Arquivo do mês: janeiro 2011

O Desconhecido

Um homem sem fé conheceu uma mulher numa boate. Começaram a namorar, e
saíam muito à noite buscando diversão, assim começou este relacionamento. Muitas festas, boates, restaurantes. Desfrutavam de todos os prazeres da carne, mas se descuidavam do espírito. A mãe deste homem era uma mulher de muita fé, e não concordava com a vida que ele levava. Ela sempre rezava pelo seu filho, mas infelizmente não conseguia fazê-lo se aproximar de Deus. Depois de algum tempo, os namorados que se diziam ateus, passaram a viver juntos e tiveram uma filha. A menina foi crescendo sem jamais ouvir falar em Deus. Sua avó fale- ceu e, dessa forma, mais distante ficou a possibilidade dela ter uma indicação religiosa. Quando a menina tinha cinco anos de idade, estavam todos em casa jantando, e ela presenciou uma briga entre seus pais. Depois de muitas agressões e palavrões, o pai sacou uma arma e atirou na mãe, suicidando-se em seguida.
Sem ter mais ninguém que pudesse ser responsável por ela, a menina foi enviada a um lar adotivo. Ela viveu neste lar, até que uma família decidiu adotá-la. Eles
eram pessoas muito religiosas e freqüentavam a Igreja semanalmente. Sua nova mãe, resolveu então levá-la à igreja para que ela começasse a conviver e apren- der sobre as coisas de Deus. Nesse dia a mãe explicou à catequista que a menina jamais havia escutado falar de Jesus, e que por essa razão, tivesse paciência com ela. A catequista pegou uma imagem de Jesus e perguntou a todos: “Alguém sabe quem é Ele?”. A menininha muito rapidamente respondeu: “Eu sei, eu sei, esse é o homem que eu estava segurando em minha mão, na noite em que meus pais morreram…”
Mesmo sendo desconhecido para ela, Jesus a estava protegendo.

Aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, compreendem o que o Senhor nos mostra…

“Quem acha a Jesus, acha um tesouro precioso, ou antes, um bem acima de todo o bem.”

Como obtemos a Salvação? (Pecado mortal e pecado venial)

Lendo diversos sites pela internet, encontrei um artigo que respondia a seguinte pergunta: “A Bíblia ensina sobre pecado mortal e pecado venial ?”. Para respon- der, é apresentado inicialmente como a Igreja Católica Romana classifica os pe- cados (que apresentarei ao fim desse Post) e mais ao fim faz uma argumentação tentando mostrar que biblicamente os conceitos de pecado mortal e venial não são como a Igreja apresenta, e conclui que os que creem não serão julgados.
Antes de começar a falar nesse questionamento, peço que leiam e reflitam as seguintes passagens:

Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis;
e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos,
mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos:
se guardarmos os seus mandamentos.
Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos,
é mentiroso, e nele não está a verdade.
Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.
Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou
.”
(1 João 2 : 1-6)

“Qualquer que comete pecado, também comete iniqüidade;
porque o pecado é iniqüidade.
E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados;
e nele não há pecado.
Qualquer que permanece nele não peca;
qualquer que peca não o viu nem o conheceu.”
(1 João 3 : 4-6)

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama;
e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei,
e me manifestarei a ele.”
(João 14 : 21)

E disse-lhe um: Senhor, são poucos os que se salvam? E ele lhe respondeu:
Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que
muitos procurarão entrar, e não poderão.
Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas.
E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade.
(Lucas 13 : 23-27)

Bem, agora voltemos ao caso do artigo acima citado, no qual o autor apresenta a seguinte frase:

<< Paulo afirma este fato em Romanos 8:1: “Portanto, agora nenhuma conde- nação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.” Por que não são os crentes julgados? Por que não há condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus? É porque a morte de Cristo satisfez a justa ira de Deus contra o pecado (I João 4) e agora aqueles que con- fiam em Cristo não pagarão a pena do pecado.>>

O autor não se atentou a um grande detalhe “que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito“. Em (1 João 2), vemos que temos Cristo Jesus como Nosso Advogado somente se nós o conhecermos, ou seja “se guardarmos os seus mandamentos”; e assim “Aquele que diz que está ne- le, também deve andar como Ele andou”.

