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O Sacrifício Eucarístico

Os homens sempre, desde o início do mundo, para reconhecerem que Deus é o Senhor de todas as coisas, e de que tudo recebemos d’Ele, sempre sacrificaram, destruíram, uma parte de suas colheitas ou de seus rebanhos, isto é, de seus bens, ofertando-os a Deus.

Foi isto que fizeram Abel, corretamente, e Caim, com má vontade.

Pela fé Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e por ela, depois de morto, ainda fala.”
(Hebreus 11:4)

abraao

Abraão, também, sacrificou uma ovelha, no Monte Moriá. Os judeus, sendo pastores, sacrificavam parte de seus bens, isto é, suas ovelhas, para reconhecerem Deus como Senhor de tudo, e para mostrar confiança de que Deus lhes daria ainda mais bens, no lugar daquele que eles sacrificavam.

Não é verdade que Deus não exigiu sacrifícios. Mesmo ao saírem os judeus do Egito foi o próprio Deus que os mandou sacrificarem um cordeiro, e passarem o seu sangue nas portas de suas casas como sinal para que o anjo não matasse os primogênitos judeus.

E logo no capitulo 10 do Êxodo está escrito:

O Senhor disse a Moisés: Dirás estas coisas aos filhos de Israel: Vós vistes que vos falei do céu. Não fareis para vós deuses de prata, nem deuses de ouro. Far-me-eis um altar de terra, e oferecereis sobre ele os vossos holocaustos e as vossas hóstias pacificas, as vossas ovelhas e bois em todo o lugar onde se fizer a memória de meu nome; Eu virei a ti e te abençoarei. Se, porém, me edificares algum altar de pedra, não o edificarás de pedras lavradas; porque se levantares sobre ele o cinzel, ficará poluto. Não subirás por degraus ao meu altar, para que não se descubra a vergonha de tua nudez
(Êxodo 10, 22-26).

E também não é verdade que os sacrifícios praticados pelos judeus eram simplesmente costumes deles, mas foram ordenados pelo próprio Criador.

Cada dia imolarás um novilho em sacrifício expiatório pelo pecado; por esse sacrifício expiatório tirarás o pecado do altar, e far-lhe-ás uma unção para consagrá-lo. A expiação do altar se fará durante sete dias; e consagrarás esse altar, que se tornará coisa santíssima, e tudo o que o tocar será consagrado.”
(Êxodo 29:36-37)

Quanto ao texto de Jeremias:

Em matéria de sacrifícios e holocaustos, eu nada disse e nada ordenei aos vossos pais ao tirá-los do Egito; dei-lhes somente esta ordem: – Escutai a minha voz; eu serei vosso Deus e vós sereis o meu povo.”
(Jeremias 7,22-23)

nós devemos situá-lo no contexto em que Deus o colocou. Deus estava recriminando os judeus por fazerem sacrifícios aos ídolos (Cfr. Jeremias 7, 16-20). Daí, Ele afirmar que, mais importante que os sacrifícios de animais, era a obediência à sua palavra. Por isso, também, foi escrito: “Quero a obediência, e não o sacrifício“.

Estes sacrifícios eram prenúncios e símbolos proféticos do sacrifício do Novo Testamento, a Missa. Assim, o Cordeiro que os judeus sacrificavam para comemorar a Páscoa — sacrifício que o próprio Cristo cumpriu na Quinta-Feira Santa anterior à sua morte — era símbolo da morte de Cristo, o cordeiro de Deus sem mancha, que como o cordeiro pascal, sem mancha, morreu na Cruz sem que nenhum osso lhe fosse partido.

Cordeiro de Deus

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29)
“Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor.” (Apocalipse 5:12)

Todos os sacrifícios que eram simbólicos e puramente cerimoniais foram tornados inúteis quando o que eles representavam se realizou verdadeiramente. Estabelecido o sacrifício da Missa por Cristo todos os sacrifícios que o simbolizavam ficaram superados e abolidos. A realidade supera o símbolo.

Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também JESUS, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a futura. Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome. E não vos esqueçais da beneficência e comunicação, porque com tais sacrifícios Deus se agrada.”
(Hebreus 13:9-16)

Ultima-Ceia

Chegada que foi a hora, Jesus pôs-se à mesa, e com ele os apóstolos. Disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer. Pois vos digo: não tornarei a comê-la, até que ela se cumpra no Reino de Deus. Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…
(Lucas 22, 14-20)

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao instituir o Mistério Eucarístico, sancionou com o seu sangue o Novo Testamento de que é Mediador, do mesmo modo que Moisés sancionara o Velho com o sangue dos vitelos. Segundo contam os Evangelistas, na última Ceia, “tomou um pão, deu graças, partiu e distribui-o a eles, dizendo, ‘isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória‘. E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: ‘Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado em favor de vós“‘. E mandando aos Apóstolos que fizessem isto em sua memória, mostrou a vontade de que este Mistério se renovasse. Na realidade, foi o que a Igreja primitiva realizou fielmente, perseverando na doutrina dos Apóstolos e reunindo-se para celebrar o Sacrifício Eucarístico. Como testemunha São Lucas, “eles mostravam-se assíduos ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações” (Atos 2, 42). E assim, chegavam a tal fervor, que deles se podia dizer: “A multidão dos que haviam crido era um só o coração e uma só a alma” (Atos 4, 32).

O Apóstolo São Paulo, que com toda a fidelidade nos transmitiu aquilo que recebera do Senhor, (1 Cor 11, 23) fala claramente do sacrifício eucarístico, ao mostrar que os cristãos não podem tomar parte nos sacrifícios dos pagãos, exatamente porque já participavam da mesa do Senhor. Assim se exprime: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o Corpo de Cristo?Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios” (1Cor 10, 16).

Sempre a Igreja Católica conservou religiosamente, como tesouro preciosíssimo, o mistério inefável da fé que é o dom da Eucaristia, recebido do seu Esposo, Cristo, como penhor de amor imenso. Exortando os fiés a participarem ativamente, com fé íntegra e com a maior piedade, na celebração deste sacrossanto Mistério, oferecendo-o a Deus como sacrifício, juntamente com o sacerdote, pela salvação própria e de todo o mundo, recorrendo a ele para encontrarem o alimento da alma.

Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão,
viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne,
que eu darei pela vida do mundo
.”
(João 6:51)

Eucaristia

Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo e † o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.”
(João 6:53-56)

Como nos diz São Cirilo: “Não ponhas em dúvida se é ou não verdade, mas aceita com fé as palavras do Salvador; sendo Ele a Verdade, não mente” (Summa Theol. III, q. 75, a. I.).

Isso também nos fala o Evangelho ao contar que muitos discípulos de Cristo, ao ouvirem falar de comer carne e beber sangue, voltaram as costas e abandonaram o Senhor, dizendo: Duras são estas palavras! Quem pode escutá-las? Perguntando então Jesus se também os Doze se queriam retirar, Pedro afirmou, com decisão e firmeza, a fé sua e a dos Apóstolos, com esta resposta admirável: “Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna!” (João 6,61-69)

A presença de Jesus, antes com as palavras, depois com o gesto do partir o pão, torna possível aos discípulos de reconhecê-lo, e eles podem sentir em modo novo quanto havia já sentido caminhando com Ele: “Não ardia o nosso coração enquanto ele conversava conosco ao longo do caminho, quando nos explicava as escrituras? (Lucas 24, 32). Este episódio nos indica dois lugares privilegiados onde podemos encontrar o Ressuscitado que transforma a nossa vida: a escuta da palavra, em comunhão com Cristo, e o partir o Pão; ‘dois lugares’ profundamente unidos entre eles porque “Palavra e Eucaristia se pertencem tão intimamente ao ponto de não poderem ser compreendidas uma sem a outra: A Palavra de Deus se faz carne sacramental no evento eucarístico” .

