Oração de Libertação

«Livrai-nos do Mal»
(Mt 6,13)

O Senhor Jesus na última petição do Pai-Nosso exorta todos os seus discípulos a pedir continuamente ao Pai do Céu a libertação do Mal. Explicando o sentido desta última petição da oração do Senhor o Catecismo da Igreja Católica afirma que «nesta petição, o Mal não é uma abstração, mas designa uma pessoa, Satanás, o Maligno, o anjo que se opõe a Deus. O “Diabo” (“dia-bolos”) é aquele que “se atravessa” no desígnio de Deus e na sua “obra de salvação” realizada em Cristo» (n. 2851). «Ao pedirmos para sermos libertados do Maligno, pedimos igualmente para sermos livres de todos os males, presentes, passados e futuros, dos quais ele é autor e instigador» (n. 2854). Esta oração de libertação que se segue pede ao nosso Pai do Céu a libertação do Maligno e de todos os males dos quais ele é o autor e instigador. Pode ser rezada pedindo a Deus a libertação do influxo diabólico para si próprio ou intercedendo por uma outra pessoa.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
R. Amém.

São Miguel ArcanjoSão Miguel arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso auxílio contra as maldades e as ciladas do demônio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere, e vós, príncipe da milícia celeste, com esse poder divino precipitai no inferno a satanás e a todos os espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas. Amém.

Leitura do Livro do Deuteronômio (Dt 18,9-12):

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dará, não aprendas a imitar as abominações daquelas nações. Que no teu meio não se encontre alguém que queime seu filho ou sua filha, nem que faça presságio, oráculo, adivinhação ao magia, ou que pratique encantamentos, que interrogue espíritos ou adivinhos, ou ainda que invoque os mortos; pois quem pratica estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus as desalojará em teu favor.”

Palavra do Senhor.
R. Graças a Deus.

Salmo 105 (106), 34-40

Refrão: Pela Vossa infinita misericórdia, salvai-nos Senhor.

Não exterminaram os povos,
como o Senhor lhe tinha mandado,
mas misturaram-se com os pagãos
e imitaram os seus costumes.

Prestaram culto aos seus ídolos
que foram para eles uma armadilha.
E imolaram seus filhos
e suas filhas aos demónios.

Derramaram sangue inocente
o sangue de seus filhos e filhas,
que imolaram aos ídolos de Canãa,
e o país ficou manchado de sangue.

Contaminaram-se com as suas próprias obras,
prostituíram-se com seus crimes.
Por isso a ira do Senhor se inflamou
contra o seu povo.

Leitura do santo Evangelho segundo são Marcos (Mc 16,15-20):

“Naquele tempo, depois de ressuscitar, disse Jesus aos Onze: «Ide por todo o mundo e anunciai a boa nova a toda a criatura. Quem acreditar e for baptizado será salvo, mas quem não acreditar será condenado. E estes serão os sinais que acompanharão aqueles que acreditarem: em meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, tomarão na mão serpentes e, se beberem qualquer veneno, não lhes fará mal, imporão as mãos aos doentes e estes ficarão curados». O Senhor Jesus, depois de ter falado com eles, subiu ao céu e sentou-se à direita de Deus. Então eles partiram e pregaram por toda a parte, enquanto o Senhor operava juntamente com eles e confirmava a sua palavra com os prodígios que a acompanhavam.”

Palavra da salvação.
R. Glória a Vós Senhor.

N. : Renuncias a satanás e a todos os seus anjos?
R. Sim, renuncio.

Renuncias a todas as suas incitações ao pecado e à rebelião contra Deus?
R. Sim, renuncio.

Renuncias a todas as suas seduções: à magia, à feitiçaria, à bruxaria, à astrologia, à adivinhação, à invocação dos mortos, ao espiritismo, à idolatria, aos cultos satânicos, à música satânica, à superstição e a todas as formas de ocultismo?
R. Sim, renuncio.

Crês em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?
R. Sim, creio.

Crês em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos, está sentado à direita do Pai e virá de novo para julgar os vivos e o mortos?
R. Sim, creio.

Crês no Espírito Santo, na santa Igreja católica, na comunhão dos santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne e na vida eterna?
R. Sim, creio.

Esta é a nossa fé. Esta é a fé da Igreja, que nos gloriamos de professar, em Jesus Cristo, Nosso Senhor.
R. Amém.

Fiéis aos ensinamentos do Salvador ousamos dizer:

OraçãoPai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa Vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal. Livrai-nos de todo mal e de toda a perturbação diabólica, Vós que pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, vosso amado Filho, nos libertastes do poder das trevas e da morte e nos transferiste para o vosso Reino de luz e santidade, libertai agora este nosso irmão N. de todo o domínio e ligação com satanás e os seus anjos. Libertai-o de todas as forças do mal, esmagai-as, destrui-as, para que o N. possa ficar bom e viver segundo a vossa santíssima Vontade. Libertai-o de todos os malefícios, das bruxarias, da magia negra, das missas negras, dos feitiços, das maldições, do mau-olhado, dos ritos satânicos, dos cultos satânicos, das consagrações a satanás. Destrui qualquer ligação com satanás e com todas as pessoas ligadas a satanás, vivas ou defuntas. Libertai-o de toda a infestação diabólica, de toda a possessão diabólica, de toda a obsessão diabólica, e de tudo aquilo que é pecado ou consequência do pecado. Destrui todos estes males no inferno para que nunca mais atormentem o N. nem nenhuma outra criatura no mundo. Deus Pai todo-poderoso, peço-Vos, em nome de Jesus Cristo Salvador e pela intercessão da Virgem Imaculada que ordeneis a todos os espíritos imundos, a todas as presenças que atormentam o N., a deixá-lo imediatamente, a deixá-lo definitivamente e a ir para o inferno eterno, encadeados por São Miguel Arcanjo, por São Gabriel, por São Rafael, pelos nossos Anjos da Guarda, esmagados debaixo do calcanhar da Santíssima Virgem Maria nossa Mãe Imaculada. Vós que criastes o homem à vossa imagem e semelhança na santidade e na justiça, e depois do pecado não o abandonastes, antes com sábia providência cuidastes da sua salvação pelo mistério da incarnação, paixão, morte e ressurreição do vosso muito amado Filho, salvai este vosso servo e libertai-o do mal e da escravidão do inimigo; afastai dele o espírito de mentira, soberba, luxúria, avareza, ira, inveja, gula, preguiça e de toda a espécie de maldade. Recebei-o no vosso Reino, abri o seu coração para entender o vosso Evangelho, para que viva sempre como filho da luz, dê testemunho da verdade e pratique obras de caridade segundo os vossos mandamentos. Com o sopro da Vossa boca expulsai, Senhor, os espíritos malignos: ordenai que se retirem porque chegou o vosso Reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
R. Ámen.