Então precisamos compreender : como “andar segundo o Espírito” ou “andar como Ele andou“. Para conseguirmos isso, João nos diz que não devemos pecar. Mas o que é o pecado? Existem pecados mais graves que outros? Sempre pode- mos obter perdão de Deus?

Bem, começo com as seguintes passagens:

Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará,
e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte.
Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.
Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para morte.

(1 João 5 : 16-17)

Em verdade, em verdade vos digo que,
se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte
.”
(João 8:51)

Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas.E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.”
(Tiago 1 : 21-22)

A partir daqui é apresentado o Catecismo da Igreja Católica (Terceira Parte- A vida em Cristo, Primeira Secção, Primeiro Capitulo, Artigo 8), que nos explica claramente o que é o pecado, as suas gravidades e consequências para nós. Jesus nos deu o caminho, a questão é se realmente andamos por Ele.
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A Resposta

Agora começo uma série de “Histórias de Fé”, ou seja, “histórias que impressionam, por trazerem uma mensagem de vida, e que nos levam a uma atitude de vida em relação a Deus e aos nossos semelhantes. Elas não só nos emocionam, mas nos interrogam e nos levam a crescer num sentido mais profundo da vida” (Padre Marcelo Rossi). Que estas histórias sejam uma ajuda em sua oração diária e você experimente, em cada uma, o quanto Deus ama você.

Começo com a seguinte:

A RESPOSTA

Numa viagem para sua terra natal, um homem de muita fé e oração, dirigia seu carro quando foi surpreendido por uma enchente. A barragem de uma grande represa havia rompido e o local estava todo alagado. A situação era séria, e ele dirigindo seu carro, subiu num lugar alto. A água continuou subindo, e o lugar onde ele estava abrigado, não seria seguro por muito mais tempo.


Então apareceu um rapaz num caminhão, e o alertou para o perigo de estar ali, oferecendo-se para tirá-lo do local. Para sua surpresa, o homem lhe respondeu: “Muito obrigado, mas eu tenho fé e o meu Deus vai me salvar. Não se preocupe comigo”. Passado algum tempo, já com o local totalmente alagado, passou uma lancha que acenava para que ele saísse do carro, para salvarse. Outra vez, ele disse não necessitar de ajuda, pois era um homem de muita fé, e Deus não iria de- sampará-lo. A água subiu tão rapidamente, que ele teve que refugiar-se no teto do carro, que já começava a ser carregado pela correnteza. Um helicóptero de resgate sobrevoando o lugar, jogou uma bóia amarrada a uma corda, mas ele gri- tou bem alto: “Eu não preciso, eu tenho fé, Deus vai me salvar”! Em pouco tem- po, a enxurrada levou o carro, e o homem de tanta fé morreu afogado. Já no céu, muito triste ele pergunta a Deus porque não foi salvo. “Senhor eu tinha tanta fé, por que me deixou morrer afogado?”. “Meu filho, eu não queria que você mor- resse afogado. Tanto, que tentei salvá-lo três vezes”. – Respondeu Deus para ele. “Três vezes Senhor, como?” – ele perguntou. “Eu enviei um rapaz para alertá-lo, mas você não o ouviu. Depois mandei uma lancha, e você não aceitou ajuda. Por fim mandei um helicóptero de resgate, mas você também recusou a ajuda”.

Quantos de nós estamos surdos e cegos para os sinais de Deus, e não somos capazes de reconhecer quando Deus age através de um irmão!