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha. Portanto, qualquer que comer este pão, ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice. Porque o que come e bebe indignamente, come e bebe para sua própria condenação, não discernindo o corpo do Senhor.”
(1 Coríntios 11:26-29)

FONTE:

Para mais detalhes:

TRECHO: “E esta nossa adoração eucarística encerra ainda uma outra característica particular. Ela é compenetrada pela grandeza desta Morte Humana, na qual o mundo, isto é cada um de nós, foi amado “até ao extremo”. Assim, tal adoração é também uma resposta que intenta retribuir aquele Amor imolado até à morte na Cruz: é a nossa “Eucaristia”, quer dizer, o nosso dar-Lhe graças e o louvá-l’O por nos ter redimido com a Sua morte e tornado participantes da vida imortal por meio da Sua ressurreição.”

TRECHO: “O Filho de Deus fez-Se homem para, num supremo acto de louvor, devolver toda a criação Àquele que a fez surgir do nada. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santuário eterno, devolve ao Criador e Pai toda a criação redimida. Fá-lo através do ministério sacerdotal da Igreja, para glória da Santíssima Trindade. Verdadeiramente este é o mysterium fidei que se realiza na Eucaristia: o mundo saído das mãos de Deus criador volta a Ele redimido por Cristo.”

TRECHO: “Originalmente a Sagrada Eucaristia era a oração de ação de graças da Igreja primitiva, precedia a consagração do pão e do vinho, posteriormente a palavra foi conferida a toda a celebração da Santa Missa. A Sagrada Eucaristia é o sacramento em que Jesus entrega o Seu Corpo e o Seu Sangue – Ele próprio, por nós, para que também nos entreguemos a Ele em amor e nos unamos a Ele na Sagrada Comunhão. É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até o Seu regresso, confiando assim à Sua Igreja o memorial da Sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.”

TRECHO: “A minha carne é verdadeiramente comida e o meu sangue, verdadeiramente uma bebida‘ (Jo 6, 55). Com efeito, diante destas palavras do Senhor, narra o Evangelho de São João, “muitos dos seus discípulos se retiraram e já não andavam com ele” (Jo 6, 66). O sacramento sequer tinha sido instituído, mas apenas os seus fundamentos já eram pedra de escândalo para os primeiros seguidores de Cristo.

Só a leitura desta passagem evangélica é suficiente para eliminar a hipótese de que Jesus estivesse “falando em parábolas”, como insinuam os protestantes, para sustentar sua heresia. Se Ele tivesse querido usar estas palavras somente em um sentido metafórico, falando do “pão da vida” apenas como um símbolo ou uma representação, Jesus, que conhece os corações humanos, teria se explicado. Vendo que muitos saíam e abandonavam-No, Ele com certeza teria dado outro sentido à sua pregação, explicando que as coisas não eram da forma como eles tinham entendido.

Alguns links sobre os milagres eucarísticos:

 

Reuni-vos no dia do Senhor para a fração do pão e agradecei (celebrai a eucaristia), depois de haverdes confessado vossos pecados, para que vosso sacrifício seja puro.” (Didaqué)

Antífonas do Ó

As Antífonas do Ó são sete antífonas especiais, cantadas no Tempo do Advento, especialmente de 17 a 23 de dezembro antes e depois do Magnificat, na hora canônica das Vésperas. São assim chamadas porque tem início com esse vocativo e foram compostas entre o século VII e o século VIII, sendo um compêndio de cristologia da antiga Igreja, um resumo expressivo do desejo de salvação, tanto de Israel no Antigo Testamento, como da Igreja no Novo Testamento. São orações curtas, dirigidas a Cristo, que resumem o espítito do Advento e do Natal. Expressam a admiração da Igreja diante do mistério de Deus feito Homem, buscando a compreensão cada vez mais profunda de seu mistério e a súplica final urgente: «Vem, não tardes mais!». Todas as sete antífonas são súplicas a Cristo, em cada dia, invocado com um título diferente, um título messiânico tomado do Antigo Testamento.

