Arquivo do mês: outubro 2011

Consagra-te a Virgem Maria !

Apareceu no céu um Grande Sinal: uma Mulher Vestida de Sol,
a lua debaixo dos Seus Pés, e na Cabeça, uma coroa de Doze Estrelas. (…)
Foi então precipitado o grande Dragão, a Primitiva Serpente,
chamado Demônio ou Satanás, o sedutor do mundo inteiro
.”
(Ap 12, 1; 9)

Quem é Essa que surge como a aurora, Bela como a lua, Brilhante como sol, Temível como um exército em ordem de batalha?
(Ct 6, 10)

Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Coração Imaculado. Se fizerdes o que vos digo, muitos almas se salvarão e terão paz. (…)
Por fim, o Meu Imaculado Coração Triunfará
.”
(Nossa Mãe Santíssima em Fátima, 1917)

Por Maria Jesus Cristo vem a nós, e por Ela devemos ir a Ele.”
(São Luís Maria Montfort)

Neste mês de novembro começará a II Campa- nha Nacional de Consagrações à Nossa Mãe Santíssima onde cada um de nós poderá fazer sua Consagração Total à Virgem Maria, pelo método que São Luís Maria Montfort nos ensinou pelo seu maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”.

Este foi o livro de cabeceira de nosso querido Bem-Aventurado João Paulo II, que sob o lema “Totus Tuus” (“Todo Teu”, Todo de Maria…), tão bem viveu e testemunhou esta Consagração!

A abertura da II Campanha Nacional de Consagrações se deu no dia 26 de Junho, no encontro “Consagra-te” em Várzea Grande-MT (ao lado de Cuiabá). Havia mais de 1000 pessoas presentes, e o evento contou com a pregação do Pe. Paulo Ricardo.

Para os que ainda não tiveram a graça de assistir, as 3 palestras do evento e a ultima aula (de quatro delas) dada pelo Padre Paulo Ricardo nesta semana sobre o assunto, estão disponíveis abaixo:

Convidamos, então, todos os católicos a se unirem conosco nesta Campanha, fazendo também a sua Consagração Total pelo método de São Luís Montfort, ou renovando a Sua Consagração, no dia 08 de Dezembro de 2011 (Solenidade da Imaculada Conceição).

A preparação e a Consagração poderão ser feitas em qualquer lugar, já que é um ato interior e espiritual.

São Luís Montfort recomenda que se faça 30 dias de preparação, com algumas orações simples, que poderão ser feitas individualmente ou em grupo, a começar então no dia 08 de Novembro de 2011 (elas são indicadas no próprio “Tratado” (n. 227, 233), e estaremos indicando via internet também (são 30 dias, se contarmos as 3 semanas de São Luís Montfort como “6 dias”, mas 33 dias se contarmos como “7 dias”; aqui seguiremos o planejamento dos 30 dias, pois muitos estarão se preparando conforme o livro de preparação editado pela Arca de Maria que segue o método dos 30 dias).

Duas recomendações importantes

Primeira Recomendação

De forma geral, recomenda-se que NÃO se Consagre, e NEM MESMO que se inicie os 30 dias de preparação sem a leitura completa do “Tratado”, pois como poderá preparar-se bem para a Consagração, sem a conhecê-la bem? Além do mais, a Consagração é feita uma vez na vida, e portanto, é importante que se faça com esta preparação.

Até porque a Consagração poderá ser feita em outro momento mais adiante, após a leitura do livro. Provavelmente serão organizadas outras Campanhas para a Consagração em grupos em outras datas; e a Consagração também pode ser feita de forma individual, em uma data a livre escolha da pessoa.

Para quem ainda não tem o “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, ele poderá ser adquirido através dos links abaixo em versão PDF ou em versão impressa; os que desejarem, poderão também baixar as orações para os 30 dias de preparação (08 de Novembro a 08 de Dezembro).

Segunda Recomendação

Recomenda-se que aqueles que puderem, participem de um grupo de preparação para a Consagração, que se reúna para estudar o “Tratado” e rezar juntos.

Este grupo poderá ser formado espontaneamente, por iniciativa de pessoas que desejam se consagrar, ou pessoas que já se consagraram e desejam ajudar a preparar outras para se consagrar (é importante a participação dos que já se consagraram no grupo, pelo seu testemunho a ser partilhado).

Também no mês de Outubro de 2011 o Pe. Paulo Ricardo esteve, em seu programa semanal ao vivo no site padrepauloricardo.org, todas as terças-feiras, explicando o Tratado parte por parte.

Para mais informações entre no site Consagra-te .

Anúncios

«Lançar fogo sobre a terra»: o dom do Espírito Santo (Act 2,3)

Ó Espírito de Deus, espírito de verdade e de luz,
Permanece constantemente na minha alma pela Tua graça divina.
Que o Teu sopro dissipe as trevas
E que na Tua luz as boas ações se multipliquem.

Ó Espírito de Deus, Espírito de amor e de misericórdia,
Que derramas no meu coração o bálsamo da confiança,
A Tua graça confirme a minha alma no bem,
Dando-lhe uma força invencível: a constância!

