Parábola do Grão de Mostarda

Texto extraído a partir de: Blog de Alex Santana

Adorei como Alex, através de seu próprio testemunho de conversão, explica-nos tão bem a Parábola que fala do Reino de Deus (S. Marcos 4,26-34). Segue abaixo:

A semente era um símbolo bastante usado por Jesus em suas parábolas, e ele usa novamente para explicar como o Reino de Deus cresce em nós. Como quando vamos a missa e não damos a mínima importância a mensagem do evangelho. Mas estamos ali, e o Espírito Santo está regando a semente da palavra em nós, e nós vamos mudando, sentindo a necessidade de Deus e por isso voltamos outras vezes e cada vez mais acontece a mudança em nós (na família, no trabalho, com os amigos) e isso é notado pelas pessoas. Simplificando, o Reino de Deus vai crescendo em nós, amadurece e começa a dar frutos.

Essa parábola me faz pensar na minha caminhada como Cristão: Meus pais eram católicos do tio IBGE, dizem que são quando perguntam, mas nunca participam de nada na Igreja. Graças a Deus fui batizado na Igreja Católica, mas meus “Padrinhos” que deviam zelar pela minha conversão e minha vida Cristã estavam alheios. E por causa da passividade deles juntamente com a dos meus pais, quando criança eu comecei a freqüentar uma congregação protestante e participava de tudo o que ofereciam. Eu adorava a Escola bíblica dominical, onde a gente estudava a bíblia e eu ouvia um monte de histórias legais sobre aquele Deus que está no céu e isso foi um lado bom, pois aprendi muito sobre bíblia nessa época. Mas percebia que as pessoas não se preocupavam muito em adorar a Deus, mas se preocupavam demais com as vestes, que tinham que ser impecáveis, entre muitas outras coisas. A partir daí fiquei vagando pelo mundo sem religião, sendo mais um católico de IBGE (o famoso católico não-praticante) até que conheci minha esposa, que era verdadeiramente uma católica. Ela me levava às missas todos os domingos e eu ficava lá sentado ouvindo a “ladainha” do padre, reclamando comigo mesmo que todo domingo era sempre igual. Aquele templo cheio de santos por toda a Igreja, e o pessoal abaixando a cabeça e orando para os santos me incomodava. Quando o padre falava sobre Maria então era uma guerra contra ele no meu íntimo: – Você fica com sua Maria eu fico com meu Jesus, pensava… Ou ainda, pra que venerar Maria, se nós temos o exemplo maior que é Jesus nosso único e eterno salvador… (reflexos de uma infância na Igreja protestante). Até que com o passar do tempo, passei a escutar o que o padre dizia e fui percebendo que a missa não era sempre igual, até poderiam ser parecidas, mas nunca era igual, mesmo quando era igualzinha todo ano, como Natal, Páscoa entra tantas outras festas e dias santos. De tanto dar ouvido as homilias do padre, acabei por entender algumas coisas sobre catolicismo, e com isso me apaixonei pela missa e senti a necessidade de comungar, pois parecia que faltava alguma coisa. Parti em busca de uma preparação para a primeira comunhão em minha então paróquia (São João Batista em Itaboraí – RJ), mas lá não havia como entrar, pois já havia começado faz tempo, e foi à mesma estória em todas as paróquias mais próximas da minha até que encontrei uma na qual ainda poderia entrar que era a de N. Sra. de Fátima que ficava em Manilha, bairro da minha cidade que fica um pouco distante, mas perfeitamente possível de chegar… (Aliás, esta caminhada não foi muito simples e a padroeira dessa paróquia tem uma importância extremamente grande em minha vida, mas essa história eu deixo para outro momento…) e graças a Deus recebi os sacramentos da 1ª eucaristia e Crisma e fui convidado para ajudar nas aulas das próximas turmas, tarefa que desempenho até hoje, com muito orgulho e dedicação. Pude perceber que o grão do reino de Deus cresceu, amadureceu e está dando frutos. (Bem verdade que poderia estar frutificando muito mais, mas um dia a gente chega lá!).

Na Parábola vemos também Jesus nos alertando que a hora da mudança é agora, pois a época da colheita poderá chegar a qualquer momento. A parábola, que embora pareça ser simples ou até mesmo insignificante, ela contém uma fonte de vida espiritual que determina uma mudança radical na vida de quem a acolhe.

A Parábola do grão de mostarda (Mt 13, 31s)

O grão de mostarda é um cisco enquanto semente, que quando germina se torna uma árvore que pode crescer até 5 metros de altura. Nesta metáfora usada por Jesus, podemos notar claramente hoje sua relação com o crescimento e sua Igreja. Pequenina no começo… (Quem imaginaria que 12 “promissores” discípulos de Jesus viraria o mundo de cabeça pra baixo, como é possível comprovar lendo os Atos dos Apóstolos.

Esse jovem homem, filho de carpinteiro, chamou 12 homens para fundar seu reino da terra e este mesmo grupo passou a se perguntar: Estamos no caminho certo? Então Jesus lhes apresenta esta parábola para mostra que seu Reino pode parecer pequeno e frágil no início, mas crescerá de modo que até as aves do céu farão seus ninhos nela. O Reino de Deus é sempre comparado às coisas pequenas, oposto da mentalidade humana que só pensa e quer ser grande.

Morte é vida no Reino de Deus, e quem quiser entrar lá terá que andar na contramão da vida, ou melhor, contrário a filosofia dos homens. Os homens para vencer matam, Cristo morre. Os homens pisam e humilham, já Cristo, renuncia a si mesmo.

De fato, para seguir a Cristo e estar no Reino de Deus é necessário estar disposto a ser enterrado como o grão de mostarda para renascer para uma nova vida. Você quer participar do Reino de Deus? Então não tenha medo de rirem de você, fizerem pouco caso ou te ridicularizarem; quando te humilharem, ou quando você até mesmo perder o emprego por causa de sua fé; Quando tiver de ser honesto em meio ao mundo corrupto à nossa volta. Lembre-se que o Reino de Deus anda na contramão da vida.

Outra coisa a aprender é a certeza do reino, pois quando o grão de mostarda é enterrado, passa-se 1 ou 2 dias e nada acontece. Se você abrir a terra verá a semente apodrecida parecendo que nada brotará dali. Mas é preciso que isso aconteça para que ela possa brotar. De onde parece que não há vida, brota uma nova planta para produzir muito fruto.

Quando Jesus foi crucificado, o demônio deve ter gargalhado achando que tinha vencido, mas passado 2 dias, no terceiro dia Ele ressuscitou para estabelecer o Reino de Deus. Tenha certeza que da mesma forma podem humilhá-lo na 6ª feira, no sábado, mas no domingo sua esperança ressuscitará. Quando pensar que a semente apodreceu, eis que surgirá uma vida nova.

Se você quer resgatar um irmão, não desista! Lembre-se dos solos na parábola do semeador. As palavras de Deus lançadas por você podem não produzir muito fruto no início, mas o Espírito Santo irá regar as sementes plantadas e algum dia sua conversão acontecerá, e quem sabe esse alguém não é você mesmo?

Finalizo com três perguntas para nossa reflexão:

* Estamos prontos para seguir Jesus?
* Estou deixando o Espírito Santo regar as sementes plantadas em mim?
* Como estou levando a minha cruz?

(Muito obrigada por esses maravilhosos testemunho e reflexão!!!)

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Uma resposta para “Parábola do Grão de Mostarda

  1. Que Deus continue te iluminando e sendo uma gota nesse oceano.

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