Compreenda cada momento da Santa Missa

Breve Introdução

“Quando chegou o dia dos Ázimos, em que se matavam os cordeiros para a Páscoa, Jesus mandou Pedro e João, dizendo: ‘Vão, e preparem tudo para comermos a Páscoa’. Eles perguntaram: ‘Onde queres que preparemos’? Jesus respondeu: ‘Quando vocês entrarem na cidade, um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam a ele até sua casa onde ele entrar, e digam ao dono da casa: O Mestre manda dizer: Onde é sala em que eu e os meus discípulos vamos comer a Páscoa? Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma sala grande, arrumada, com almofadas. Preparem tudo aí’. Os discípulos foram, e encontraram tudo como Jesus havia dito. E prepararam a Páscoa”. (Lc 22, 7 – 12)De acordo com a Introdução Geral do Missal Romano, a Igreja sempre considerou como destinado a si esta orientação de Jesus: “Ide e preparai um lugar para a ceia”. Dessa forma ao longo do tempo a Igreja sempre se preocupou com o zelo da dimensão celebrativa, bem como com a formação daqueles que da mesma participam. Embora, em determinados períodos da história isso nem sempre foi possível, devido aos direcionamentos tomados, hoje mais do que nunca é uma realidade constantes em diversas comunidades.
Se até 1962 cabia ao povo apenas assistir a celebração e ser uma mera figura passiva dentro da Igreja, hoje, após o grande evento chamado Concílio Vaticano II a proposta é bem diferente. O Concílio propõe uma participação real e verdadeira para os membros da comunidade. Uma participação que seja ativa, plena e consciente.

Espero, através deste Post, ajudar pessoas a compreenderem melhor como participar e por que participar, conhecendo, acreditando e amando a sagrada liturgia.

Por que ir à missa?

Antes de entregar sua vida por todos nós, Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo e sangue, e os deu de comer e beber. Com isto, Jesus fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.
Assim, pode-se afirmar que Jesus, ao celebrar a Santa Ceia, celebrou a primeira Missa.  Assim, podemos dizer que a Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso para o qual devemos fazer memória.

A Missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Nós não vamos à Missa somente para pedir, mas também para louvar, agradecer e adorar a Deus. A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa. É muita pretensão da parte daquele que quer fazer da reza particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade!

Assim, vamos à Missa para ouvir a Palavra do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas (conversão). O fato de existir pessoas que freqüentam a Missa, mas não praticam a Palavra jamais deve ser motivo de desculpa para nos esquivarmos de ir à Missa; afinal, quem somos nós para julgarmos alguém? Quem deve julgar é Deus! Ao invés de olharmos o que os outros fazem, devemos olhar para o que Cristo faz! É com Ele que devemos nos comparar!

Vamos agora compreender cada momento e simbolos na Santa Missa.

Missa passo-a-passo

  1. Ritos Iniciais
  2. Comentário Introdutório: O comentário inicial convida a participação coletiva dos fieis e visa criar um ambiente propício para oração e a fé. Em geral, o comentário situa os presentes num determinado “tema” que será abordado mais profundamente nas leituras da Bíblia, durante o Rito da Palavra. A assembléia pode ouvir o comentário sentada, uma vez que a celebração, de fato, só tem inicio com o Canto de Entrada, quando o sacerdote e os demais ministros entram em procissão.

    Canto de Entrada: Tem a função de abrir a celebração, promover a união da assembléia, introduzir os fieis no Mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. Se houver uso de incenso, prossegue até que o altar seja incensado.
    Por que o incenso? O queimar incenso ou a incensação é realizada com o intuito de purificar e abençoar o Santíssimo Sacramento, as relíquias da santa Cruz, as imagens do Senhor expostas à veneração pública, as ofertas para o sacrifício da Missa, a cruz do altar, o altar, o Evangeliário, o círio pascal, o sacerdote e o povo (que antes e depois de incensado, faz-se uma inclinação). Além disso, o incenso exprime reverência e oração, que por um atmosfera sagrada sobe até Deus como uma nuvem perfumada; como vem significado na Sagrada Escritura.
    “Que minha oração suba até Vós como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para Vós, sejam como a oferenda da tarde.”(cf. Salmo 140, 2)
    Como também pode ser visto em Apocalipse 8,3.
    Na consagração solene de um altar, depois da unção da mesa, queima-se incenso e outros aromas sobre os cinco pontos do altar. O bispo interpreta esse gesto com as palavras: Suba até vós, Senhor, o incenso de nossa oração; e como o perfume se espalha por este templo, assim possa tua Igreja expandir para o mundo o suave perfume de Cristo.

