O Combate Espiritual

Dedicarei esta página para colocar minha tradução, capítulo por capítulo, do livro “O Combate Espiritual” de Lourenço Scupoli. Sendo isso feito a partir da versão francesa, com apoio da versão portuguesa de 1667, que é de complicada leitura. Esta obra é uma preciosidade da espiritualidade da contra-reforma que foi escrita de forma objetiva e oferece conselhos a todos aqueles que não querem perecer no combate pela própria alma. Quem confia em Deus e substitui o egoísmo pela caridade vence; já quem apoia-se nas próprias forças acaba por sucumbir. O leitor tem em mãos um tratado de estratégia cristã para a guerra que todos travamos dentro de nós mesmos contra os vícios e as tentações com as armas da oração e da expiação.

O Combate Espiritual é um clássico da ascética cristã que não ensina a arte da guerra visível e sensível, não fala dos inimigos visíveis e corporais, mas da luta (agon) invisível e interior, que todo cristão se submete a partir do batismo, quando faz os votos a Deus de lutar por Ele, para a glória de Seu divino Nome, até a morte. Fala de inimigos invisíveis e incorpóreos, que são as paixões variadas e concupiscências da carne, e dos demônios malignos que odeiam o homem e nunca cessam de lutar contra nós, dia e noite, como dito por São Paulo:

Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.”
(Ef 6:12)

O livro teve sua primeira edição publicada em 1589, em Veneza, e foi logo seguida de sucessivas traduções e reimpressões que se espalharam pelo mundo.

Sobre este livro, São Francisco de Sales escreveu a Santa Joana Francisca de Chantal: “O Combate Espiritual é o meu livro querido que eu carrego no bolso há 18 anos, e que eu nunca reli sem algo acrescentar-me. Este é um grande livro” . Além disso, comparando Imitação de Cristo e o Combate Espiritual, ele, Doutor da Igreja, chegou à conclusão de que: “idealmente, deve-se ler um e não se esquecer do outro;  Imitação de Cristo é fortemente indicado por sua oração e contemplação, e o Combate pelo olhar da vida ativa e da prática“.

(Segue abaixo os links de cada capítulo do livro, onde será acrescentado um novo link a cada semana! )

Índice

Introdução  Ao Soberano Capitão e Gloriosíssimo Triunfador JESUS CRISTO, filho da Virgem Maria

Capítulo I –  Em que consiste a perfeição cristã; o que é necessário combater para adquiri-la; e as quatro coisas necessárias neste combate

Capítulo II Da desconfiança de si mesmo

Capítulo III Da confiança em Deus

Capítulo IV Como se pode saber se temos desconfiança de si mesmo e a confiança em Deus

Capítulo V  De um erro de muitos, que tem a pusilanimidade por Virtude

Capítulo VI De alguns avisos úteis para adquirir a desconfiança em nós e a confiança em Deus

Capítulo VII Um bom uso dos poderes e primeiramente que se tenha a inteligência em guardar-se da ignorância e da curiosidade

Capítulo VIII Dos obstáculos à justa apreciação das coisas e do modo de ver para as bem conhecer

Capítulo IX – Outra coisa de que tens de fugir o entendimento, para poder bem conhecer

Capítulo X – Do exercício da vontade, e do fim ao qual se hão de dirigir todas as ações, tanto exteriores como interiores

Capítulo XI – De algumas considerações que podem mover nossa vontade a se conformar em tudo ao gosto e prazer divino

Capítulo XII – De diferentes vontades do homem e da guerra que elas fazem entre si, umas contras outras

Capítulo XIII – De alguma maneira é necessário combater a sexualidade, e alguns atos a vontade deve produzir para adquirir os hábitos das virtudes

Capítulo XIV – Da conduta a se ter quando a vontade parece vencida e dominada pelo apetite sensitivo

Capítulo XV – Algumas advertências sobre o modo de se combater, e especialmente contra quem e com qual virtude o combate deve ser feito

Capítulo XVI – De que maneira o soldado de Jesus Cristo deve sair ao campo pela manhã

Capítulo XVII – Da ordem a seguir na luta que temos que fazer contra nossas paixões viciosas

Capítulo XVIII – Do modo de combater os movimentos repentinos das paixões

Capítulo XIX –  Como combater o vicio da sensualidade

Capítulo XX – Dos meios a aprender para combater a negligência

Capítulo XXI – Da maneira de governar os sentidos exteriores e como os fazer servir à contemplação das coisas divinas