Fonte: PARÁBOLAS QUE TRANSFORMAM VIDAS (Pd. Marcelo Rossi)

Parábola do Grão de Mostarda

Texto extraído a partir de: Blog de Alex Santana

Adorei como Alex, através de seu próprio testemunho de conversão, explica-nos tão bem a Parábola que fala do Reino de Deus (S. Marcos 4,26-34). Segue abaixo:

A semente era um símbolo bastante usado por Jesus em suas parábolas, e ele usa novamente para explicar como o Reino de Deus cresce em nós. Como quando vamos a missa e não damos a mínima importância a mensagem do evangelho. Mas estamos ali, e o Espírito Santo está regando a semente da palavra em nós, e nós vamos mudando, sentindo a necessidade de Deus e por isso voltamos outras vezes e cada vez mais acontece a mudança em nós (na família, no trabalho, com os amigos) e isso é notado pelas pessoas. Simplificando, o Reino de Deus vai crescendo em nós, amadurece e começa a dar frutos.

Essa parábola me faz pensar na minha caminhada como Cristão: Meus pais eram católicos do tio IBGE, dizem que são quando perguntam, mas nunca participam de nada na Igreja. Graças a Deus fui batizado na Igreja Católica, mas meus “Padrinhos” que deviam zelar pela minha conversão e minha vida Cristã estavam alheios. E por causa da passividade deles juntamente com a dos meus pais, quando criança eu comecei a freqüentar uma congregação protestante e participava de tudo o que ofereciam. Eu adorava a Escola bíblica dominical, onde a gente estudava a bíblia e eu ouvia um monte de histórias legais sobre aquele Deus que está no céu e isso foi um lado bom, pois aprendi muito sobre bíblia nessa época. Mas percebia que as pessoas não se preocupavam muito em adorar a Deus, mas se preocupavam demais com as vestes, que tinham que ser impecáveis, entre muitas outras coisas. A partir daí fiquei vagando pelo mundo sem religião, sendo mais um católico de IBGE (o famoso católico não-praticante) até que conheci minha esposa, que era verdadeiramente uma católica. Ela me levava às missas todos os domingos e eu ficava lá sentado ouvindo a “ladainha” do padre, reclamando comigo mesmo que todo domingo era sempre igual. Aquele templo cheio de santos por toda a Igreja, e o pessoal abaixando a cabeça e orando para os santos me incomodava. Quando o padre falava sobre Maria então era uma guerra contra ele no meu íntimo: – Você fica com sua Maria eu fico com meu Jesus, pensava… Ou ainda, pra que venerar Maria, se nós temos o exemplo maior que é Jesus nosso único e eterno salvador… (reflexos de uma infância na Igreja protestante). Até que com o passar do tempo, passei a escutar o que o padre dizia e fui percebendo que a missa não era sempre igual, até poderiam ser parecidas, mas nunca era igual, mesmo quando era igualzinha todo ano, como Natal, Páscoa entra tantas outras festas e dias santos. De tanto dar ouvido as homilias do padre, acabei por entender algumas coisas sobre catolicismo, e com isso me apaixonei pela missa e senti a necessidade de comungar, pois parecia que faltava alguma coisa. Parti em busca de uma preparação para a primeira comunhão em minha então paróquia (São João Batista em Itaboraí – RJ), mas lá não havia como entrar, pois já havia começado faz tempo, e foi à mesma estória em todas as paróquias mais próximas da minha até que encontrei uma na qual ainda poderia entrar que era a de N. Sra. de Fátima que ficava em Manilha, bairro da minha cidade que fica um pouco distante, mas perfeitamente possível de chegar… (Aliás, esta caminhada não foi muito simples e a padroeira dessa paróquia tem uma importância extremamente grande em minha vida, mas essa história eu deixo para outro momento…) e graças a Deus recebi os sacramentos da 1ª eucaristia e Crisma e fui convidado para ajudar nas aulas das próximas turmas, tarefa que desempenho até hoje, com muito orgulho e dedicação. Pude perceber que o grão do reino de Deus cresceu, amadureceu e está dando frutos. (Bem verdade que poderia estar frutificando muito mais, mas um dia a gente chega lá!).

Na Parábola vemos também Jesus nos alertando que a hora da mudança é agora, pois a época da colheita poderá chegar a qualquer momento. A parábola, que embora pareça ser simples ou até mesmo insignificante, ela contém uma fonte de vida espiritual que determina uma mudança radical na vida de quem a acolhe.

