Arquivo do mês: julho 2012

Bebereis o Meu cálice

O Evangelho de hoje é extraordinário e de um valor imensurável. Se quisermos seguir ao Senhor,  podemos, devemos e iremos beber do Cálice de Jesus. E São Gregório Magno nos explica de que  formas isso pode acontecer.

Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante dele para lhe fazer um pedido.

«Que queres?» perguntou-lhe Ele.

Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.»

Jesus retorquiu:
«Não sabeis o que pedis.
Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?»

Eles responderam: «Podemos.»

Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo:
é para quem meu Pai o tem reservado.»

Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos.
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.»
(Mateus 20:20-28)

Homilia de São Gregório Magno:

Uma vez que hoje celebramos a festa dum mártir, irmãos, devemos preocupar-nos com a forma de paciência praticada por ele. Com efeito, se com a ajuda do Senhor nos esforçarmos por manter essa virtude, obteremos sem dúvida a palma do martírio ainda que vivamos na paz da Igreja. Porque há dois tipos de martírio: o primeiro consiste numa disposição do espírito; o segundo alia a essa disposição os atos da existência. Por isso, podemos ser mártires mesmo sem morrermos executados pelo gládio do carrasco. Morrer às mãos dos perseguidores é o martírio em ato, na sua forma visível; suportar as injúrias amando quem nos odeia é o martírio em espírito, na sua forma oculta.

Que haja dois tipos de martírio, um oculto, o outro público, a própria Verdade o comprova quando pergunta aos filhos de Zebedeu: «Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» E à sua asserção, «Podemos», o Senhor responde: «Na verdade, bebereis o Meu cálice.» Ora, que pode significar para nós este cálice senão os sofrimentos da Sua Paixão, da qual diz noutro sítio: «Meu Pai, se é possível, afaste-se de Mim este cálice» (Mt 26,39)? Os filhos de Zebedeu, Tiago e João, não morreram os dois mártires, mas foi a ambos que o Senhor disse que haviam de beber esse cálice. De fato, se bem que não viesse a morrer mártir, João acabou por sê-lo todavia, já que os sofrimentos que não sentiu no corpo os sentiu na alma. Devemos então concluir do seu exemplo que nós próprios podemos ser mártires sem passar pela espada se conservarmos a paciência da alma.

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Pai Nosso das Almas

Um dia enquanto Santa Matilde comungava pelas Almas do Purgatório, Jesus apareceu-lhe e disse: Reza por Elas um Pai Nosso. E compreendeu Ela que devia fazê-lo do modo abaixo indicado. Depois de ter rezado, Ela viu que uma multidão de Almas subiam ao Céu.

Oferecimento

Pai Eterno; oferecemos-vos o precioso Sangue, a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e tudo o que Ele fez e sofreu na terra, para as Santas Almas do Purgatório e para a conversão dos pecadores. Fazemos esta oferta por intermédio do Coração Imaculado de Maria transpassado pela espada sétupla com todas as Suas dores e Suas lágrimas, colocando-as nas chagas de Jesus. Ofertamos também estas Chagas, cada uma das Chagas para as Santas almas do Purgatório e para a conversão dos pecadores, para a reconciliação de todas as almas Sacerdotais da Igreja Católica e do mudo inteiro, tantas vezes a misericórdia Divina souber contar deve valer este oferecimento mesmo que já não nos lembremos dele. Amém

Pai Nosso que estais no céu

Eu vos peço, dignai-vos perdoar, Pai Eterno, as Almas do Purgatório, por não Vos terem amado, por não terem rendido o culto de adoração que a Vos é devido, a Vós Seu Pai, bom e misericordioso, por Vos terem afastado de Seus corações onde desejáveis habitar. Para suprir estas faltas, ofereço-Vos o amor e a honra que Vosso Filho Vos rendeu sobre a terra e a imensa satisfação com que pagou a divida de todos os Seus pecados. Amém!
– Senhor Jesus / Perdão e Misericórdia (10 x)

Santificado seja Vosso Nome

Eu Vos suplico, ó Eterno Pai, que perdoeis as Almas do Purgatório por não terem honrado dignamente Vosso divino nome, por terem-no raras vezes invocado com devoção, por terem-no muitas vezes tomado em vão, e pela Sua vida pouco edificante terem-se tornado indignas do nome de Cristo. Para satisfação deste pecado, ofereço-Vos a santidade de Vosso amado Filho que em Suas pregações e em todas as Suas obras honrou e glorificou o Vosso nome. Amém!
– Senhor Jesus / Perdão e misericórdia (10x)