O Senhor te livre de todo o mal, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
R. Ámen.

Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

FONTE: http://santidade.net

O Sacrifício Eucarístico

Os homens sempre, desde o início do mundo, para reconhecerem que Deus é o Senhor de todas as coisas, e de que tudo recebemos d’Ele, sempre sacrificaram, destruíram, uma parte de suas colheitas ou de seus rebanhos, isto é, de seus bens, ofertando-os a Deus.

Foi isto que fizeram Abel, corretamente, e Caim, com má vontade.

Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.”
(Hebreus 11:4)

abraao

Abraão, também, sacrificou uma ovelha, no Monte Moriá. Os judeus, sendo pastores, sacrificavam parte de seus bens, isto é, suas ovelhas, para reconhecerem Deus como Senhor de tudo, e para mostrar confiança de que Deus lhes daria ainda mais bens, no lugar daquele que eles sacrificavam.

Não é verdade que Deus não exigiu sacrifícios. Mesmo ao saírem os judeus do Egito foi o próprio Deus que os mandou sacrificarem um cordeiro, e passarem o seu sangue nas portas de suas casas como sinal para que o anjo não matasse os primogênitos judeus.

E logo no capitulo 10 do Êxodo está escrito:

O Senhor disse a Moisés: Dirás estas coisas aos filhos de Israel: Vós vistes que vos falei do céu. Não fareis para vós deuses de prata, nem deuses de ouro. Far-me-eis um altar de terra, e oferecereis sobre ele os vossos holocaustos e as vossas hóstias pacificas, as vossas ovelhas e bois em todo o lugar onde se fizer a memória de meu nome; Eu virei a ti e te abençoarei. Se, porém, me edificares algum altar de pedra, não o edificarás de pedras lavradas; porque se levantares sobre ele o cinzel, ficará poluto. Não subirás por degraus ao meu altar, para que não se descubra a vergonha de tua nudez
(Êxodo 10, 22-26).

E também não é verdade que os sacrifícios praticados pelos judeus eram simplesmente costumes deles, mas foram ordenados pelo próprio Criador.

Cada dia imolarás um novilho em sacrifício expiatório pelo pecado; por esse sacrifício expiatório tirarás o pecado do altar, e far-lhe-ás uma unção para consagrá-lo. A expiação do altar se fará durante sete dias; e consagrarás esse altar, que se tornará coisa santíssima, e tudo o que o tocar será consagrado.”
(Êxodo 29:36-37)

Quanto ao texto de Jeremias:

Em matéria de sacrifícios e holocaustos, eu nada disse e nada ordenei aos vossos pais ao tirá-los do Egito; dei-lhes somente esta ordem: – Escutai a minha voz; eu serei vosso Deus e vós sereis o meu povo.”
(Jeremias 7,22-23)

nós devemos situá-lo no contexto em que Deus o colocou. Deus estava recriminando os judeus por fazerem sacrifícios aos ídolos (Cfr. Jeremias 7, 16-20). Daí, Ele afirmar que, mais importante que os sacrifícios de animais, era a obediência à sua palavra. Por isso, também, foi escrito: “Quero a obediência, e não o sacrifício“.

Estes sacrifícios eram prenúncios e símbolos proféticos do sacrifício do Novo Testamento, a Missa. Assim, o Cordeiro que os judeus sacrificavam para comemorar a Páscoa — sacrifício que o próprio Cristo cumpriu na Quinta-Feira Santa anterior à sua morte — era símbolo da morte de Cristo, o cordeiro de Deus sem mancha, que como o cordeiro pascal, sem mancha, morreu na Cruz sem que nenhum osso lhe fosse partido.

Cordeiro de Deus

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)
“Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor.” (Apocalipse 5:12)

Todos os sacrifícios que eram simbólicos e puramente cerimoniais foram tornados inúteis quando o que eles representavam se realizou verdadeiramente. Estabelecido o sacrifício da Missa por Cristo todos os sacrifícios que o simbolizavam ficaram superados e abolidos. A realidade supera o símbolo.

Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também JESUS, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.”
(Hebreus 13:9-16)

Ultima-Ceia

Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus. Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…
(Lucas 22, 14-20)

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos. Segundo contam os Evangelistas, na última Ceia, “tomou um pão, deu graças, partiu e distribui-o a eles, dizendo, ‘isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória‘. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós“‘. E mandando aos Apóstolos que fizessem isto em sua memória, mostrou a vontade de que este Mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o Sacrifício Eucarístico. Como testemunha São Lucas, “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (Atos 2, 42). E assim, chegavam a tal fervor, que deles se podia dizer: “A multidão dos que haviam crido era um só o coração e uma só a alma” (Atos 4, 32).

O Apóstolo São Paulo, que com toda a fidelidade nos transmitiu aquilo que recebera do Senhor, (1 Cor 11, 23) fala claramente do sacrifício eucarístico, ao mostrar que os cristãos não podem tomar parte nos sacrifícios dos pagãos, exatamente porque já participavam da mesa do Senhor. Assim se exprime: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo?Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1Cor 10, 16).

Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso. Exortando os fiés a participarem ativamente, com fé íntegra e com a maior piedade, na celebração deste sacrossanto Mistério, oferecendo-o a Deus como sacrifício, juntamente com o sacerdote, pela salvação própria e de todo o mundo, recorrendo a ele para encontrarem o alimento da alma.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão,
viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne,
que eu darei pela vida do mundo
.”
(João 6:51)

Eucaristia

Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e † o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”
(João 6:53-56)

Como nos diz São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente” (Summa Theol. III, q. 75, a. I.).

Isso também nos fala o Evangelho ao contar que muitos discípulos de Cristo, ao ouvirem falar de comer carne e beber sangue, voltaram as costas e abandonaram o Senhor, dizendo: Duras são estas palavras! Quem pode escutá-las? Perguntando então Jesus se também os Doze se queriam retirar, Pedro afirmou, com decisão e firmeza, a fé sua e a dos Apóstolos, com esta resposta admirável: “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna!” (João 6,61-69)

A presença de Jesus, antes com as palavras, depois com o gesto do partir o pão, torna possível aos discípulos de reconhecê-lo, e eles podem sentir em modo novo quanto havia já sentido caminhando com Ele: “Não ardia o nosso coração enquanto ele conversava conosco ao longo do caminho, quando nos explicava as escrituras? (Lucas 24, 32). Este episódio nos indica dois lugares privilegiados onde podemos encontrar o Ressuscitado que transforma a nossa vida: a escuta da palavra, em comunhão com Cristo, e o partir o Pão; ‘dois lugares’ profundamente unidos entre eles porque “Palavra e Eucaristia se pertencem tão intimamente ao ponto de não poderem ser compreendidas uma sem a outra: A Palavra de Deus se faz carne sacramental no evento eucarístico” .

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.”
(1 Coríntios 11:26-29)

FONTE:

Para mais detalhes:

TRECHO: “E esta nossa adoração eucarística encerra ainda uma outra característica particular. Ela é compenetrada pela grandeza desta Morte Humana, na qual o mundo, isto é cada um de nós, foi amado “até ao extremo”. Assim, tal adoração é também uma resposta que intenta retribuir aquele Amor imolado até à morte na Cruz: é a nossa “Eucaristia”, quer dizer, o nosso dar-Lhe graças e o louvá-l’O por nos ter redimido com a Sua morte e tornado participantes da vida imortal por meio da Sua ressurreição.”

TRECHO: “O Filho de Deus fez-Se homem para, num supremo acto de louvor, devolver toda a criação Àquele que a fez surgir do nada. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santuário eterno, devolve ao Criador e Pai toda a criação redimida. Fá-lo através do ministério sacerdotal da Igreja, para glória da Santíssima Trindade. Verdadeiramente este é o mysterium fidei que se realiza na Eucaristia: o mundo saído das mãos de Deus criador volta a Ele redimido por Cristo.”

TRECHO: “Originalmente a Sagrada Eucaristia era a oração de ação de graças da Igreja primitiva, precedia a consagração do pão e do vinho, posteriormente a palavra foi conferida a toda a celebração da Santa Missa. A Sagrada Eucaristia é o sacramento em que Jesus entrega o Seu Corpo e o Seu Sangue – Ele próprio, por nós, para que também nos entreguemos a Ele em amor e nos unamos a Ele na Sagrada Comunhão. É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até o Seu regresso, confiando assim à Sua Igreja o memorial da Sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.”

TRECHO: “A minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida‘ (Jo 6, 55). Com efeito, diante destas palavras do Senhor, narra o Evangelho de São João, “muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele” (Jo 6, 66). O sacramento sequer tinha sido instituído, mas apenas os seus fundamentos já eram pedra de escândalo para os primeiros seguidores de Cristo.

Só a leitura desta passagem evangélica é suficiente para eliminar a hipótese de que Jesus estivesse “falando em parábolas”, como insinuam os protestantes, para sustentar sua heresia. Se Ele tivesse querido usar estas palavras somente em um sentido metafórico, falando do “pão da vida” apenas como um símbolo ou uma representação, Jesus, que conhece os corações humanos, teria se explicado. Vendo que muitos saíam e abandonavam-No, Ele com certeza teria dado outro sentido à sua pregação, explicando que as coisas não eram da forma como eles tinham entendido.

Alguns links sobre os milagres eucarísticos:

 

Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro.” (Didaqué)

Oração para o Natal

Presépio

Hoje todo o mundo alegra-se pela vinda do Salvador à terra, na nossa pobre condição humana. Nós, como família e amigos , alegramo-nos e festejamos este extraordinário acontecimento.

<<Coloca-se o Menino Jesus no presépio.>>

O Verbo se fez carne e habitou entre nós! Jesus por nós nasceu! Jesus, vós que fostes criança como todos nós, concedei-nos nesta Noite Santíssima um coração de criança para que possamos ser sempre felizes, confiantes e cheios de ternura e afeto para com todos.

Abençoa Senhor neste Natal, as pessoas aqui presentes e a família de cada um de nós. Que dentro de nosso lar habite a confiança de tua mãe, Maria, o zelo de teu pai, José, e a inocência de teu rosto de criança.

Concede-nos a saúde da alma e do corpo, para que possamos cantar Teus louvores a cada dia deste novo ano. Que nossas portas estejam sempre abertas para Ti, nas visitas que nos fazes em tantos rostos sofridos. Dá-nos a alegria de Tua presença em nosso lar: o maior de todos os presentes possíveis. Ó vós, que sois Deus com o Pai e o Espírito Santo pelos séculos dos séculos.

Amém.

Todos: Pai nosso e Ave-Maria.

Oração ao Sagrado Coração de Jesus

Sagrado Coração de Jesus

Senhor,
Tu que quiseste ficar presente no meio de nós
através da Tua Santa Eucaristia,
mistério do Teu Amor,
nós nos unimos a todos os que vêm Adorar-Te
em espírito e em verdade.

Rezando de dia ou de noite,
queremos oferecer a nossa presença
à Tua presença.
Concede que Te escutemos no silêncio,
Tu que queres Te revelar
ao íntimo do nosso coração.