A reforma litúrgica pós Vaticano II, ao introduzir o vernáculo na liturgia, não esqueceu os textos das Antífonas do Ó, veneráveis pela antiguidade e atribuídos por muitos ao Papa Gregório Magno (+604). Ela os valorizou ainda mais com aclamação ao Evangelho da Missa, além de conservá-los como antífonas do Magnificat. Cada antífona é composta de uma invocação, ligada a um símbolo do Messias, e de uma súplica, introduzida pelo verbo “vir”.

O texto das antífonas do ó

Die 17 Decembris
Sapientia
quæ ex ore Altissimi prodisti,
attingens a fine usque ad finem,
fortiter suaviter disponens omnia:
Veni ad docendum nos viam prudentiae

17 de dezembro
Ó Sabedoria
que saístes da boca do altíssimo
atingindo de uma a outra extremidade
e tudo dispondo com força e suavidade:
Vinde ensinar-nos o caminho da prudência

Die 18 Decembris
Adonai
et Dux domus Israel,
qui Moysi in igne flammæ rubi apparuisti
et ei in Sina legem dedisti:
Veni ad redimendum nos in brachio extento

18 de dezembro
Ó Adonai
guia da casa de Israel,
que aparecestes a Moises na chama do fogo
no meio da sarça ardente e lhe deste a lei no Sinai
Vinde resgatar-nos pelo poder do Vosso braço.

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Compreenda cada momento da Santa Missa

Breve Introdução

“Quando chegou o dia dos Ázimos, em que se matavam os cordeiros para a Páscoa, Jesus mandou Pedro e João, dizendo: ‘Vão, e preparem tudo para comermos a Páscoa’. Eles perguntaram: ‘Onde queres que preparemos’? Jesus respondeu: ‘Quando vocês entrarem na cidade, um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam a ele até sua casa onde ele entrar, e digam ao dono da casa: O Mestre manda dizer: Onde é sala em que eu e os meus discípulos vamos comer a Páscoa? Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma sala grande, arrumada, com almofadas. Preparem tudo aí’. Os discípulos foram, e encontraram tudo como Jesus havia dito. E prepararam a Páscoa”. (Lc 22, 7 – 12)De acordo com a Introdução Geral do Missal Romano, a Igreja sempre considerou como destinado a si esta orientação de Jesus: “Ide e preparai um lugar para a ceia”. Dessa forma ao longo do tempo a Igreja sempre se preocupou com o zelo da dimensão celebrativa, bem como com a formação daqueles que da mesma participam. Embora, em determinados períodos da história isso nem sempre foi possível, devido aos direcionamentos tomados, hoje mais do que nunca é uma realidade constantes em diversas comunidades.
Se até 1962 cabia ao povo apenas assistir a celebração e ser uma mera figura passiva dentro da Igreja, hoje, após o grande evento chamado Concílio Vaticano II a proposta é bem diferente. O Concílio propõe uma participação real e verdadeira para os membros da comunidade. Uma participação que seja ativa, plena e consciente.

Espero, através deste Post, ajudar pessoas a compreenderem melhor como participar e por que participar, conhecendo, acreditando e amando a sagrada liturgia.

Por que ir à missa?

Antes de entregar sua vida por todos nós, Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo e sangue, e os deu de comer e beber. Com isto, Jesus fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.
Assim, pode-se afirmar que Jesus, ao celebrar a Santa Ceia, celebrou a primeira Missa.  Assim, podemos dizer que a Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso para o qual devemos fazer memória.

A Missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Nós não vamos à Missa somente para pedir, mas também para louvar, agradecer e adorar a Deus. A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa. É muita pretensão da parte daquele que quer fazer da reza particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade!

Assim, vamos à Missa para ouvir a Palavra do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas (conversão). O fato de existir pessoas que freqüentam a Missa, mas não praticam a Palavra jamais deve ser motivo de desculpa para nos esquivarmos de ir à Missa; afinal, quem somos nós para julgarmos alguém? Quem deve julgar é Deus! Ao invés de olharmos o que os outros fazem, devemos olhar para o que Cristo faz! É com Ele que devemos nos comparar!

Vamos agora compreender cada momento e simbolos na Santa Missa.

Missa passo-a-passo

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