Ó Espírito de Deus, Espírito de paz e de alegria,
Que reconfortas o meu coração sedento,
Que derramas nele a fonte viva do amor divino,
E o tornas intrépido na luta.

Ó Espírito de Deus, ó mais amoroso hóspede da minha alma,
Eu desejo, por meu lado, ser-Te fiel,
Tanto nos dias de felicidade como nas horas de sofrimento;
Desejo, Espírito de Deus, viver sempre na tua presença.

Ó Espírito de Deus, que impregnas o meu ser
E me fazes conhecer a Tua vida divina e trinitária,
Tu me inicias no Teu Ser divino;
Unida assim a Ti, tenho a vida eterna.

Escrito por: Santa Faustina Kowalska (1905-1938); Pequeno diário, 1411

Imitação de Cristo

Imitação de Cristo é um livro cristão escrito por volta de 1390, universal- mente acolhido antes da Reforma e ainda muito usado por católicos e protes- tantes. Não se conhece o autor da Imitação: uns atribuem a Tomás de Kempis, outros ao abade Gerson; e esta divergência de opinião tem sido fonte de longas controvérsias, a nosso ver, inúteis. Mas não existe nada fútil para a curiosidade humana. Imensas pesquisas se fizeram para descobrir o nome de um pobre soli- tário do século XVIII. Que resultou de tanto esforço? O solitário continua des- conhecido, e a feliz obscuridade onde transcorreu sua vida protegeu-lhe a humil- dade contra nossa vã ciência. Mas, se há desacordo sobre o autor, todos concor- dam a respeito da obra: “a mais bela que saiu de mãos humanas, depois dos Evangelhos”. Em nenhum outro lugar se encontrará conhecimento mais profun- do do ser humano, de suas contradições, de suas fraquezas, dos movimentos mais secretos do seu coração. Não se limita, porém, o autor a nos mostrar nossas misérias: indica-nos e nos faz saborear os remédios. Esta é uma das característi- cas que distinguem os escritores ascéticos dos moralistas: estes só sabem sondar as feridas de nossa natureza, fazem-nos ter medo de nós próprios e debilitam a esperança, atribuindo tudo ao orgulho. Os primeiro, ao contrário, rebaixam-nos somente para nos reerguerem e, pondo no céu nosso ponto de apoio, ensinam- nos a contemplar, no seio mesmo de nossa impotência, a perfeição infinita para a qual os cristão somos chamados. A Imitação não contém somente reflexões pró- prias para tocar a alma: está também repleta de conselhos admiráveis para todas as circunstâncias; seja qual for o estado em que nos encontremos, jamais a lere- mos sem proveito.

Para baixar esse livro clique aqui!

Ódio ao pecado e não ao pecador

Não alimentes o ódio contra o pecador, porque todos somos culpados. Se, por amor a Deus, tiveres contra ele motivo de censura, lamenta-o. Porque lhe terias tu ódio? É o seu pecado que devemos odiar, e rezar por ele, se quiseres ser como Cristo, que, longe de Se indignar contra os pecadores, rezava por eles: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34). […] Qual seria então a razão para odiares o pecador, tu que não passas de um homem? Seria por ele não estar à altura da tua virtude? Mas onde está a tua virtude se te falta a caridade?

Escrito por: Isaac, o Sírio (séc. VII), monge dos arredores de Mossul, santo das Igrejas Ortodoxas,  Sentenças 117, 118

O banquete do Senhor

Isaías nos convida à alegria de uma festa que reduz os encontros humanos a algo de pouca monta (Isaías 25:6-10). A imagem que fazemos do céu está muito aquém do que o profeta nos mostra: um banquete inigualável. Também Jesus alude à mesma imagem com a parábola da festa nupcial, símbolo da alegria por excelência e do encontro de amigos para celebrar a vida. Um problema, todavia, se apresenta na possibilidade da recusa do convite.

Em nosso mundo, marcado pela pressa e pelo estresse de tantos afazeres, corremos o grande perigo de trocarmos o essencial pelo urgente, o absoluto pelo relativo e isso em todos os níveis. Muitos há que, em detrimento do tempo devido à família, aos filhos, ao diálogo necessário entre pais e filhos, fazem do trabalho, tão importante e urgente, e cada vez mais exigente, algo essencial e único em suas vidas. Daí resultam filhos sem diálogo com os pais; idosos que nunca são procurados pelos filhos nem mesmo por um telefonema ou que só são lembrados no dia dos pais, ou das mães; isso sem falar nos amigos.

O mesmo pode acontecer com a própria saúde. O médico e o próprio corpo dão sinais: é preciso cuidar da saúde, abandonar um vício prejudicial, reordenar atividades, mas vai-se deixando para depois, sob o risco de consequências imprevisíveis. Na vida espiritual ocorre o mesmo: precisamos de tempo para a oração, crescer na fé através de boas leituras, mas a TV, as conversas fúteis acerca da vida alheia, ou mesmo certas leituras que contradizem nossa fé, mas que estão na crista da onda, não deixam espaço livre na nossa agenda…em relação à missa dominical se dá o mesmo. Somos todos convidados para o Banquete da Eucaristia, no entanto, quantas desculpas: aquela visita, o sol que convida à praia, a chuva que desanima, o jogo de futebol, a partida com os amigos, tudo serve de motivo para renunciar ao essencial: o encontro com Deus a cada domingo.