Concede que nos entreguemos a Ti:
que do nosso coração se elevem
o louvor e a súplica, o oferecimento
da nossa vida na confiança.

Que o Teu Sagrado Coração,
fonte de toda a misericórdia,
firme os nossos corações na paz
e na alegria interiores, que ele fortaleça
a nossa fé, renove o nosso amor,
e sustente a nossa esperança.

Amém.

Oração para começar o dia

Criador inefável, Tu que és a fonte verdadeira da luz e da ciência, derrama sobre as trevas da minha inteligência um raio da tua claridade. Dá-me inteligência para compreender, memória para reter, facilidade para aprender, sutileza para interpretar, e graça abundante para falar.

orar

Meu Deus, semeia em mim a semente da tua bondade. Faz-me pobre sem ser miserável, humilde sem fingimento, alegre sem superficialidade, sincero sem hipocrisia; que faça o bem sem presunção, que corrija o próximo sem arrogância, que admita a sua correção sem soberba, que a minha palavra e a minha vida sejam coerentes.

Concede-me, Verdade das verdades, inteligência para conhecer-te, diligência para te procurar, sabedoria para te encontrar, uma boa conduta para te agradar, confiança para esperar em ti, constância para fazer a tua vontade.

Orienta, meu Deus, a minha vida, concede-me saber o que tu me pedes e ajuda-me a realizá-lo para o meu próprio bem e o de todos os meus irmãos. Amém.

Sto. Tomás de Aquino

Vivo sem em mim viver

Segue abaixo um dos mais lindos poemas cristãos, escrito por Santa Teresa D’Ávila, doutora da Igreja. A partir dele foram feitas belas canções como segue o video.

Vivo sem em mim viver

Vivo sem em mim viver
e tão alta vida espero
que morro por não morrer.

Vivo já fora de mim
depois que morro de amor,
porque vivo no Senhor,
que me quis só para Si:
dei meu coração a Ti
e pus nele o dizer
que morro por não morrer.

Esta divina prisão
do amor em que sempre vivo
fez de Deus o meu cativo
e livre meu coração.
Causa em mim tanta paixão
Deus meu prisioneiro ser,
que morro por não morrer.

Ai! Que longa é esta vida!
Quão duros estes desterros!
Este cárcere, estes ferros
em que a alma esta metida!
Só de esperar a saída
me causa tal padecer
que morro por não morrer.

Ai! Como a vida é amarga
sem o gozo do Senhor!
Do Pai tão doce é o amor,
e a esperada hora tão longa!
Tire-me Deus esta carga,
Este aço não vou poder,
que morro por não morrer.

Vivo com uma confiança:
qualquer hora hei de morrer,
pois morrendo hei de viver
me sustenta esta esperança. 

Morte que o viver alcança,
não tardes em me querer,
que morro por não morrer.

Mira como o amor é forte!
Vida, não sejas molesta:
veja que somente resta
eu perder-te, e achar o norte;
venha já, ò doce morte,
me matar sem se deter,
que morro por não morrer.

Lá no Alto segura eu viva
a vida que é verdadeira;
Nesta vida, tão ligeira,
não há gozo que me sirva.
Morte, não sejas esquiva,
vai matando o meu viver,
que morro por não morrer.

Ó vida, que posso eu dar
a meu Deus, que vive em mim,
a não ser perder-te a ti
e a Ele melhor gozar?
Morrendo o quero alcançar,
só Ele me basta ter,
que morro por não morrer.

Vamos nos preparar para o dia do perdão de Assis

Ao meio dia do dia 01 de agosto, começará o “Perdão de Assis” , que se estenderá até o entardecer do dia 02 de agosto. Abaixo o relato do acontecido e as Indulgências da Porciúncula estendidas à humanidade inteira. Boa Leitura.

Certa noite do mês de Julho de 1216, como acontecia em tantas outras noites, na silenciosa solidão da pequena Igreja da Porciúncula, São Francisco ajoelhado, estava profundamente mergulhado nas suas orações, quando de súbito, uma luz vivíssima e fulgurante encheu todo o recinto e no meio dela, apareceu Jesus ao lado da Virgem Maria sorridente, sentados num trono e circundados por diversos Anjos. Jesus perguntou-lhe: “Qual o melhor auxílio que desejarias receber, para conseguir a salvação eterna da Humanidade?

Sem hesitar Francisco respondeu: “Senhor Jesus, peço-Vos que, a todos os arrependidos e confessados, que visitarem esta Igreja, lhes concedais um amplo e generoso perdão, uma completa remissão de todas as suas culpas.

O que pedes Francisco, é um benefício muito grande”, disse-lhe o Senhor, “muito embora sejas digno e merecedor de muitas coisas. Assim, acolho o teu pedido, com uma condição, deverás solicitar essa indulgência ao meu Vigário na Terra.”

No dia seguinte, bem cedinho, Francisco acompanhado de Frei Masseu, seguiu para Perúgia, a fim de se encontrar com o Papa Honório III. Chegando disse-lhe: “Santo Padre, há algum tempo, com o auxílio de Deus, restaurei uma Igreja em honra a Santa Maria dos Anjos. Venho pedir a Vossa Santidade que concedais, nesta Igreja uma indulgência a quantos a visitarem, sem a obrigação de oferecerem qualquer coisa em pagamento (naquela época, toda indulgência concedida a uma pessoa, estava ligada à obrigação dessa pessoa fazer uma oferta), a partir do dia da dedicação da mesma.”

O Papa ficou surpreendido e comoveu-se com o tal pedido. Depois perguntou: “Por quantos anos pedes esta indulgência?

Santo Padre, não peço anos, mas penso em muitos homens e mulheres que precisam sentir o perdão de Deus”, respondeu Francisco.

Que pretendes, em concreto, dizer com isto?” retorquiu o Papa.

Se aprouver a Vossa Santidade, gostava que todas as pessoas que venham a visitar a Porciúncula, contritos de seus pecados, em “estado de graça”, confessado e tendo recebido a absolvição sacramental, obtenham a remissão de todos os seus pecados, na pena e na culpa, no Céu e na Terra, desde o dia de seu batismo até ao dia em que entre na Porciúncula.”