    A reverência ao Altar: O altar é o sinal de Jesus Cristo presente no meio da comunidade (daí a importância da inclinação perante ele e do beijo do(s) celebrante(s)).

    Sinal da Cruz e Saudação Inicial: Na saudação inicial o Sacerdote ou Ministro da Eucaristia, invoca a Santíssima Trindade, onde Jesus já se faz presente na celebração, pois ele mesmo disse: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, ali estarei Eu no meio deles”. Livres das preocupações mundanas, nesse momento e nesse lugar sagrado que é a igreja, o ser humano se torna iluminado na medida em que se coloca totalmente nas mãos de Deus e se entrega a um momento sagrado de união com os irmãos e com a Santíssima Trindade. O padre dirige-se aos fiéis fazendo o sinal da cruz. Essa expressão “EM NOME DO PAI E DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO”, tem um sentido bíblico. Nome em sentido bíblico quer dizer a própria pessoa. Isto é, iniciamos a Missa colocando a nossa vida e toda a nossa ação nas mãos da Santíssima Trindade.
    Toda celebração cristã começa e termina com este sinal. A cruz, segundo o sublime ensinamento de São Paulo, é sinal de vergonha e morte para os descrentes e pagãos, mas é, ao mesmo tempo, sinal de vitória e orgulho para os cristãos: foi por sua morte na cruz que Cristo nos reconciliou com o Pai e nos alcançou a Salvação; foi por sua morte na cruz que Cristo ressuscitou dentre os mortos, vencendo a morte – salário que todo homem comum recebe por seu pecado – e nos garantiu a esperança da ressurreição de nossos próprios corpos.Ao fazermos o sinal da cruz, professamos que o nosso pensamento (cabeça), vontade (peito) e ações (ombros) estão voltados para Deus, estando em harmonia com a Santíssima Trindade e sob a proteção de Deus.

    Antífona de Entrada: São breves palavras que o sacerdote ou diácono fazem para introduzir os fieis na Missa do dia. Em regra, costuma a ser um versículo bíblico que tenha total ligação com o “tema” da missa, com as leituras que serão feitas durante o Rito da Palavra.

    Saudação: O sacerdote abre os seus braços, em sinal de acolhida, e saúda toda a assembléia presente e faz uma saudação espontânea, envolvendo o amor e paz da Santíssima Trindade, tal como “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco! ” ; e os fiés respondem alegremente “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!”

    Ato Penitencial: Nesse momento, toda a Comunidade, cada membro individualmente e todos nós temos nossas fraquezas, limitações e misérias, e, somos um povo Santo e Pecador.
    O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, reconhecer e confessar os seus pecados, o arrependimento deve ser sincero. É um pedido de perdão que parte do coração com um sentido de mudança de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
    Quando em nosso dia-dia temos alguma obrigação a cumprir, seja ela profissional, social e lazer, nos preocupamos com nossa higiene pessoal e também com nossa aparência. Quando estamos para participar em corpo e alma de uma Santa Missa temos que nos preocupar com a limpeza de nosso coração alma e mente, pois mais importante que a aparência física, é ter uma alma limpa e livre de qualquer mal e pecado que possa impedir de nos aproximarmos de Jesus.
    Assim fazemos um Ato Penitencial, onde a comunidade e cada um dos fiéis, reconhecendo a condição de pecador, com verdadeiro e profundo arrependimento e, com o firme propósito de não cometê-los mais, suplicamos a misericórdia de Deus e seu eterno amor, que pela intercessão de Jesus Cristo nosso Salvador, somos perdoados.
    Atenção: O perdão recebido no Ato Penitencial não significa que estamos isentos do sacramento da Confissão. Depois de fazer um completo exame de consciência, devemos nos confessar com um Sacerdote, principalmente quando cometemos um pecado grave ou mortal. E também não dá a ninguém que não faça a confissão, o direito a participar da Comunhão. Esse perdão é só para aqueles que se confessam sempre e que não estejam em pecado grave e que participam todos os domingos da Santa Eucaristia. Assumem o risco de aqueles que não tomam esses cuidados de cometer um pecado maior.

