Arquivo do mês: fevereiro 2011

Curso de Bíblia – PARTE I

No geral, as pessoas quando estão começando uma aproximação com Deus, e querem saber mais sobre a Palavra, sentem-se confusas, e tem dificuldades em compreender como ler a Bíblia, em que ordem, qual escolher, como ela esta es- truturada, como foi escrita, como foram feitas suas traduções para o português, entre outras coisas.
Para poder ajudar meus irmãos, começo aqui uma série de posts, que de maneira simples, apresentarão as informações fundamentais a saber sobre a Bíblia. Uso como fonte um Curso de Bíblia da Diocese de Itabira, o Portal dos Capuchinhos e diversas versões da Bíblia (descreverei cada uma no último post).

As Sagradas Escrituras (Bíblia) podem dar-lhe a verdadeira sabedoria que conduz à salvação pela fé em Jesus Cristo (2 Tm 3:15).

  • Introdução

Hoje qualquer pessoa tem acesso ao Livro mais famoso do mundo: a Bíblia Sa- grada. Ela já foi traduzida para todas as línguas (aproximadamente em 1685 idi- omas). A Bíblia foi escrita por partes e em diversas etapas. Começou a ser escri- ta, mais ou menos, pelo ano 1250 antes de Cristo (no tempo de Moisés) quando o faraó Ramsés II governava o Egito. A última parte da Bíblia foi escrita no final da vida do evangelista e apóstolo São João, por volta do ano 100 d.C. . Portanto, foram necessários 1350 anos para a Bíblia ser escrita. O Museu Britânico e a Bi- blioteca do Vaticano guardam as cópias mais antigas da Bíblia.

  • Bíblia, o Livro inspirado por Deus

A Sagrada Escritura é o conjunto dos livros escritos por inspiração divina, nos quais Deus se revela a si mesmo e nos dá a conhecer o mistério da sua vontade. Divide-se em duas grandes seções: Antigo Testamento, que contém a revelação feita por Deus antes da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo ao mundo;  Novo Testamento, que contém a revelação feita diretamente por Jesus Cristo e trans-mitida pelos Apóstolos e outros autores sagrados.

O principal Autor da Bíblia é DEUS. Os escritores sagrados (homens) registra- ram suas experiências de fé e de vida, inspirados por Deus. Antes desses Livros serem registrados – TRADIÇÃO ESCRITA – tais experiências eram passadas oralmente de geração em geração – TRADIÇÃO ORAL.

Toda a Escritura é inspirada por Deus
e útil para ensinar e para convencer, para corrigir
e para educar na justiça, a fim de que o homem
de Deus seja perfeito e preparado para as boas obras.”
(2 Tm 3, 16-17)

HAGIÓGRAFO: é aquele que Continuar lendo

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Temperança: uma arma contra nossos impulsos

Ter domínio sobre os impulsos não é nada fácil. Inúmeras vezes fazemos afir- mações que nem sempre somos capazes de cumprir. É um doce que comemos quando estamos fazendo dieta, é um palavrão que falamos, é um julgamento errado que fazemos, enfim, são inúmeros os desvios de conduta que, infeliz- mente, todos os dias cometemos. Quando menos esperamos estamos desacre-ditados de nós mesmos, de nossos bons propósitos.

Como é decepcionante cair nos mesmos erros, confessar quase sempre os mesmos pecados, viver como se estivéssemos em uma montanha-russa, ora em cima na busca pela santidade, ora embaixo, humilhados pelos pecados!

Porém, para vencer estes maus há- bitos, é necessário uma virtude chamada “temperança“, em outras palavras também conhecida como “sobriedade” ou “austeridade“, que é a virtude mo- ral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Ela assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os de- sejos dentro dos limites da honestidade, ou seja, é o controle sobre nossos im- pulsos, apetites e desejos, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, número 1809.

Para se ter uma idéia da importância da temperança no caminho de santidade, Continuar lendo

Ame e respeite sua esposa, como Cristo ama a sua Igreja!