Mas não é um costume a Cúria Romana conceder tal indulgência!”

Senhor, disse o “Poverello”, este pedido não o faço por mim, mas por ordem de Cristo, da parte de quem estou aqui.

Ouvindo isto o Papa cheio de amor repetiu três vezes: “Em nome de Deus, Francisco, concedo-te a indulgência que em nome de Cristo me pedes.”

Tendo alguns Cardeais, ali presentes, manifestado algum desacordo, o Papa reafirmou: “Já concedi a indulgência. Todo aquele que entrar na Igreja de Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, sinceramente arrependido das suas faltas e confessado, seja absolvido de toda pena e de toda culpa. Esta indulgência valerá somente durante um dia, em cada ano, “in perpetuo”, desde as primeiras vésperas, incluída a noite, até às vésperas do dia seguinte.

A “consagração” da Igrejinha aconteceu no dia 2 de Agosto do mesmo ano de 1216.

A Indulgência da Porciúncula somente era concedida a quem visitasse a Igreja de Santa Maria dos Anjos, entre a tarde do dia 1 Agosto e o pôr-do-sol do dia 2 Agosto. Em 9 de Julho de 1910, o Papa Pio X concedeu autorização aos Bispos de todo o mundo, só naquele ano de 1910, para que designassem qualquer Igreja Pública das suas Dioceses, a fim de que também nelas, as pessoas recebessem a Indulgência da Porciúncula. (Acta Apostolicae Sedis, II, 1910, 443 sq.; Acta Ord. Frat. Min., XXIX, 1910, 226). Este privilégio foi renovado por um tempo indefinido por decreto da Sagrada Congregação de Indulgências, em 26 março de 1911 (Acta Apostolicae Sedis, III, 1911, 233-4). Significa que, atualmente, qualquer Igreja Católica de qualquer país, tem o benefício da Indulgência que São Francisco conseguiu de Jesus para toda humanidade. Assim ganharão a Indulgência, todas as pessoas que estando em “estado de graça”, visitarem uma Igreja nos dias mencionados, rezarem um Credo, um Pai-Nosso e um Glória, suplicando ao Criador o benefício da indulgência, e rezando também, um Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória, pelas intenções do Santo Padre. Poderão utilizar a Indulgência em seu próprio benefício, ou em favor de pessoas falecidas ou daquelas que necessitam de serem ajudadas na conversão do coração.

Por outro lado, a Indulgência é “toties quoties“, quer dizer, pode ser recebida tantas vezes quantas a pessoa desejar, isto é, em cada ano, fazendo visitas a diversas Igrejas das 12 horas do dia 1 de Agosto até o entardecer do dia 2 de Agosto.

Escrito por:  Pe. Marcelo Tenório

O que é ter fé em Deus?

«Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em Mim
não fique nas trevas
(Jo 12, 46)

Amar a DeusPensando nesta passagem da Bíblia nos vem a seguinte pergunta: o que é crer em Jesus? O que é ter fé em Deus?

Lendo um livro chamado “Introdução ao estudo de Santo Agostinho” passei por um capítulo que falava sobre a relação entre fé e razão, e lá, encontrei uma importante observação sobre o que é ter fé em Deus… segue o trecho transcrito abaixo (com algumas citações da bíblia):

“Tomada em sua essência, a fé agostiniana é simultaneamente adesão do espírito à verdade sobrenatural e abandono humilde do homem em sua totalidade à graça do Cristo. Ademais, como as duas coisas poderiam se separar? A adesão do espírito à superioridade de Deus supõe a humildade; e a humildade por sua vez, uma confiança em Deus que é, em si mesma, um ato de amor e de caridade. Se tomamos, portanto, a vida espiritual em sua complexidade concreta, aquele que adere a Deus pela fé não submete simplesmente seu espírito a fórmulas; ele curva sua alma e todo o seu ser à autoridade de Cristo, que nos dá o exemplo de sabedoria e nos confere os meios de chegar à ela. Assim entendida, inicialmente, a fé tanto é purificadora como iluminadora; […]

Por isso, o pensamento humano deve também encontrar-se profundamente transformado. A recompensa que ele recebe da fé é precisamente a inteligência. Ele não a receberia se a fé fosse somente uma simples aceitação da autoridade divina, por assim dizer, uma submissão bruta do espírito. E nesse caso, crer é somente acreditar em Deus; o que é preciso, além disso, é querer fazer a vontade de Deus, e é por isso que as Escrituras não nos ordenam somente acreditar em Deus, mas também ter fé em Deus.

«Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?
Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta:
Que creiais naquele que ele enviou.
»
(João 6:28-29)

Sem dúvida, para ter fé Nele, é preciso, antes, acreditar Nele, mas aquele que acredita Nele não necessariamente crê Nele, pois até os demônios acreditam em Deus mas não tem fé em Deus; […]

«Crês que há um só Deus. Fazes bem.
Também os demônios creem e tremem.»
(Tiago 2:19)

«Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus!»
(Marcos 3:11)

O que é, portanto, ter fé em Deus? É, ao acreditar Nele, amá-lo, gostar Dele com ternura, ter comunhão com Ele através do amor, incorporar-se aos seus membros.

«Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada.»
(João 14:23-24)

«Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros,
e não buscando a honra que vem só de Deus?»

(João 5:44)

«Tende muito cuidado de pôr em prática os mandamentos e as leis que vos prescreveu Moisés, servo do Senhor: amar o Senhor, vosso Deus, andar em todos os seus caminhos, guardar os seus mandamentos e unir-vos a ele, servindo de todo o vosso coração e de toda a vossa alma
(Josué 22:5)

Eis a fé que Deus exige de nós e que, depois de tê-la exigido, só a encontra em nós porque a doou a nós para, em seguida, poder encontrá-la em nós.

«Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.
Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia
(João 6:43-44)

Logo, não é qualquer fé a que Deus reivindica, mas, segundo a palavra do apóstolo: a fé que opera através da caridade.

