Arquivo do mês: janeiro 2012

Mãezinha do Céu

Tão singela e profunda essa pequena oração…

Mãezinha do céu, eu não sei rezar
Eu só sei dizer eu quero te amar
Azul é seu manto, branco é seu véu
(bis) Mãezinha eu quero te ver lá no céu

Mãezinha do céu, mãe do puro amor
Jesus é teu filho, eu também o sou
Mãezinha do céu, vou te consagrar
Minha inocência, guarda-a sem cessar

Pai Nosso

Perguntamos: como é que Deus é Pai? E quais são nossas obrigações para com Ele devido à sua paternidade?

Chamamo-lo Pai, por causa do modo especial com que nos criou. Criou-nos à sua imagem e semelhança, imagem e semelhanças estas, que não imprimiu em nenhuma outra criatura inferior ao homem. Não é ele teu Pai, teu Criador que te estabeleceu? (Dt 32, 6).

Deus merece também o nome de Pai, por causa da solicitude particular que tem para com os homens no governo do universo. Nada escapa ao seu governo, sendo este exercido de modo diferente em relação a nós e em relação às criaturas inferiores a nós. Os seres inferiores são governados como escravos e nós como senhores. Ó Pai, diz o livro da Sabedoria (14, 3), vossa providência rege e conduz todas as coisas; e (12, 18) a nós governa com indulgência.

Deus, enfim, tem direito ao nome de Pai, porque nos adotou. Enquanto não deu, às outras criaturas, senão pequenas dádivas, a nós fez o dom de sua herança, e isso porque somos seus filhos. São Paulo diz (Rm 8, 17): Porque somos seus filhos, somos também seus herdeiros, e ainda (vers. 15): Vós não recebestes um espírito de servidão, para recairdes no temor, mas recebestes um espírito de adoção, que nos faz clamar: Abba, Pai.

Em primeiro lugar, devemos honrá-lo. Se sou Pai, diz o Senhor, por Malaquias, (1,6) onde está a minha honra?

Esta honra consiste em três coisas: a primeira em relação aos nossos deveres para com Deus; a segunda, nossos deveres para conosco mesmos; a terceira, nossos deveres para com o próximo.

  • Toda honra ao Senhor

A honra devida ao Senhor consiste, primeiramente, em oferecer a Deus o dom do louvor, seguindo o que está escrito (Sl 50, 23): O sacrifício de louvor me honrará. Este louvor deve estar não só nos lábios, como no coração. Está escrito em Isaías (29,13): Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim.

A honra devida a Deus, em segundo lugar, consiste na pureza de nossos corpos, pois o Apóstolo escreveu: (1 Cor 6, 20) Glorificai e trazei a Deus em vosso corpo.

Consiste, enfim, esta honra, na equidade de nossos julgamentos para com o próximo. O Salmo 99, 4 diz: Honrar o rei é amar a justiça.

  • Imitar o Senhor

Em segundo lugar, devemos imitar Deus, porque Continuar lendo

O Tau, o cordão e os três nós

São Francisco de Assis usou frequentemente este sinal. Ele desenhou em casas, muros e árvores. Com este sinal abençoou os homens e assinou suas cartas. O Tau para São Francisco era um sinal de eleição divina, como descrito no livro do profeta Ezequiel:

Os inocentes marcados com este sinal (TAU) serão salvos.
(Ez 9,4)

Antes que a punição caia sobre a cidade de Jerusalém, o Senhor deixa o cuidado aos justos de marcar a letra Tau em suas testas. Assim, no fim dos tempos todos aqueles que pertencem a Cristo serão reconhecidos e liberados através deste sinal. O tau é então um símbolo para a família franciscana: testamento de São Francisco, sinal de benção e paz. Este sinal lembra a Cruz, é o sinal de libertação.

Em geral, o Tau é pendurado no pescoço por um cordão com três nós. O fio condutor do Evangelho. A síntese da Boa Nova são os três conselhos evangélicos: obediência, pobreza, pureza de coração. Obediência significa acolhida para escutar o valor maior. Quem abre os sentidos para perceber o maior e o melhor não tem medo de obedecer e mostra lealdade a um grande projeto. Pobreza não é categoria econômica de quem não tem, mas é valor de quem sabe colocar tudo em comum. Ser pobre, no sentido bíblico-franciscano, é a coragem da partilha. Ser puro de coração é ser transparente, casto, verdadeiro. É revelar o melhor de si. Os três nós significam que o obediente é fiel a seus princípios; o pobre vive na gratuidade da convivência; o casto cuida da beleza do seu coração e de seus afetos. Tudo isto está no Tau da existência!