O que deves dizer a tua mulher?
Diz-lhe com muita ternura: «Escolhi-te, amo-te e prefiro-te à minha própria vi- da. A existência presente nada é; por essa razão, as minhas orações, as minhas recomendações e todas as minhas ações destinam-se a fazer que nos seja dado passar esta vida de tal maneira, que voltemos a reunir-nos na vida futura sem qualquer receio de separação. O tempo que vivemos é breve e frágil. Se nos for dado agradar a Deus durante esta vida, estaremos para sempre com Cristo e um com o outro, numa felicidade sem limites. O teu amor arrebata-me mais que tudo, e não conhecerei infelicidade tão insuportável como a de estar separado de ti. Mesmo que tivesse de perder tudo, de ser pobre que nem um mendigo, de passar pelos maiores perigos e de sofrer fosse o que fosse, tudo isso me seria su- portável desde que o teu afeto por mim não diminuísse. Só com base neste amor desejo ter filhos

E convém que adeques o teu comportamento às palavras. […] Mostra à tua mu- lher que aprecias viver com ela e que, por causa dela, preferes estar em casa que na rua. Prefere-a a todos os teus amigos, e mesmo aos filhos que ela te deu; e que estes sejam amados por ti por causa dela. […]

Fazei as vossas orações em comum. Ide à igreja e, ao regressar a casa, contai um ao outro o que foi dito e o que foi lido. […] Aprendei a temer a Deus, e tudo o res- to decorrerá daqui, e a vossa casa encher-se-á de inúmeros bens. Aspiremos aos bens incorruptíveis, que os outros não nos faltarão. Procurai primeiro o Reino de Deus, e o resto ser-vos-á dado por acréscimo, diz-nos o evangelho (Mt 6, 33).

Homilia de São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia,
depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja.

A importância de dizer: Eu te Amo

Fonte: Diocese de Itabira.

Depois de 21 anos de casado, descobri uma nova maneira de manter viva a cha- ma do amor. Há pouco tempo decidi sair com outra mulher. Na realidade, foi idéia da minha esposa.
Você sabe que a ama – disse-me minha esposa um dia, pegando-me de surpre- sa. A vida é muito curta, você deve dedicar especial tempo a essa mulher.
Mas, eu te amo – protestei a minha mulher.
Eu sei. Mas, você também a ama. Tenho certeza disto.
A outra mulher, a quem minha esposa queria que eu visitasse, era minha mãe, que já era viúva há 19 anos, mas as exigências do meu trabalho e de meus 3 fi- lhos, faziam com que eu a visitasse ocasionalmente. Essa noite a convidei para jantar e ir ao cinema.
O que é que você tem? Você está bem? – perguntou-me ela, após o convite. (Minha mãe é o tipo de mulher que acredita que uma chamada tarde da noite, ou um convite surpresa é indício de más notícias.)
Pensei que seria agradável passar algum tempo contigo! – Respondi lhe.
Só nós dois. O que acha?
Ela refletiu por um momento.
Me agradaria muitíssimo – disse ela sorrindo.
Depois de alguns dias, estava dirigindo para pegá-la depois Continuar lendo

Testemunho de Crystalina Evert – castidade e amor

Amai os vossos inimigos

Comentário ao Evangelho feito por Santo Aelredo de Rievaulx (1110-1167), monge cisterciense.

«Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, digo-vos: Não o ponhais resistência ao mau. Mas, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém quiser litigar contigo para te tirar a túnica, dá-lhe também a capa. E se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, caminha com ele duas. Dá-a quem te pede e não voltes as costas a quem te pedir emprestado.» «Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste
(Mateus 5,38-48)

Não há nada que nos encoraje mais a amar os nossos inimigos, naquilo que con- siste a perfeição do amor fraterno, do que a consideração e a gratidão pela admi- rável paciência do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45 (44), 3): Ele ofere- ceu a Sua bela face aos ímpios para que a cobrissem de escarros; permitiu-lhes vendarem-Lhe aqueles olhos que, de um só relance, governam o Universo; ex- pôs as Suas costas ao chicote, submeteu aos picos dos espinhos a Sua fronte, diante da qual deviam tremer príncipes e poderosos; entregou-Se às afrontas e às injúrias e, por fim, suportou com mansidão a cruz, os cravos, a lança, o fel, o vinagre, mantendo, no meio disso tudo, toda a doçura e serenidade: «Como um cordeiro levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador, não abriu a boca» (Is 53,7).