A Parábola do grão de mostarda (Mt 13, 31s)

O grão de mostarda é um cisco enquanto semente, que quando germina se torna uma árvore que pode crescer até 5 metros de altura. Nesta metáfora usada por Jesus, podemos notar claramente hoje sua relação com o crescimento e sua Igreja. Pequenina no começo… (Quem imaginaria que 12 “promissores” discípulos de Jesus viraria o mundo de cabeça pra baixo, como é possível comprovar lendo os Atos dos Apóstolos.

Esse jovem homem, filho de carpinteiro, chamou 12 homens para fundar seu reino da terra e este mesmo grupo passou a se perguntar: Estamos no caminho certo? Então Jesus lhes apresenta esta parábola para mostra que seu Reino pode parecer pequeno e frágil no início, mas crescerá de modo que até as aves do céu farão seus ninhos nela. O Reino de Deus é sempre comparado às coisas pequenas, oposto da mentalidade humana que só pensa e quer ser grande.

Morte é vida no Reino de Deus, e quem quiser entrar lá terá que andar na contramão da vida, ou melhor, contrário a filosofia dos homens. Os homens para vencer matam, Cristo morre. Os homens pisam e humilham, já Cristo, renuncia a si mesmo.

De fato, para seguir a Cristo e estar no Reino de Deus é necessário estar disposto a ser enterrado como o grão de mostarda para renascer para uma nova vida. Você quer participar do Reino de Deus? Então não tenha medo de rirem de você, fizerem pouco caso ou te ridicularizarem; quando te humilharem, ou quando você até mesmo perder o emprego por causa de sua fé; Quando tiver de ser honesto em meio ao mundo corrupto à nossa volta. Lembre-se que o Reino de Deus anda na contramão da vida.

Outra coisa a aprender é a certeza do reino, pois quando o grão de mostarda é enterrado, passa-se 1 ou 2 dias e nada acontece. Se você abrir a terra verá a semente apodrecida parecendo que nada brotará dali. Mas é preciso que isso aconteça para que ela possa brotar. De onde parece que não há vida, brota uma nova planta para produzir muito fruto.

Quando Jesus foi crucificado, o demônio deve ter gargalhado achando que tinha vencido, mas passado 2 dias, no terceiro dia Ele ressuscitou para estabelecer o Reino de Deus. Tenha certeza que da mesma forma podem humilhá-lo na 6ª feira, no sábado, mas no domingo sua esperança ressuscitará. Quando pensar que a semente apodreceu, eis que surgirá uma vida nova.

Se você quer resgatar um irmão, não desista! Lembre-se dos solos na parábola do semeador. As palavras de Deus lançadas por você podem não produzir muito fruto no início, mas o Espírito Santo irá regar as sementes plantadas e algum dia sua conversão acontecerá, e quem sabe esse alguém não é você mesmo?

Finalizo com três perguntas para nossa reflexão:

* Estamos prontos para seguir Jesus?
* Estou deixando o Espírito Santo regar as sementes plantadas em mim?
* Como estou levando a minha cruz?

(Muito obrigada por esses maravilhosos testemunho e reflexão!!!)

ADORO TE DEVOTE

A belíssima oração “Adoro Te Devote” composta por Santo Tomás :

Adoro te devote, latens Deitas,
Eu vos adoro devotamente, ó Divindade escondida,
Quae sub his figúris vere látitas
Que verdadeiramente oculta-se sob estas aparências,
Tíbi se cor méum tótum súbjicit
A Vós, meu coração submete-se todo por inteiro,
Quia te contémplans tótum déficit.
Porque, vos contemplando, tudo desfalece.

Vísus, táctus, gústus in te fállitur,
A vista, o tato, o gosto falham com relação a Vós
Sed audítu sólo tuto creditur
Mas, somente em vos ouvir em tudo creio.
Credo quídquid díxit Dei Fílius
Creio em tudo aquilo que disse o Filho de Deus,
Nil hoc verbo veritátis vérius.
Nada mais verdadeiro que esta Palavra de Verdade.