«Quanto a nós, é espiritualmente,da fé, que aguardamos a justiça esperada.
Estar circuncidado ou incircunciso de nada vale em Cristo Jesus,
mas sim a fé que opera pela caridade

(Gálatas 5:5-6)

Se esta fé encontra-se em nós, ela nos dará a inteligência, pois nos dá-la é de sua natureza.”

«porque o Senhor é quem dá a sabedoria, e de sua boca é que procedem a ciência e a prudência. Ele reserva para os retos a salvação e é um escudo para os que caminham com integridade; protege as sendas da retidão e guarda o caminho de seus fiéis. Então compreenderás a justiça e a equidade, a retidão e todos os caminhos que conduzem ao bem
(Provérbios 2:6-9)

Jesus

Para complementar essa reflexão sobre a fé em Deus segue abaixo trechos da Encíclica Lumen Fidei do Papa Francisco I:

“Antes da sua paixão, o Senhor assegurava a Pedro: «Eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça» (Lc 22, 32). Depois pediu-lhe para «confirmar os irmãos» na mesma fé. Consciente da tarefa confiada ao Sucessor de Pedro, Bento XVI quis proclamar este Ano da Fé, um tempo de graça que nos tem ajudado a sentir a grande alegria de crer, a reavivar a percepção da amplitude de horizontes que a fé descerra, para a confessar na sua unidade e integridade, fiéis à memória do Senhor, sustentados pela sua presença e pela ação do Espírito Santo. A convicção duma fé que faz grande e plena a vida, centrada em Cristo e na força da sua graça, animava a missão dos primeiros
cristãos.”

“Nas Atas dos Mártires, lemos este diálogo entre o prefeito romano Rústico e o cristão Hierax: «Onde estão os teus pais?» — perguntava o juiz ao mártir; este respondeu: «O nosso verdadeiro pai é Cristo, e nossa mãe a fé n’Ele». Para aqueles cristãos, a fé, enquanto encontro com o Deus vivo que Se manifestou em Cristo, era uma «mãe», porque os fazia vir à luz, gerava neles a vida divina, uma nova experiência, uma visão luminosa da existência, pela qual estavam prontos a dar testemunho público até ao fim.”

“A fé cristã é fé no Amor pleno, no seu poder eficaz, na sua capacidade de transformar o mundo e iluminar o tempo. «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16). A fé identifica, no amor de Deus manifestado em Jesus, o fundamento sobre o qual assenta a realidade e o seu destino último.”

“A plenitude a que Jesus leva a fé possui outro aspecto decisivo: na fé, Cristo não é apenas Aquele em quem acreditamos, a maior manifestação do amor de Deus, mas é também Aquele a quem nos unimos para poder acreditar. A fé não só olha para Jesus, mas olha também a partir da perspectiva de Jesus e com os seus olhos: é uma participação no seu modo de ver.”

“«Cremos em» Jesus, quando O acolhemos pessoalmente na nossa vida e nos confiamos a Ele, aderindo a Ele no amor e seguindo-O ao longo do caminho (cf. Jo 2, 11; 6, 47; 12, 44).”

“A salvação pela fé consiste em reconhecer o primado do dom de Deus, como resume São Paulo: «Porque é pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós, é dom de Deus.» (Ef 2, 8)”

“Por meio da sua encarnação, com a sua vinda entre nós, Jesus tocou-nos e, através dos sacramentos, ainda hoje nos toca; desta forma, transformando o nosso coração, permitiu-nos — e permite-nos — reconhecê-Lo e confessá-Lo como Filho de Deus. Pela fé, podemos tocá-Lo e receber a força da sua graça. Santo Agostinho, comentando a passagem da hemorroíssa que toca Jesus para ser curada (cf. Lc 8, 45-46), afirma: «Tocar com o coração, isto é crer».”

«Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus
(Efésios 3:17-19)

«Todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.»
(Gálatas 3:26)

A vontade de Deus

Jesus

A vida humilde, a fidelidade inabalável,
a modéstia nas palavras, a justiça nas ações,
a misericórdia nas obras, a disciplina nos costumes;
o não fazer injúrias; o tolerar as recebidas;
o manter a paz com os irmãos;
o amar a Deus de todo o coração;
o amá-Lo por ser Pai;
o temê-Lo por ser Deus;
o nada absolutamente antepor a Cristo,
pois também Ele não antepôs coisa alguma a nós;
o aderir inseparavelmente à Sua caridade;
o estar ao pé de Sua cruz com coragem e confiança,
quando se tratar de luta por Seu Nome e Sua honra,
o mostrar firmeza ao confessá-Lo por palavras,
e, no interrogatório, o manter a confiança Naquele por quem combatemos,
e, na morte, o conservar a paciência que nos coroará,
tudo isto é querer ser co-herdeiro de Cristo,
é cumprir o preceito de Deus,
é realizar a vontade do Pai.”

(São Cipriano, bispo de Cartago, século III)

Como preparar-se para a morte

Aqueles que se preocupam com a salvação da própria alma, que sabem que essa vida na terra é apenas um caminho, uma passagem e que a verdadeira vida, somente será vivida na eternidade junto de Deus, têm um medo: de que a morte os encontre despreparados. Como estar atento para que isso não ocorra? Como preparar-se para a morte?

Para ajudar concretamente nessa preparação, apresento abaixo um vídeo recente do Padre Paulo Ricardo e em seguida alguns textos e orações dos santos sobre a questão.