Ao ouvir as admiráveis palavras «Pai, perdoa-lhes» (Lc 23, 34), cheias de doçu- ra, de amor e de imperturbável serenidade, o que poderíamos nós acrescentar à bondade e à caridade dessa oração?

E, no entanto, o Senhor acrescentou algo. Não Se contentou em rezar; quis des- culpar: «Pai ─ diz Ele ─ perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem»; são, sem dúvida, grandes pecadores, mas não têm disso consciência; por isso, Pai, per- doa-lhes; crucificam, mas não sabem a Quem crucificam. […] Pensam tratar-se dum transgressor da Lei, dum usurpador da Divindade, dum sedutor do Povo; escondi-lhes o Meu rosto; não reconheceram a Minha majestade; por isso, «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».

Se quiser aprender a amar, que o homem não se deixe arrastar pelos impulsos da sua carne, mas dirija todo o seu afecto para a dulcíssima paciência da carne do Senhor; se quiser encontrar descanso mais perfeito e mais feliz nas delícias da caridade fraterna, que aperte também os inimigos nos braços do verdadeiro amor; e, para que este fogo divino não diminua por causa das injúrias, que tenha sempre os olhos do espírito na serena paciência do seu Senhor e bem-amado Salvador.

O dia em que a cadeirinha quebrou

Escrito por Bonitata Hele,  membro da Família Internacional na Índia.

Eu estava muito feliz por ter tido mais um filho. Allen era um desses carinhas felizes e simpáticos. Eu o colocava na cadeirinha e ele ficava bem, sentado ali, acordado ou dormindo, enquanto, da minha cadeira, eu conseguia balançar a cadeirinha com o pé e fazer o meu trabalho.
Eu tinha um trabalho administrativo, o qual podia dedicar meio-expediente, tra- balhando em casa. Era muito bom ter a oportunidade de continuar minhas ativi- dades profissionais, mesmo com um bebê a tiracolo. Eu também tinha orgulho de ser “multitarefa” e os outros me elogiavam por isso. Mesmo depois que Allen cresceu, ficou mais pesado e passou a ficar acordado por mais tempo, ele ainda adorava ficar balançando na cadeirinha.

Um dia, notei que o assento estava mais pró- ximo do chão. Pensei que minha filha, Jessi- ca, à época com dois para três anos, teria sentado na cadeirinha e a entortado. Tentei, em vão, devolver à estrutura metálica sua forma original. O coitado do Allen bateria com o bumbum no chão se tentasse pular como de costume. A meu pedido, meu marido avaliou a situação e concluiu que precisava de um serviço de soldagem. “Não vale a pena”, respondi. “É mais fácil comprar uma nova.” Depois do almoço, era hora de Allen dormir. Eu costumava embalá-lo ali mesmo, na cadeirinha, enquanto fazia meu trabalho, mas dessa vez tive que car- regá-lo nos braços até ele pegar no sono. Primeiro eu o sacudi, enquanto anda- va com ele de um lado para o outro. Depois me sentei em uma cadeira de balan- ço. Quando por fim adormeceu, não quis colocá-lo no berço, achando que talvez o acordasse. Então fiquei ali sentada, sentindo-me inútil. Pensei em tudo o que precisava ser feito e isso me deixou ainda mais ansiosa.
Foi quando ocorreu-me um pensamento diferente: Ore. Lembrei-me de um livro que havia lido, Não Fique Aí Parado, Ore. E foi o que fiz. Orei pelo meu bebê, pelo meu marido, pelo meu trabalho, pela milha filha, por minhas várias respon- sabilidades, pelos meus amigos e pela minha família. Quando meu filho acordou, sentia-me surpreendentemente renovada e feliz. Parecia que eu havia realizado mais do que se tivesse ficado na frente do computador trabalhando.
E provavelmente foi o que aconteceu.
Jesus disse que devemos “orar sempre.” Admito que não estou nem perto desse nível de devoção, mas, talvez, se enquanto meu filho dorme à tarde eu orar pelos outros, posso avançar na direção desse ideal. E foi assim que redescobri que “Todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.” Deus usou essa interrupção em minha rotina orientada por realizações, para me ensinar algo de um valor muito mais duradouro: o poder da oração.

Fonte: Revista Contato.