    Glória: Após recebermos o perdão de Deus, concedido por sua infinita bondade através da invocação do Sacerdote, proclamamos com o coração aliviado o nosso hino de louvor e glória pela graça recebida.
    O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja glorifica a Deus Pai e ao Cordeiro. Não constitui aclamação trinitária. Louvamos ao Pai a ao Filho, expressando através do canto, a nossa alegria de filhos de Deus.

    Oração Coleta: A oração coleta assinala a última parte dos ritos introdutórios da Santa Missa. Tem o nome de “coleta” porque visa reunir em uma única oração todas as orações da comunidade. Ela sempre se inicia com um solene OREMOS pelo sacerdote e é seguido de uma pausa; este é o momento que o celebrante nos convida a nos colocarmos em oração. Durante esse tempo de silêncio cada um faça mentalmente o seu pedido a Deus. Em seguida o padre eleva as mãos e profere a oração, oficialmente, em nome de toda a Igreja. Nesse ato de levantar as mãos o celebrante está assumindo e elevando a Deus todas as intenções dos fiéis. Após a oração todos respondem AMÉM, para dizer que aquela oração também é sua.

  3. Rito da Palavra
  4. Após o AMÉM da Oração, a comunidade senta-se mas deve esperar o celebrante dirigir-se à cadeira. A Liturgia da Palavra tem um conteúdo de maior importância pois é nesta hora que Deus nos fala solenemente. Fala a uma comunidade reunida como “Povo de Deus”.
    A liturgia da Palavra é composta das seguintes fases:

    Primeira Leitura: Toda a assembléia sentada. É normalmente tirada dos livros históricos e proféticos da Bíblia; anuncia a salvação que se realizara plenamente em Jesus Cristo. Esta leitura é proclamada da mesa da Palavra (Ambão) por um fiel ou religioso(a). No final da leitura o leitor diz “Palavra do Senhor” e todos juntos respondem a aclamação “Graças a Deus”.

    Salmo Responsorial: Toda a assembléia sentada. Está leitura é proclamada ou cantada da mesa da Palavra (Ambão) ou outro lugar adequado por um fiel ou religioso(a). É parte integrante da liturgia da palavra, oferecendo uma grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da palavra de Deus. O Salmo responsorial deve responder a cada leitura e normalmente será tomado do lecionário. O salmista profere os versículos do Salmo perante toda a assembléia que responde dizendo ou cantando o refrão.

    Segunda Leitura: Toda a assembléia sentada. Em geral é tirada das cartas dos apóstolos, que apresentam à comunidade o mistério de Cristo e exortam a vivê-lo. Esta leitura é proclamada da mesa da Palavra (Ambão) por um fiel ou religioso(a). No final da leitura o leitor diz “Palavra do Senhor” e todos juntos respondem a aclamação “Graças a Deus”.

    Canto de Aclamação ao Evangelho: Toda a assembléia de pé. Esta aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através da qual a assembléia dos fieis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto. O Aleluia é cantado em todos os tempos, exceto na Quaresma, sendo iniciado por todos ou pelo grupo de cantores ou cantor, podendo ser repetido. No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário.

    Sinal da Cruz: Toda a assembléia de pé. O sacerdote ou diácono faz o sinal da cruz sobre o Lecionário ou Evangeliário e também, sobre a testa, sobre a boca e sobre o peito (neste caso, rezando em silêncio: “Pelo sinal da Santa Cruz, livre-nos Deus, nosso Senhor, dos nossos inimigos”); e cada fiel se persigna com três sinais da cruz, um sobre a testa, um sobre a boca e um sobre o peito, pedindo a Deus: “purifique os nossos pensamentos, as palavras que brotarão das nossas bocas, e o nosso coração”.