Venha a nós o Vosso Reino Continuar lendo

Oração do coração

Senhor, vejo o teu rosto divino estampado…
na “imagem e semelhança” de cada ser humano…
Mas também vejo Senhor…
tantas almas afastadas de Ti…
Meu Deus, como isso pode acontecer?
E como será o devir dessas almas angustiadas longe de Ti?
Não o sei meu Senhor, mas, creio tanto no teu amor…
que as entrego prontamente à tua Divina Misericórdia…

Tende compaixão de nós pobres mortais…
Acossados, vilipendiados,
tentados pelas artimanhas do mal…
Vem em nosso socorro Jesus…
dá-nos o alívio nessa batalha que travamos…
contra o inimigo de nossas almas…
Como o deste ao ladrão arrependido na cruz…

Fica conosco Senhor…
como ficaste com os discípulos de Emaús…
logo após a tua ressurreição…
Dá-nos saborear tua sabedoria divina…
para que também os nossos corações…
tornem-se ardentes tanto quanto os deles…
Desse modo, Senhor, plenos do teu amor…
daremos o mesmo testemunho que eles deram de tua ressurreição…

Ó Senhor!
É tão agradável a tua companhia é tão maravilhosa,
que não tenho mais vontade de sair de perto de Ti…
Agora sei por que São Pedro quis construir…
aquelas tendas no monte Tabor…
Também sei por que Maria, irmã de Lázaro e Marta,
escolheu a melhor parte…
Porque conviver contigo Senhor, é a Felicidade sem fim…

Como meu Senhor aqueles homens de Jerusalém…
e cidades circunvizinhas não puderam te perceber
e ainda por cima te crucificaram?
Porque Senhor te ouvir é ouvir diretamente o Pai,
falando aos nossos corações…
dando-nos as instruções de como viver aqui Sua Vontade…
para a vivermos também na eternidade, no Reino dos Céus…

Senhor Jesus eu te amo…
não me deixe nem por um só instante…
porque sem a tua presença meu Senhor…
Eu nada sou…
Por isso, permita-me dizer como São Paulo disse:
“Já não sou eu que vivo,
é Cristo quem vive em mim”…

Senhor, contemplando teu modo de ser…
Como posso descrever teu convívio com a Mãe Santíssima?
Porque o Senhor é tão agradável que, de fato,
vê-LO no convívio com a Mãe amantíssima…
É um privilégio único, só capaz pelo Espírito Santo…

Esse privilégio é tão único Senhor,
que não cabem nas palavras descrever tão esplêndido encontro…
Creio que seja uma graça toda especial dada à poucos…
Por isso, não ouso Senhor, mas humildemente peço…
“Seja feita a Vontade do Pai,
assim na terra como nos céus”… Amém!

Paz e Bem!

Escrito por: Frei Fernando Silva

Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus

6  Cristo Jesus,
que era de condição divina, não Se valeu da sua igualdade com Deus,
7  mas aniquilou-Se a Si próprio
Assumindo a condição de servo,
tornou-Se semelhante aos homens.
Aparecendo como homem,
8 humilhou-Se ainda mais, obedecendo até à morte e morte de cruz.
9 Por isso Deus O exaltou e Lhe deu o nome que está acima de todos os nomes
10 para que ao nome de Jesus todos se ajoelhem,no céu,na terra e nos abismos
11 e toda a língua proclame que
Jesus Cristo é o Senhor,
para glória de Deus Pai.
(Fl 2:6-11)

Na oração, abrimos a mente, o coração e a vontade ao Espírito Santo, para fazer entrar a nossa existência na mesma dinâmica de amor que viveu Jesus. Sendo Deus, despojou-Se da sua glória, para Se fazer homem como nós e, assim, nos elevar até Deus. Esta epopéia de amor é celebrada num dos hinos mais antigos da tradição cristã: o chamado “hino cristológico” (apresentado acima), que São Paulo nos deixou com esta exortação: “Tende em vós os mesmos sentimentos que havia em Cristo Jesus”. Foi pela sua amorosa obediência à vontade do Pai até à suprema humilhação da Cruz, que «Deus O exaltou e Lhe deu um Nome que está acima de todos os nomes»: Jesus é Senhor. A sua encarnação e a sua cruz recordam-nos que a plena realização está na conformação da própria vontade humana com a do Pai do Céu. Para isso é necessário adotar uma escala de valores, cujo primado seja dado a Deus como o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria vida.

A lógica humana, em vez, busca muitas vezes a autorrealização no poder, no domínio, nos meios potentes. O homem continua querendo construir com as próprias forças a torre de Babel para chegar à mesma altura de Deus, para ser como Deus.

A Encarnação e a Cruz nos recordam que a plena realização está no conformar a própria vontade humana àquela do Pai, no esvaziar-se do próprio egoísmo para encher-se do amor e da caridade de Deus e, assim, tornar-se realmente capaz de amar os outros.

Fonte: Trechos de uma audiência geral do Papa Bento XVI

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