Os Mistérios de Deus

Santo Agostinho é o pensador que, através da sua vasta produção literária, mar- cou mais profundamente a especulação cristã. Sua profunda cultura humanista tornou-se sensível aos grandes temas que preocupavam e preocupam o ser hu- mano: o bem e o mal, a liberdade, o destino humano, a história e sobretudo o di- lema entre fé e razão. Estudava desesperadamente matemática, filosofia, mecâ- nica (a física na época era rudimentar), teologia, com o propósito de explicar a existência de Deus através da razão humana. Observava a natureza e acreditava que o homem através de sua inteligência iria finalmente explicar o porquê de Deus e colocar os parâmetros da fé em bases científicas. Santo Agostinho não descansava, passava horas a estudar e a meditar, tentando entender o que sig- nificava onipresença, onisciência, infinito, Santíssima Trindade, consubstancia- ção, espírito e corpo, diversidade espiritual, atemporalidade…os Mistérios de Deus. Várias vezes foi visto vagando sozinho na noite, angustiado, tentando des- cobrir a resposta científica para a fé. Foi quando…

Certo dia, Santo Agostinho, após longo período de trabalho e muito compene- trado na sua angústia, adormeceu no claustro. Teve um sonho revelador: caminhava sobre uma praia deserta, a contemplar o mar e o céu. De repente, avistou um menino que com um balde de madeira ia até a água do mar, enchia o balde e voltava, onde despejava a água num pequenino buraco na areia. Santo Agostinho, perplexo e curioso perguntou ao menino: – O que você está fazendo? O menino calma- mente olhou para Santo Agostinho e respondeu: -Vou colocar toda água do mar nesse buraco! Santo Agostinho sorriu e retrucou: – Isso é impossível garoto. Observe quanta água existe no oceano e você quer colocá-la toda nesse diminuto buraco! Mais uma vez o menino olhou para Santo Agostinho e de forma ríspida e corajosa disse: – Em verdade vos digo. É mais fácil colocar toda água do oceano nesse pequeno buraco do que a inteligência humana compreender os mistérios de Deus!! E num átimo Santo Agostinho acordou assustado e desorienta- do. Tivera uma mensagem divina que acalmaria sua alma conturbada.

Que essa história sirva também aos nossos dias. O homem precisa rever posi- ções, precisa abandonar seu humanismo cético em favor do dogma teológico. Não pode haver ciência sem base teológica. Aqueles que duvidam disso, lembrem-se do menino.

Fonte: http://www.doutrina.linear.nom.br

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