    Evangelho: Segundo João, Marcos, Mateus e Lucas conforme o tema do dia, toda a Assembléia está de pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. A Palavra de Deus solenemente anunciada, não pode estar “dividida” com nada: com nenhum barulho, com nenhuma distração, com nenhuma preocupação. É como se Jesus, em Pessoa, se colocasse diante de nós para nos falar. A Palavra do Senhor é luz para nossa inteligência, paz para nosso Espírito e alegria para nosso coração.

    Homilia: Toda a assembléia sentada. A Homilia (que significa conversa familiar) é feita pelo Bispo, Padre ou pelo Diácono. Diferente do sermão ou de outra forma de pregação, ela tem o objetivo de relacionar o texto com a vida dos fieis. O ministro da celebração traz a mensagem da Palavra para a vida da comunidade, convidando os fieis para praticar o que ela propõe.

    Profissão de Fé: A comunidade professa sua fé em comunhão com os ensinamentos da Igreja e pela liturgia da palavra, confessando crer em toda doutrina Católica, no perdão dos pecados e na presença viva de Jesus. A fé é a base da religião, o fundamento do amor e da esperança cristã. Crer em Deus é também confiar Nele. Creio em Deus Pai, com essa atitude queremos dizer que cremos na Palavra de Deus que foi proclamada e estamos prontos para pô-la em prática.

    Oração dos Fiéis: A Comunidade unida em um só pensamento e desejo eleva a Deus seus pedidos e anseios, pedidos coletivos e também pessoais. As orações podem ser conforme o tempo litúrgico ou campanhas da igreja, como por exemplo a Campanha da Fraternidade. Depois de ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé e confiança em Deus que nos falou, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de maneira oficial e coletiva. Mesmo que o meu pedido não seja pronunciado em voz alta, eu posso colocá-lo na grande oração da comunidade. Assim se torna oração de toda a Igreja.

  5. Rito Sacramental
  6. Na Missa ou Ceia do Senhor, o Povo de Deus é convidado e reunido, sob a presidência do sacerdote, que representa a pessoa de Cristo para celebrar a memória do Senhor. Iniciam-se com as oferendas. A comunidade oferece seus sacrifícios através do pão e do vinho entregues ao Sacerdote para a transformação.

    Procissão das Oferendas: As principais ofertas são o pão e vinho. Essa caminhada, levando para o altar as ofertas, significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem e da mulher que trabalham. As demais ofertas representam igualmente a vida do povo, a coleta do dinheiro é o fruto da generosidade e do trabalho dos fiéis. Deus não precisa de esmola porque Ele não é mendigo e sim o Senhor da vida. A nossa oferta é um sinal de gratidão e contribui na conservação e manutenção da casa de Deus.
    Na Missa nós oferecemos a Deus o pão e o vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e Sangue do Senhor. Um povo de fé traz apenas pão e vinho, mas no pão e no vinho, oferece a sua vida.
    O sacerdote oferece o pão a Deus, depois coloca a hóstia sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Ele põe algumas gotas de água no vinho que simboliza a união da natureza humana com a natureza divina. Na sua encarnação, Jesus assumiu a nossa humanidade e reuniu, em si, Deus e o Homem. E assim como a água colocada no cálice torna-se uma só coisa com o vinho, também nós, na Missa, nos unimos a Cristo para formar um só corpo com Ele. O celebrante lava as mãos: essa purificação das mãos significa uma purificação espiritual do ministro de Deus.

    Oração sobre as Oferendas: Toda assembléia de pé. Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fiéis a rezarem com o sacerdote, e com a oração sobre as oferendas.

    Prefacio: Ele é um hino “abertura” que nos introduz no Mistério Eucarístico. Por isso o celebrante convida a Assembléia para elevar os corações a Deus, dizendo “Corações ao alto!” É um hino que proclama a santidade de Deus e dá graças ao Senhor.