USAR O TAU É LEMBRAR O SENHOR !

Muita gente usa o Tau. Não é um amuleto, mas um sacramental que nos recorda um caminho de salvação que vai sendo feito ao seguir, progres- sivamente, o Evangelho. Usar o TAU é colocar a vida no dinamismo da conversão: Cada dia devo me abandonar na Graça do Senhor, ser um reconciliado com toda a criatura, saudar a todos com a Paz e o Bem. Usar o TAU é configurar-se com aquele que um dia ilumina as trevas do nosso coração para levar-nos à caridade perfeita. Usar o TAU é transformar a vida pela Simplicidade, pela Luz e pelo Amor. É exigência de missão e serviço aos outros, porque o próprio Senhor se fez servo até a morte e morte de Cruz.

Você sabe como orar? E quais são os seus efeitos?

O texto abaixo faz parte de um dos Sermões de Santo Tomás de Aquino sobre a oração.

As cinco qualidades requeridas para todas as orações

A Oração Dominical, entre todas, é a oração por excelência, pois possui as cinco qualidades requeridas para qualquer oração. A oração deve ser: confiante, reta, ordenada, devota e humilde.

1) A oração deve ser confiante, como São Paulo escreve aos Hebreus (4, 16): Aproximemo-nos com confiança do trono da graça, a fim de alcançar a misericórdia e achar graça para sermos socorridos no tempo oportuno.

A oração deve ser feita com fé e sem hesitação, segundo São Tiago. (Tg1,6): Se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus… Mas peça-a com fé e sem hesitação.

Por diversas razões, o Pai Nosso é a mais segura e confiante das orações. A Oração Dominical é obra de nosso advogado, do mais sábio dos pedintes, do possuidor de todos os tesouros de sabedoria (cf. Cl 2, 3), daquele de quem diz São João (I, 2, 1): Temos um advogado junto ao pai: Jesus Cristo, o Justo. São Cipriano escreveu em seu Tratado da oração dominical: «Já que temos o Cristo como advogado junto ao Pai, por nossos pecados, em nossos pedidos de perdão, por nossas faltas, apresentemos em nosso favor, as palavras de nosso advogado».

A Oração Dominical parece-nos também que deve ser a mais ouvida porque aquele que, com o Pai, a escuta é o mesmo que no-la ensinou; como afirma o Salmo 91 (15): Ele clamará por mim e eu o escutarei. «É rezar uma prece amiga, familiar e piedosa dirigir-se ao Senhor com suas próprias palavras» diz São Cipriano. Nunca se deixa de tirar algum fruto desta oração que, segundo Santo Agostinho, apaga os pecados veniais.

2) Nossa oração deve, em segundo lugar, ser reta, quer dizer, Continuar lendo

Proferir palavras duras

 Não haja contendas entre vocês, ou se as houver, terminem-nas depressa para que a ira não chegue até o ódio e de uma palha se faça uma viga , convertendo-se a alma em homicida; pois assim se lê: “O que odeia seu irmão é homicida“.

Aquele que ofender alguém com injúria, ultraje ou acusando-o de alguma falta, procure remediar o quanto antes o mal que provocou e aquele que foi ofendido perdoe-o logo, sem vacilar. Porém se tiverem-se ofendido mutuamente, devem se perdoar a ofensa , porque, do contrário, a sua recitação do Pai Nosso se transforma numa mentira. No mais, quanto mais frequentes forem suas orações, com tanta maior sinceridade devem fazê-las. Contudo, é muito melhor alguém que, mesmo, deixando-se levar pela ira, se apressa a pedir perdão àquela a quem ofendeu, que o outro que demora em irar-se, mas opõe mais resistência em pedir perdão. Aquele que, pelo contrário, nunca quer pedir perdão ou não o pede de coração , em vão se encontra na casa religiosa, mesmo que dali não seja expulso. Portanto, abstenham-se de proferir palavras duras em excesso e, se alguma vez, elas deslizarem, não se envergonhem de aplicar o remédio saído da mesma boca que produziu a ferida.

No entanto, quando a necessidade da disciplina os obriga a empregar palavras duras ao corrigir os mais novos, se perceberem que foram excedidas no modo, não lhes é exigido pedir perdão aos ofendidos, pois não aconteça que, por ter uma excessiva humildade para com aqueles que devem ser obedientes, fique debilitada a autoridade de quem governa. Pelo contrário, peça-se perdão ao Senhor de todos, que conhece benevolência com que são amados inclusive aos quais talvez foram corrigidos além da medida. O amor entre vocês não deve ser carnal, mas espiritual.