Não há motivos para temer a morte

«O Reino de Deus está próximo» (Lc 21,31). O Reino de Deus, irmãos muito queridos, aproxima-se agora. Com o fim do mundo, anuncia-se já a recompensa da vida, a felicidade da salvação eterna, a segurança perpétua e a alegria do paraíso que outrora perdemos. E já as realidades do céu se sucedem às realidades humanas, as grandes às pequenas, as eternas às temporais. Haverá lugar à inquietação, à apreensão pelo futuro? […]

Com efeito, está escrito que «o justo viverá da fé» (Rm 1,17). Se fordes justos e viverdes da fé, se acreditardes verdadeiramente em Jesus Cristo, porque não vos alegrareis então ao ser chamados para Ele […], uma vez que estais certos da promessa de Deus e destinados a estar com Cristo? Tomai o exemplo de Simeão, o justo: ele foi verdadeiramente justo e observou fielmente os mandamentos de Deus. Uma inspiração divina tinha-lhe dado a conhecer que não morreria sem primeiro ter visto a Cristo. Assim, quando Cristo, ainda criança, veio ao Templo com Sua mãe, apercebeu-se, iluminado pelo Espírito Santo, de que o Salvador tinha nascido, como lhe tinha sido predito; e, à vista d’Ele, compreendeu que a sua morte estava iminente.

Muito alegre com essa perspectiva e agora seguro de ser em breve chamado para junto de Deus, tomou a criança nos braços e exclamou, bendizendo o Senhor: «Agora, Senhor, deixarás ir em paz o Teu servo, segundo a Tua palavra, pois os meus olhos viram a Salvação». Demonstrava assim e testemunhava que a paz de Deus pertence aos que O servem, que gozam da doce quietude e da liberdade, quando, subtraídos aos tormentos do mundo, alcançam o refúgio e a segurança eternos. […] É somente então que a alma encontra a paz verdadeira, o repouso total, a segurança duradoura e perpétua.

Escrito por: São Cipriano (c. 200-258), bispo de Cartago e mártir.

A MORTE DOS SERVOS DE S. JOSÉ É CALMA E SUAVE

Entre os apócrifos encontramos a “História de José o Carpinteiro” do século II, o qual foi escrito para o uso litúrgico dos judeus-cristãos. Neste faz-se uma narrativa colocando na boca do próprio Jesus, o qual teria contado aos apóstolos, reunidos no Monte das Oliveiras, toda a vida de José, inclusive a sua morte. O Dominicano Isidoro Isolani tornou-a conhecida através de sua obra “Summa de  donis S. Joseph”, publicada em 1522. A narrativa assim exprime: “Sentei-me na cabeceira de José e minha mãe sentou-se aos seus pés… Vieram Miguel e Gabriel ao meu pai José. Assim expirou com paciência e com alegria…”. Ainda neste relato Jesus faz uma promessa a quem praticar a devoção para com São José: “Eu abençoarei e ajudarei cada pessoa da Igreja dos justos que no dia de tua memória, Ó José, oferecer um sacrifício a Deus. E quem meditar sobre tua vida, sobre teus cansaços, sobre teu Trânsito deste mundo, quando este morrer, eu cancelarei do livro os seus pecados… Na casa onde houver uma lembrança de Ti, não entrará a  doença e nem a morte improvisamente“.

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Oração de São José ao saber, pelo anjo do Senhor, que sua morte seria em breve

Ó Deus, pai de toda misericórdia e Deus de toda carne, Senhor da minha alma, de meu corpo e do meu espírito! Se é que já se cumpriram todos os dias da vida que me deste neste mundo, rogo-te, Senhor Deus, que envies o arcanjo Micael para que fique do meu lado, até que minha desditada alma saia do corpo sem dor nem turbação. Porque a morte é para todos causa de dor e turbação, quer se trate de um homem, de um animal doméstico ou selvagem, ou ainda de um verme ou um pássaro.

Em uma palavra, é muito dolorosa para todas as criaturas que vivem sob o céu e que alentam um sopro de espírito para suportar o transe de ver sua alma separada do corpo. Agora, meu Senhor, faz com que o teu anjo fique do lado da minha alma e do meu corpo e que esta recíproca separação se consuma sem dor.

Não permitas que aquele anjo que me foi dado no dia em que saí de teu seio volte seu rosto irado para mim ao longo deste caminho que empreendi até vós, mas sim que ele se mostre amável e pacífico. Não permitas que aqueles cujas faces mudam dificultem a minha ida até vós. Não consintas que minha alma caia em mãos do cérbero e não me confundas em teu formidável tribunal. Não permitas que as ondas deste rio de fogo, nas quais serão envolvidas todas as almas antes de ver a glória de teu rosto, voltem-se furiosas contra mim.

Ó Deus, que julgais a todos na Verdade e na Justiça, oxalá tua misericórdia sirva-me agora de consolo, já que sois a fonte de todos os bens e a ti se deve toda a glória pela eternidade das eternidades!

Amém.

Fonte: Livro Apócrifo da Bíblia sobre a vida de São José

Santa Teresa narra as circunstâncias que acompanhavam os últimos instantes das suas primeiras filhas, muito devotas a S. José. « Observei, disse ela, que ao momento do último respiro elas gozavam de grande paz e tranquilidade; a morte delas foi simili ao doce repouso da oração. Nada indicava que dentro delas tivesse agitação da tentação. Aquelas luzes divinas liberam o meu coração do timor da morte. Morrer, me parece agora, a coisa mais fácil para uma fiel devota de S. José».

* Oração a São José para pedir a graça da boa morte

São José, 
que morrestes nos braços de Jesus e Maria, 
meu amável protetor, 
socorrei-me em todas as necessidades 
e perigos da vida, 
mas principalmente na hora suprema, 
vindo suavizar minhas dores, 
enxugar minhas lágrimas, 
fechar suavemente meus olhos, 
enquanto pronunciar 
os dulcíssimos nomes: 
Jesus, Maria, José, 
salvai a minha alma.

Amém!

Mensagem do Senhor a Virgem Maria sobre a hora da morte

Maria

Minha caríssima filha, não é sem motivo que teu coração sentiu particular compaixão pelos que se acham em perigo de morte, desejando ajudá-los nessa hora. Realmente, conforme entendeste, naqueles momentos sofrem as almas incríveis e perigosos trabalhos por parte das ciladas do demônio, da própria natureza e dos objetos visíveis. Aquele instante é o termo do processo da vida que receberá a última sentença: de morte ou de vida eterna, de pena ou glória perpétua.