    Santo: Ele é tirado do livro do profeta Isaías (6,3) e a repetição é um reforço de expressão para significar o máximo de santidade, embora sendo pecadores, de lábios impuros, estamos nos preparando para receber o Corpo do Senhor.
    Existem ao menos três elementos fundamentais:
    1 – A santidade de Deus – Santo, Santo, Santo, Senhor Deus…
    2 – A majestade de Deus – O céu e a terra proclamam a vossa glória
    3 – A imanência de Deus – Bendito o que vem em nome do Senhor…

    Epiclese: É a invocação na qual a Igreja implora por meio de invocações o poder divino sobre as oferendas, isto é, se tornem o Corpo e Sangue de Cristo e que a hóstia se torne a salvação daqueles que vão recebê-la em comunhão.

    Consagração do Pão e Vinho: (toda a assembléia ajoelhada) Pelas mãos e oração do Sacerdote o pão e o vinho se transformam em Corpo e Sangue de Jesus. O celebrante estende as mãos sobre o pão e vinho e pede ao Pai que os santifique enviando sobre eles o Espírito Santo.
    Por ordem de Cristo e recordando o que o próprio Jesus fez na Ceia e pronuncia as palavras “TOMAI TODOS E…” O celebrante faz uma genuflexão para adorar Jesus presente sobre o altar.
    Em seguida recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos dizendo: “TOMAI TODOS E…


    “FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!” aqui cumpre-se a vontade expressa de Jesus, que mandou celebrar a Ceia.
    Novamente começa o Sacrifício de Jesus e diante de nós está o Calvário, e agora somos nós que estamos ao pé da Cruz. No silêncio profundo e no recolhimento do nosso coração adoramos o nosso Salvador, que está cruxificado diante de nós. Devemos oferecer a Jesus, nossa vida, dores, misérias e sofrimentos para ser cruxificado junto com Ele, na esperança da Salvação e da vida-eterna. Tudo isso não podemos ver com os olhos do corpo, mas temos que ver com os olhos do coração e da alma.
    “EIS O  MISTÉRIO DA FÉ” – Estamos diante do Mistério de Deus. E o Mistério só é aceito por quem crê.

    Orações pela Igreja: A Igreja está espalhada por toda a terra e além dos limites geográficos: está na terra, como Igreja peregrina e militante; está no purgatório, como Igreja padecente; e está no céu como Igreja gloriosa e triunfante. Entre todos os membros dessa Igreja, que está no céu e na terra, existe a intercomunicação da graça ou comunhão dos Santos. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus. A primeira oração é pelo Papa e pelo bispo Diocesano, são os pastores do rebanho, sua missão é ensinar, santificar e governar o Povo de deus. Por isso a comunidade precisa orar muito por eles. Rezar pelos mortos é um ato de caridade, a Igreja é mais para interceder do que para julgar, por isso na Missa rezamos pelos falecidos. Finalmente, pedimos por nós mesmos como “povo santo e pecador”.

    POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO… :Quando a comunidade celebra a Eucaristia anuncia que toda nossa vida, a vida de toda a humanidade, deve ser uma vida de comunhão. Comunhão essa que se realizará “por Cristo, com Cristo e em Cristo”. E a assembléia responde amém.

    Oração do Pai Nosso: O Pai Nosso, não é apenas uma simples fórmula de oração, nem um ensinamento teórico de doutrina. Antes de ser ensinado por Jesus, o Pai-Nosso foi vivido plenamente pelo mesmo Cristo. Portanto, deve ser vivido também pelos seus discípulos. Com o Pai Nosso começa a preparação para a Comunhão Eucarística. Essa belíssima oração é a síntese do Evangelho. Para rezarmos bem o Pai Nosso, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. Portanto, para eu comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em “comunhão” com meus irmãos, que são membros do Corpo Místico de Cristo.
    Pai Nosso é recitado de pé, com as mãos erguidas, na posição de orante. Pode também ser cantado, mas sem alterar a sua fórmula. Após o Pai Nosso na Missa não se diz amém pois a oração seguinte é continuação.
    A paz é um dom de Deus. É o maior bem que há sobre a terra. Vale mais que todas as receitas, todos os remédios e todo o dinheiro do mundo. A paz foi o que Jesus deu aos seus Apóstolos como presente de sua Ressurreição. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.