In crúce latébat sola Deitas,
Na cruz, estava oculta somente a vossa Divindade,
At hic látet simul et humánitas
Mas aqui, oculta-se também a vossa Humanidade.
Ambo tamen crédens atque cónfitens,
Eu, contudo, crendo e professando ambas,
Péto quod petívit látro paénitens.
Peço aquilo que pediu o ladrão arrependido.

Plagas, sicut Thomas, non intúeor
Não vejo, como Tomé, as vossas chagas
Déus tamen méum te confíteor
Entretanto, vos confesso meu Senhor e meu Deus
Fac me tíbi semper magis crédere,
Faça que eu sempre creia mais em Vós,
In te spem habére, te dilígere.
Em vós esperar e vos amar.

O memoriále mórtis Dómini,
Ó memorial da morte do Senhor,
Pánis vívus vítam praéstans hómini,
Pão vivo que dá vida aos homens,
Praésta méae ménti de te vívere,
Faça que minha alma viva de Vós,
Et te ílli semper dulce sápere.
E que à ela seja sempre doce este saber.

Pie pellicáne Jésu Domine,
Senhor Jesus, bondoso pelicano,
Me immundum munda túo sánguine,
Lava-me, eu que sou imundo, em teu sangue
Cújus una stílla sálvum fácere
Pois que uma única gota faz salvar
Tótum múndum quit ab ómni scélere.
Todo o mundo e apagar todo pecado.

Jesu, quem velátum nunc aspício,
Ó Jesus, que velado agora vejo
Oro fiat illud quod tam sítio
Peço que se realize aquilo que tanto desejo
Ut te reveláta cérnens fácie,
Que eu veja claramente vossa face revelada
Vísu sim beátus túae glóriae.
Que eu seja feliz contemplando a vossa glória.

Amem.

Hoje é dia de Santo Tomás de Aquino!!!

Hoje celebramos um dos maiores santos da História:  São Tomás de Aquino. É o autor da Suma Teológica (completa) e a Suma contra os gentios (Parte 1, Parte2, Parte 3 e Parte 4). Pertenceu à Ordem dos padres dominicanos.
Costuma ser indicado como o maior teólogo da Idade Média, como também, mestre dos teólogos até aos dias de hoje. Declarado “Doutor da Igreja”, em 1567; e Padroeiro das Universidades, Academias e Colégios católicos, em 1880.
Foi de fato um gênio, que poderia ter-se perdido, não fora ter-se libertado das atrações mundanas de sua classe, pois era rico, nobre e cerceado em seu desenvolvimento pela própria família. Foi em Paris – o maior centro de estudos teológicos do seu tempo – que ele pôde compor a sua gigantesca obra a Suma Teológica, verdadeira síntese do passado e intuição do futuro. Até hoje, essa obra não encontrou similar, nem em matéria de Filosofia nem em matéria de Teologia.

Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir.
(Santo Tomás de Aquino)

Por vezes, esquecemos, atrás do sábio, a grandeza do santo. E São Tomás soube desapegar-se das grandezas do mundo, para revelar o amor mais profundo à oração e à contemplação. Tornou-se, assim, o modelo de todos os que buscam a Deus, vivendo segundo o plano divino.

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Conhece Nossa Senhora da China?