O Altíssimo, que te inspirou aquele desejo, quer aceitá-lo para que o executes. De minha parte, te confirmo o mesmo e te admoesto a colaborares com todo esforço possível para nos obedecer. Adverte, pois, amiga: quando Lúcifer e seus ministros das trevas reconhecem, pelos acidentes e causas naturais, que a pessoa está com perigosa e mortal enfermidade, imediatamente preparam toda sua malícia e astúcia, para investir contra o pobre e ignorante enfermo, e tentar derrubá-lo com diversas tentações. Como a esses inimigos está a terminar o prazo de perseguir a alma, querem suprir a falta de tempo pela violência da ira e maldade.

Os últimos combates

Para isto, reunem-se como lobos carniceiros, e examinam de novo o estado do enfermo: seu temperamento natural ou adquirido, suas inclinações, hábitos e costumes, e qual seu lado fraco por onde atacá-lo mais.

Aos que têm desordenado apego à vida, persuadem que o perigo não é tanto e impedem que outros o avisem. Aos que foram remissos e negligentes no uso dos sacramentos, reforçam-lhe a tibieza, sugerem-lhes maiores dificuldades e adiamentos, para que morram sem eles ou os recebam sem fruto e com más disposições. A outros, propõem sugestões de vergonha, para não abrirem suas consciências e declararem seus pecados. A estes, embaraçam e retardam, para não manifestarem seus compromissos e não desenredarem a consciência. Àqueles que amam a vaidade, lhes propõem ordenar, naquela última hora, muitas coisas vãs e soberbas, para serem cumpridas depois de sua moite. Aos avarentos e sensuais inclinam com muita força ao que cegamente amaram.

De todos os maus hábitos e costumes, vale-se o cruel inimigo para arrastá-los atrás de objetos e assim lhes dificultar ou impossibilitar a salvação. Cada ato pecaminoso praticado durante a vida, e que contribui à aquisição de hábitos viciosos, constitui penhor e arma para o comum inimigo lhes fazer guerra naquela tremenda hora da morte.

Cada apetite satisfeito, abre-lhe o caminho para penetrar na fortaleza da alma. Uma vez dentro dela, lança-lhe seu depravado hálito e levanta densas trevas que são seu efeito. Tudo isto para que não acolham as divinas inspirações, não tenham verdadeira contrição de seus pecados e não façam reparação de sua má vida.

Desprezo dos meios de salvação

Geralmente fazem estes inimigos grande estrago naquela hora, sugerindo a ilusória esperança de que os enfermos ainda viverão, e com o tempo poderão executar o que, no momento, Deus lhes inspira por seus anjos. Com esta ilusão se enganam e perdem. Grande é também, naquela hora, o perigo dos que durante a vida desprezam o socorro dos santos sacramentos.

Este desprezo, muito ofensivo ao Senhor e aos santos, a divina justiça costuma castigar abandonando estas almas ao próprio conselho, pois não quiseram se aproveitar do remédio no tempo oportuno. Tendo-o desprezado, merecem, por justos juízos, serem desprezados na última hora, para a qual prorrogaram com louca ousadia, a busca da salvação eterna.

Poucos são os justos a quem no último combate, a antiga serpente não ataca com incrível sanha. Se aos grandes santos pretendem então derrubar, que podem esperar os viciosos, negligentes e cheios de pecados? Estes, que empregam toda a vida para desmerecer a graça e favor divino e não possuem as obras que os possam defender contra o inimigo?

Diz a Virgem Maria: Meu santo esposo José foi um dos que gozaram o privilégio de não ver nem sentir o demônio naquele transe. Quando os malignos tentaram se aproximar, sentiram que uma força poderosa os mantinha distantes, e foram pelos santos anjos, repelidos e precipitados no abismo. Ao se sentirem tão oprimidos e aterrados – a teu modo de entender – ficaram confusos, sobressaltados e aturdidos. Isto deu motivo para Lúcifer reunir no inferno uma junta ou conciliábulo, investigando se, por acaso, nele já se encontrava o Messias.

Tal vida, tal morte

Daqui compreenderás o grande perigo da morte, e quantas almas perecem naquela hora, quando começam a frutificar os méritos e os pecados.

Não te declaro os muitos que se condenam, para não morreres de pena, se tens verdadeiro amor ao Senhor. A regra geral, porém, é que à virtuosa vida segue-se boa morte; o resto é duvidoso, raro e contingente. O remédio e segurança é prevenir-se muito antes. Por isto, advirto-te que, ao veres a luz no amanhecer de cada dia, penses ser aquele o último de tua vida. E, como se de fato fosse, pois não sabes se o será, ordenes tua alma de modo a receber alegremente a morte, se ela vier. Não demores um instante em te arrependeres dos pecados, com propósito de os confessar se os tiveres, e emendar até a mínima imperfeição.

Não deixes em tua consciência falta alguma repreensível, sem te doeres e te lavares com o sangue de Cristo, meu Filho santíssimo. Põe-te no estado em que possas aparecer na presença do justo Juiz, que te examinará e julgará até o mínimo pensamento e movimento de tuas potências.

Orar pelos agonizantes

Para ajudares, como desejas, aos que estão naquele perigoso fim, em primeiro lugar aconselha a todos o mesmo que te advirto: cuidem da alma durante a vida e assim terão feliz morte. Além disso, rezarás nessa intenção todos os dias, sem falta.

Fervorosamente, suplica ao Todo-poderoso que aniquile os enganos do demônio, quebre os laços e ciladas que armam aos agonizantes, e sejam humilhados por sua destra divina.

Sabes que eu fazia tal oração pelos mortais, e quero que me imites nisso. Do mesmo modo te ordeno que, para mais ajudá-los, mandes aos demônios que deles se afastem e não os oprimam. Bem podes usar deste poder, mesmo que não estejas presente, pois o está o Senhor em cujo nome hás de subjugá-los, para maior honra e glória de Deus.

Fonte: Obra Mística Cidade de Deus de Madre Maria de Jesus (terceiro tomo, 5º livro, capítulo 15).

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