    Paz de Cristo!!!Rito da Paz: Toda a assembléia de pé. A Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis exprimem entre si a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes de comungar do Sacramento. A oração pela paz (Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos, Eu vos deixo a paz… ) é uma oração presidencial, que só o celebrantes faz, pois ele age in Persona Christi – na Pessoa de Cristo. Ao final o presidente da celebração convida os fieis a saudarem-se uns aos outros.

    Fração do Pão: O celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho da mesma dentro do cálice, que representa a união do Corpo e do Sangue do Senhor num mesmo Sacrifício e mesma comunhão.

    Cordeiro de Deus: Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Jesus é apresentado como o “Cordeiro de Deus”. Os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez.

    Rito de Comunhão: Estando a comunidade de pé e em silencio. Apresentando o Pão Consagrado, o Padre diz em voz alta: “Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E a Assembléia responde “Senhor, não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo (curado)”. Como na passagem Lc. 19,1-10, reconhecemo-nos como pecadores, que não somos dignos, mas Jesus com uma Palavra é capaz de operar maravilhas em nós. E esse é o momento para pedir que Jesus opere em sua vida, e que seja feita a vontade Dele.
    E a comunidade somente se senta quando os celebrantes já comungaram (Pão e Vinho).
    Jesus agora está vivo e presente sobre o altar. É presença real no meio de nós e se manifesta em bondade e amor. A Eucaristia é um tesouro que Jesus, o Rei imortal e eterno, deixou como Mistério da Salvação para todos os que nele crêem. Comungar é receber Jesus Cristo, Reis dos Reis, para alimento de vida eterna.


    MODO DE COMUNGAR: Quem comunga recebendo a hóstia na mão, deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante imediatamente, pega a Hóstia com a mão direita e comunga ali mesmo na frente do padre ou ministro. Ou direto na boca. quando a comunhão é nas duas espécies, ou seja, pão e vinho é diretamente na boca.
    Quando verdadeiramente preparados, somos convidados a participar do Banquete Celestial. Jesus novamente realiza o milagre da multiplicação, partilhando o seu Corpo e seu Sangue com a comunidade. Agora seu Corpo descido da cruz não irá mais para o sepulcro, mas vai ressucitar dentro de cada um de nós.
    É o momento sagrado em que Jesus fala diretamente conosco, nos ilumina e dá forças para viver cada vez melhor para podermos refletir sua imagem onde quer que estejamos.
    Terminada a comunhão, convém fazer alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus e ação de graças.

  7. Ritos finais
  8. Avisos: É o momento mais adequado para breves homenagens, que as comunidades gostam de prestar em dias especiais ou algum comunicado da comunidade.

    Benção e Despedida: Aqui se faz uma leve inclinação para receber a benção. Parte do diácono ou do celebrante uma mensagem para que cada qual retorne às suas boas obras, louvando e bendizendo a Deus. Um canto final, se oportuno, embora não previsto, pode ser entoado e encontrará maior receptividade neste momento, do que mais tarde. Só se deixa o lugar após o celebrante ter se retirado do altar.
    Ao deixarmos o interior da Igreja, a celebração deve continuar em cada momento de seu dia-dia, pois Jesus não ficou no altar, mas está dentro de cada um de nós.

    O vídeo abaixo apresenta uma missa gregoriana filmada na Festa do Sagrado Coração no Seminário Internacional em  Flavigny, França, em 1999.

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2 Respostas para “Compreenda cada momento da Santa Missa

  1. Amei aqui as orientações, belissimas!!! Obriagada a quem deixou tudo isso nós catolicos temos a obrigação de conhecer tudo isso e muito mais, lindo mesmo, Deus é maravilhoso em tudo que faz Obrigada

    • Como fico feliz por poder ajuda-la. Acho que nós catolicos temos que, como você mesmo disse, buscar entender cada momento da missa e muito mais. Questionar-se do porquê das coisas tendo sempre a fé em Jesus como base dessa busca, pois assim o Espirito Santo nos orientara para compreender exatamente a VERDADE. Com toda certeza: Deus é maravilhoso em tudo o que faz!!!
      Qualquer informação que queira sobre qualquer assunto, envie um mensagem por aqui, e farei uma pesquisa para postar aqui. Forte abraço! Fique na paz do Senhor! :)

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