FonteRegra de Santo Agostinho

Regra de Santo Agostinho é um conjunto de regras criadas por Santo Agostinho de Hipona que se refere à vida monástica de muitas comunidades e ordens religiosas católicas desde o século V até hoje. Os princípios essenciais da Regra de Santo Agostinho são: a pobreza, a castidade, a obediência, o desapego do mundo, a repartição do trabalho, o dever mútuo de superiores e irmãos, caridade fraterna, a oração, a abstinência comum e proporcional à força do indivíduo, o cuidado dos doentes, o silêncio, a leitura e a vida em fraternidade.

Semana de Oração para Unidade dos Cristãos 2012

Um vez por ano ao menos, numerosos cristãos tomam consciência que existem maneiras muito diversas de adorar a Deus.

A manifestação que desencadeia esta tomada de consciência tem o nome de Semana de oração pela Unidade dos Cristãos. Celebrada tradicionalmente de 18 a 25 de janeiro (no hemisfério norte) e em Pentecostes (no hemisfério sul), a semana de oração se integra à vida das paróquias do mundo inteiro: cultos ecumênicos especiais são organizados.

Para Igrejas e comunidades cristãs que vivem juntas a Semana de Oração foi providenciado um texto para a celebração ecumênica. Igrejas e comunidades cristãs podem também incorporar o material da Semana de Oração em suas próprias celebrações.

O material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos em 2012 foi preparado por um grupo de trabalho composto por representantes da Igreja Católica Romana, da Igreja Ortodoxa e dos Antigos Católicos e Igrejas Protestantes em atividade na Polônia.

A partir de amplas discussões de que participaram os representantes de vários círculos ecumênicos na Polônia, ficou decidido focalizar um tema que diz respeito ao poder transformador da fé em Cristo, particularmente no que se refere à nossa oração pela unidade visível da Igreja, o Corpo de Cristo. Isso foi baseado nas palavras de São Paulo aos coríntios, que se referem à natureza temporária da nossa vida presente (com todas as suas aparentes “vitórias” e “derrotas”) em comparação com o que recebemos através da vitória de Cristo pelo mistério pascal.

 Texto completo para 2012 (pdf). Ele apresenta não somente as passagens, reflexões e orações para essa semana, mas também uma orientação de como realizar um evento ecumênico. Para mais orientações no sentido do ecumenismo, acesse o Conselho Ecumênico das Igrejas (Internacional) – em inglês, francês ou espanhol.

Tema dessa Semana:

Nesta Semana de Oração somos convidados a entrar mais profundamente em nossa fé para que sejamos todos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo. As leituras bíblicas, comentários, preces e perguntas para reflexão são recursos que exploram diferentes aspectos do que isso significa para as vidas dos cristãos e sua unidade uns com os outros dentro do mundo de hoje e para esse mundo. Começamos contemplando o Cristo que serve e  nossa jornada nos leva à celebração final do reino de Cristo, por meio de sua cruz e ressurreição.

REFLEXÕES BÍBLICAS E ORAÇÕES
PARA OS OITO DIAS

PRIMEIRO DIA

Tema: Transformados pelo Cristo Servidor

Texto: O Filho do Homem veio para servir (Cf Mc 10, 45)

Leituras:

Comentário:

A vinda do Messias e sua vitória foram realizadas através do serviço. Jesus quer que um espírito de serviço encha os corações de seus seguidores também. Ele ensina que a verdadeira grandeza consiste em servir a Deus e ao próximo. Cristo nos dá a coragem para descobrir que Ele é aquele para quem servir é reinar – como dizia um antigo provérbio cristão.

A profecia de Zacarias a respeito de um vitorioso e humilde rei se realizou em Jesus Cristo. Ele, o Rei da Paz, vem aos seus , a Jerusalém – a Cidade da Paz. Ele não a conquista com engodo ou violência, mas com delicadeza e humildade.

O salmo 131 descreve brevemente mas com eloqüência o estado de paz espiritual que é o fruto da humildade. A figura de uma mãe com seu filho é um sinal do terno amor de Deus e da confiança em Deus, à qual a comunidade inteira é chamada.

O apóstolo Paulo nos desafia a fazer uma sóbria e humilde avaliação de nós mesmos e a descobrir nossas habilidades. Tendo uma diversidade de dons, somos um só corpo de Cristo. Em nossas divisões cada uma de nossas tradições tem sido agraciada pelo Senhor com dons que somos chamados a colocar a serviço de outros.

