores de Cristo.

Só a leitura desta passagem evangélica é suficiente para eliminar a hipótese de que Jesus estivesse “falando em parábolas”, como insinuam os protestantes, para sustentar sua heresia. Se Ele tivesse querido usar estas palavras somente em um sentido metafórico, falando do “pão da vida” apenas como um símbolo ou uma representação, Jesus, que conhece os corações humanos, teria se explicado. Vendo que muitos saíam e abandonavam-No, Ele com certeza teria dado outro sentido à sua pregação, explicando que as coisas não eram da forma como eles tinham entendido.

Alguns links sobre os milagres eucarísticos:

 

Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro.” (Didaqué)

Oração para o Natal

Presépio

Hoje todo o mundo alegra-se pela vinda do Salvador à terra, na nossa pobre condição humana. Nós, como família e amigos , alegramo-nos e festejamos este extraordinário acontecimento.

<<Coloca-se o Menino Jesus no presépio.>>

O Verbo se fez carne e habitou entre nós! Jesus por nós nasceu! Jesus, vós que fostes criança como todos nós, concedei-nos nesta Noite Santíssima um coração de criança para que possamos ser sempre felizes, confiantes e cheios de ternura e afeto para com todos.

Abençoa Senhor neste Natal, as pessoas aqui presentes e a família de cada um de nós. Que dentro de nosso lar habite a confiança de tua mãe, Maria, o zelo de teu pai, José, e a inocência de teu rosto de criança.

Concede-nos a saúde da alma e do corpo, para que possamos cantar Teus louvores a cada dia deste novo ano. Que nossas portas estejam sempre abertas para Ti, nas visitas que nos fazes em tantos rostos sofridos. Dá-nos a alegria de Tua presença em nosso lar: o maior de todos os presentes possíveis. Ó vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos.

Amém.

Todos: Pai nosso e Ave-Maria.

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus

Senhor,
Tu que quiseste ficar presente no meio de nós
através da Tua Santa Eucaristia,
mistério do Teu Amor,
nós nos unimos a todos os que vêm Adorar-Te
em espírito e em verdade.

Rezando de dia ou de noite,
queremos oferecer a nossa presença
à Tua presença.
Concede que Te escutemos no silêncio,
Tu que queres Te revelar
ao íntimo do nosso coração.

Concede que nos entreguemos a Ti:
que do nosso coração se elevem
o louvor e a súplica, o oferecimento
da nossa vida na confiança.

Que o Teu Sagrado Coração,
fonte de toda a misericórdia,
firme os nossos corações na paz
e na alegria interiores, que ele fortaleça
a nossa fé, renove o nosso amor,
e sustente a nossa esperança.

Amém.

Oração para começar o dia

Criador inefável, Tu que és a fonte verdadeira da luz e da ciência, derrama sobre as trevas da minha inteligência um raio da tua claridade. Dá-me inteligência para compreender, memória para reter, facilidade para aprender, sutileza para interpretar, e graça abundante para falar.

orar

Meu Deus, semeia em mim a semente da tua bondade. Faz-me pobre sem ser miserável, humilde sem fingimento, alegre sem superficialidade, sincero sem hipocrisia; que faça o bem sem presunção, que corrija o próximo sem arrogância, que admita a sua correção sem soberba, que a minha palavra e a minha vida sejam coerentes.

Concede-me, Verdade das verdades, inteligência para conhecer-te, diligência para te procurar, sabedoria para te encontrar, uma boa conduta para te agradar, confiança para esperar em ti, constância para fazer a tua vontade.

Orienta, meu Deus, a minha vida, concede-me saber o que tu me pedes e ajuda-me a realizá-lo para o meu próprio bem e o de todos os meus irmãos. Amém.

Sto. Tomás de Aquino

Vivo sem em mim viver

Segue abaixo um dos mais lindos poemas cristãos, escrito por Santa Teresa D’Ávila, doutora da Igreja. A partir dele foram feitas belas canções como segue o video.

Vivo sem em mim viver

Vivo sem em mim viver
e tão alta vida espero
que morro por não morrer.

Vivo já fora de mim
depois que morro de amor,
porque vivo no Senhor,
que me quis só para Si:
dei meu coração a Ti
e pus nele o dizer
que morro por não morrer.

Esta divina prisão
do amor em que sempre vivo
fez de Deus o meu cativo
e livre meu coração.
Causa em mim tanta paixão
Deus meu prisioneiro ser,
que morro por não morrer.

Ai! Que longa é esta vida!
Quão duros estes desterros!
Este cárcere, estes ferros
em que a alma esta metida!
Só de esperar a saída
me causa tal padecer
que morro por não morrer.

Ai! Como a vida é amarga
sem o gozo do Senhor!
Do Pai tão doce é o amor,
e a esperada hora tão longa!
Tire-me Deus esta carga,
Este aço não vou poder,
que morro por não morrer.

Vivo com uma confiança:
qualquer hora hei de morrer,
pois morrendo hei de viver
me sustenta esta esperança. 

Morte que o viver alcança,
não tardes em me querer,
que morro por não morrer.

Mira como o amor é forte!
Vida, não sejas molesta:
veja que somente resta
eu perder-te, e achar o norte;
venha já, ò doce morte,
me matar sem se deter,
que morro por não morrer.

Lá no Alto segura eu viva
a vida que é verdadeira;
Nesta vida, tão ligeira,
não há gozo que me sirva.
Morte, não sejas esquiva,
vai matando o meu viver,
que morro por não morrer.

Ó vida, que posso eu dar
a meu Deus, que vive em mim,
a não ser perder-te a ti
e a Ele melhor gozar?
Morrendo o quero alcançar,
só Ele me basta ter,
que morro por não morrer.

Vamos nos preparar para o dia do perdão de Assis

Ao meio dia do dia 01 de agosto, começará o “Perdão de Assis” , que se estenderá até o entardecer do dia 02 de agosto. Abaixo o relato do acontecido e as Indulgências da Porciúncula estendidas à humanidade inteira. Boa Leitura.

Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. Jesus perguntou-lhe: “Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?

Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.

O que pedes Francisco, é um benefício muito grande”, disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”

No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe: “Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?

Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!”

Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.

Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes: “Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4). Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em “estado de graça”, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é “toties quoties“, quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.

Escrito por:  Pe. Marcelo Tenório