Nossa Senhora da China é o nome dado a uma aparição da  Virgem Maria em Donglu, China, com primeira aparição em 1900. A mãe de Cristo apareceu na China, mostrando-se protetora e defensora dos desamparados e dos justos. O significado desta aparição esta sendo somente reconhecido agora, quando a China começa a tomar o centro do palco no mundo global e na economia. Maria espera uma China que possa tornar-se um farol de luz brilhante, uma nação onde a família seja valorizada, onde toda vida é protegida, onde o povo chinês tem o direito à liberdade de adorar o grande Deus Todo-Poderoso.
Uma imagem oficialmente sancionada de Nossa Senhora da China foi abençoa- da, concedida e promulgada pelo Papa Pio XI, em 1928, em resposta às solici-tações feitas em 1924 por Shanghai Sínodo dos Bispos na China, na primeira conferência nacional dos bispos do país. Após o evento, Dom Celso Costantini, Delegado Apostólico na China, juntamente com todos os bispos da China, decla- rou a imagem oficial de Nossa Senhora da China. Em 1941, o Papa Pio XII de- signou o dia da festa da Virgem como uma festa oficial do calendário litúrgico católico. Em 1973, após o Concílio Vaticano II, na Conferência de Bispos chi- neses, após a aprovação da Santa Sé, colocou a festa na vigília (dia anterior) do Dia das Mães (segundo domingo de maio).
A devoção cristã a Nossa Senhora da China tem sido popular em Donglu.
Várias igrejas, capelas e centros pastorais em todo o mundo, principalmente aqueles focados no ministério para os católicos de língua chinesa, adotaram o nome, incluindo uma missão em Washington, DC. Há uma capela de Nossa Senhora da China no Santuário Nacional dos Estados Unidos, em Washington, DC, criado em 2002. Tem havido alguma controvérsia, porque a imagem uti- lizada na Capela não é a imagem aprovada oficialmente de Nossa Senhora da China, mas sim uma imagem chinesa diferente da Virgem Maria.

História:  Nossa Senhora da China apareceu perto de Pequim. Em uma vila chamada Tong Lu. A pobre missão foi iniciada lá pelos Padres Vicentinos. Era um lugar pobre, talvez o mais pobre de toda a região, anteriormente chamado de “o lugar de mendigos.” Em 1900, havia cerca de sete centenas de cristãos reuni- dos em torno do pequeno lugarejo. De repente, a famosa Rebelião Pugilista de 1900 varreu a China, e cresceu em proporções tais que, mesmo pequenos luga- res como Tong Lu não escaparam de sua fúria.

Em abril de 1900, uma força de dez mil homens atacaram Tong Lu. Os soldados, com raiva e sem sentido, começaram a atirar para o céu. De repente, eles fugi- ram assustados, e não mais voltaram. Segundo a lenda, uma mulher de branco tinha aparecido acima do assentamento, e aquelas balas tinham sido destinadas a ela.  Logo depois que eles tinham desaparecido além do horizonte, Pai Wu, um sacerdote chinês, confessou ao seu rebanho que ele tinha invocado a ajuda de Maria.

Uma nova igreja foi construída no local e Pai Wu colocou uma imagem de Nossa Senhora no altar principal. Ele pediu ao pintor que vestisse Nossa Senhora do manto real da imperatriz viúva Tzi-Hsi. A imagem da Virgem no manto real da pagã Imperatriz, com o Menino Jesus em seus joelhos, é expressão viva da tradi- ção chinesa. É um santuário da Mãe e do Filho. Como já foi dito e prometido no Antigo Testamento: “Eu sou a mãe do formoso amor, do medo, do conhecimen- to e da santa esperança“.

O Tong Lu Igreja foi completamente destruída recentemente pelos comunistas chineses, mas a imagem de Nossa Senhora da China permanece intacta, porque apenas uma cópia da imagem foi usada na igreja. O original estava escondida na parede atrás da cópia, e essa foi encontrada intacta. Ela agora está em posse de sacerdotes chineses que exercem as suas atividades no disfarce.

Oração a Nossa Senhora da China

Salve, Santa Maria, Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo,
Mãe de todas as nações e povos.
Você é a Mãe celestial especial do povo chinês.
Ensina-nos o caminho da obediência total à vontade de Deus.
Ajude-nos a viver a nossa vida verdadeira para nossa fé.
Encha nossos corações com amor ardente a Deus e uns aos outros.
Toque nossa juventude para que se doem incondicional ao serviço de Deus.
Pedimos a vossa poderosa intercessão pela paz,
reconciliação e unidade entre os crentes
e a conversão dos infiéis na China e em todo o mundo,
pela misericórdia de Deus é nossa única esperança.
Nossa Senhora da China, Mãe de Jesus,
ouvi os nossos pedidos e rogai por nós.
Amém!

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