Pois o Filho do Homem veio não para ser servido, mas para servir
e dar a vida em resgate pela multidão
.”
(Mc 10, 45).

Com seu serviço, Cristo redimiu nossa recusa a servir a Deus. Ele se tornou um exemplo para regenerar todas as relações entre as pessoas: aquele que quiser ser grande entre vós deve ser vosso servidor – esses são os novos padrões de grandeza e prioridade.

Na Carta aos Romanos, Paulo nos relembra que os diversos dons nos são dados para o serviço: profecia, ministério, ensino, exortação, doação,  liderança e compaixão. Em nossa diversidade somos sempre um único corpo de Cristo, e membros uns dos outros. O uso de nossos diversos dons no serviço comum à humanidade torna visível a nossa unidade em Cristo. A ação conjunta dos cristãos para o benefício da humanidade, para combater a pobreza e a ignorância, para defender os oprimidos, para se ocupar com a paz e a preservação da vida, para desenvolver a ciência, a cultura, a arte são uma expressão da prática do ecumenismo, de que a Igreja e o mundo tanto necessitam. A imitação do Cristo Servidor propicia eloqüente testemunho do evangelho, atingindo não só as mentes mas também os corações. Tal serviço comum é um sinal do Reino de Deus que vem chegando – o Reino do Cristo Servidor.

Oração:

Poderoso e eterno Deus, percorrendo a estrada real do serviço, teu filho nos conduz da arrogância da nossa desobediência à humildade de coração. Une-nos uns aos outros por teu Santo Espírito, para que através do serviço a nossos irmãos e irmãs, tua verdadeira face possa ser revelada. Assim nos dirigimos a ti, que vives e reinas para sempre. Amém.

Questões para refletir:

  1. Que oportunidades para o serviço ficam mais ameaçadas pelo orgulho e a arrogância?
  2. O que deve ser feito para garantir que todos os ministérios cristãos sejam melhores experiências de serviço?
  3. Em nossa comunidade, o que os cristãos de diferentes tradições podem fazer melhor juntos do que isoladamente para revelar o Cristo Servidor?

SEGUNDO DIA

Tema: Transformados na paciente espera pelo Senhor

Texto: Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça (Mt 3,1-5)

Leituras:

  • 1 Sm 1, 1-20 —  A confiança e a espera paciente de Haná
  • Sl 40 —  Paciente espera pelo Senhor
  • Hb 11, 32-34  — Graças à fé conquistaram reinos, praticaram a justiça
  • Mt 3, 13-17  —  Agora é assim que nos convém cumprir toda a justiça

Comentário:

A vitória é freqüentemente associada Continuar lendo

Vendo a fé daqueles homens, perdoou-lhe

E vieram ter com ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro.
E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico:
Filho, perdoados estão os teus pecados
.”
(Marcos 2:3-6)

«Vendo Jesus a fé daqueles homens, disse ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’». Como é grande o Senhor! Por causa de uns, perdoa aos outros; de uns recebe a oração, a outros perdoa os pecados. Por que razão, ó homem, não poderá o teu semelhante interceder por ti, quando é um servo que do Senhor alcança e obtém, pela súplica insistente, a graça?

Quem julga, pois, que aprenda a perdoar; e quem estiver doente, a suplicar. E se não esperais o perdão imediato das faltas graves, recorrei a intercessores, recorrei à Igreja, que rezará por vós, e, em consideração a ela, o Senhor vos concederá o perdão que podia ter-vos recusado. Não negamos a realidade histórica da cura do paralítico, apenas queremos aqui realçar sobretudo a sua cura interior, por causa dos pecados que lhe foram perdoados. […]

O Senhor quer salvar os pecadores e demonstra a Sua divindade através do conhecimento que tem dos corações e dos prodígios das Suas acções: «Que é mais fácil? Dizer ao paralítico ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer ‘Levanta-te, pega no teu catre e anda’?» E assim faz-lhes ver a imagem completa da Ressurreição, uma vez que, ao curar as feridas do corpo e da alma […], é o homem todo que fica curado.

Fonte: Homilia de Santo Ambrósio.

Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará,
e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte.
Há pecado para morte, e por esse não digo que ore
.”
(1 João 5:16)

Na aparição de Senhora em Lourdes a Bernadete, a Virgem pede insistentemente por Penitência:

 “Penitência! Penitência! Penitência! Reze pela conversão dos pecadores! “