Guardar o domingo que é dia do convívio, do lazer, da família, e, sobretudo, de Deus, é fazer da Eucaristia o alimento que nos fortalece para viver dignamente neste mundo em nosso caminho rumo ao céu.

Doutores da Igreja – PARTE 1

Doctores Ecclesiae

O título de Doutor é canônico (definido pelas regras do direito canônico). Ela proclama a extraordinária importância deste ou daquele santo na compreensão da doutrina da Igreja Católica. Quase todos os doutores homens realizaram um trabalho de teologia racional, sobre qualquer tema teológico particular. Os últi- mos três doutorados são mulheres: Teresa de Ávila, Catarina de Sena e Teresa de Lisieux. Entre elas, brilha uma outra forma de Doutorado, complementar ao doutorado de inteligência racional: é um doutorado “da vida” onde  toda a vida cristã é feita, de maneira prática, compreensível. Alguns Doutores da Igreja são também Padres da Igreja, mas nem todos os Padres são Doutores.Todos os Dou- tores são canonizados. Os requisitos são quatro:

  1. Eminens doctrina (conhecimento eminente);
  2. Insignis vitae sanctitas (um alto grau de santidade);
  3. Ecclesiae declarati(proclamação da Igreja);

Bento XIV explicou o terceiro como uma declaração do Soberano Pontífice ou de um conselho geral. Mas, apesar dos conselhos gerais terem aclamado os es- critos de certos doutores, nenhum concilio conferiu o título de Doutor da Igre- ja. Na prática, o procedimento consiste em estender para a igreja universal o uso do Oficio e Missa de um santo em que o título de doutor é aplicado a ele. O decreto é composto pela Congregação dos Sagrados Ritos e aprovada pelo Papa, após um estudo cuidadoso dos escritos do santo. É de nenhuma maneira, uma decisão “ex catedra“, nem mesmo uma declaração que indique que não existem erros nos ensinamentos do Doutor.

A LISTA COMPLETA DOS DOUTORES DA IGREJA

Em 1295, o Papa Bonifácio VIII, confere pela primeira vez o título de Doutor da Igreja aos Padres latinos da Igreja:

Santo Ambrósio (340-397). É considerado um dos qua- tro máximos doutores da Igreja, aprendeu de Orígenes a conhecer e a comentar a Bíblia. Ele lutou contra o arianis- mo no Ocidente. Bispo de Milão e mentor de Santo Agostinho. Uma relação de suas obras aqui e trechos se- lecionados (em espanhol)  aqui ! Veja também: um bom resumo e um vídeo.

A castidade duma alma é de um preço aos olhos de Deus maior que a dos anjos, pois que os cristãos só podem adquirir esta virtude pelos combates, enquanto que os anjos a têm por natureza.”

—–x—–

Santo Agostinho (354-430). Bispo de Hipona.  Um dos quatro doutores originais da Igreja latina. O maior dos Padres do Ocidente e um dos grandes Doutores da Igreja, estabeleceu as bases da teologia católica; “Doutor da Graça”.  Em breve, postarei em outro artigo, todas as obras agostinianas que encontrei. Cito algumas delas:  Confissões,  O Cuidado Devido aos MortosO Livre Arbítrio, etc. Veja uma lista completa aqui! Veja também suas obras em inglês,  em espanhol,  em francês (completa) e em latim (completa). Um filme e um vídeo sobre sua história.

Por maior que seja o temor da morte, deve vencê-lo a força do amor com que se ama aquele que, sendo nossa vida, quis sofrer até a morte por nós.

—–x—–

São Jerônimo (343-420). Um dos quatro Doutores originais da Igreja Latina. É conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim. A edição de São Jerônimo, a Vulgata (em latim), é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana.  Uma de suas obras:  De Viris Illustribus  (Sobre  homens ilustres) em latim e em inglês. Suas obras em francês.  Dois vídeos (vídeo 1 e vídeo 2) sobre sua história.

Quando rezamos falamos com Deus, quando lemos é Deus que nos fala.”

—–x—–

São Gregório Magno (540-604).  Papa.  Quarto e último dos quatro Doutores originais da Igreja Latina. Defendeu a supremacia do Papa e trabalhou pela reforma do clero e da vida monástica. Introduziu o canto gregoriano na Igreja. Lista de suas obras em português, algumas obras em espanhol e todas as suas obras em francês. Um vídeo e um bom resumo sobre sua história. Veja também a Catequese do Papa Bento XVI sobre este Doutor da Igreja.

” O verdadeiro pastor das almas é puro em seu pensamento. Sabe aproximar-se de todos, com verdadeira caridade. Eleva-se acima de todos pela contemplação de Deus.”

Em breve, será postada a Parte 2 ! 😉