Capítulo XXII – Como as coisas exteriores podem nos ajudar a acertar nossos sentidos e a passar à meditação dos mistérios da Vida e da Paixão do Verbo incarnado

Capítulo XXIII – De alguns outros modos com que devemos governar nossos sentidos segundo as diversas circunstâncias que se apresentam

Capítulo XXIV – Da maneira de governar a língua

Capítulo XXV – Que para bem combater os inimigos, o soldado do Cristo deve evitar com todo o esforço possível tudo aquilo que atrapalha a paz de seu coração

Capítulo XXVI – Daquilo que temos a fazer quando nos sentimos feridos

Capítulo XXVII – Como o demônio tem costume de tentar e de seduzir aqueles que desejam seguir à virtude, e aqueles que vivem na escravidão do pecado

Capítulo XXVIII – Da conduta usada pelo demônio contra aqueles que  já tem no cativeiro do pecado

Capítulo XXIX – Dos artifícios que o demônio aplica para manter em seus lugares aqueles que conhecem seu mau estado e procuram sair; e porque nossas boas proposições permanecem frequentemente sem execução

Capítulo XXX – Como o demônio persuade a vários que avançam na via da perfeição

Capítulo XXXI – Dos artifícios que costuma o demônio fazer para nos tirar do caminho da virtude

Capítulo XXXII – Do último assalto do demônio e o artifício no qual ele recorre para fazer da virtude mesma uma ocasião de ruína

Capítulo XXXIII – Alguns avisos para vencer as paixões viciosas e adquirir novas virtudes

Capítulo XXXIV – Que é necessário adquirir as virtudes pouco a pouco, se exercitando gradualmente e sem querer as praticar todas de uma só vez

Capítulo XXXV – Dos meios de adquirir as virtudes, e como devemos nos aplicar à mesma virtude durante um certo espaço de tempo

Capítulo XXXVI – Que o exercício da virtude exige uma aplicação constante

Capítulo XXXVII – Que havendo sempre de caminhar no exercicio das virtudes, não havemos de fugir das ocasiões, que se oferecem para as conseguir

Capítulo XXXVIII – Que devemos buscar as ocasiões de praticar a virtude, e acolher com mais alegria ainda as que trazem consigo mais dificuldades

Capítulo XXXIX – Como podemos aproveitar ocasiões diversas, para o  exercício de uma mesma virtude

Capítulo XL – Do tempo que devemos consagrar ao exercício da cada virtude, e dos sinais do avanço espiritual

Capítulo XLI –  Que não devemos querer ser livres de aflições que exigem paciência; e da maneira de governar todos os nossos desejos para que sejam virtuosos

Capítulo XLII –  Como devemos nos defender dos artifícios do demônio quando ele procura enganar-nos com a indiscrição

Capítulo XLIII –  Quanta força tem em nos a ma inclinação e a instigação do demônio para nos induzir a julgar temerariamente do próximo, e de que maneira devemos resistir a esta tentação

Capítulo XLIV –  Da oração

Capítulo XLV –  O que é a oração mental

Capítulo XLVI –  Da oração que se faz via de meditação

Capítulo XLVII – De uma outra maneira de orar por via de meditação

Capítulo XLVIII –  Modo de orar pela interseção da bem-aventurada Virgem Maria

Capítulo XLIX –  De algumas considerações para que recorramos com fé e confiança à Virgem Maria

Capítulo L –  Como podemos orar e meditar pela proteção e interseção dos anjos e de todos os santos

Capítulo LI – Dos diversos afetos que podemos tirar da Sagrada Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Capítulo LII – Dos frutos que podemos tirar da contemplação de Jesus crucificado, e da imitação de suas virtudes

Capítulo LIII – Do Santíssimo Sacramento da Eucaristia

Capítulo LIV – Da maneira de receber o Santíssimo Sacramento da Eucaristia

Capítulo LV – Como devemos nos preparar à comunhão, se queremos ser levados ao amor de Deus

Capítulo LVI – Da comunhão espiritual

Capítulo LVII – Da ação de graças

Capítulo LVIII – Do oferecimento de si-próprio a Deus

Capítulo LIX – A devoção sensível e a secura espiritual

Capítulo LX – Do exame de consciência

Capítulo LXI – Como devemos perseverar nesta batalha, combatendo sempre até a morte

Capítulo LXII – Do modo de nos preparar contra os inimigos, que nos assaltarão na hora da morte

Capítulo LXIII – Dos quatro assaltos que nos dão os inimigos na hora da morte,  e primeiramente da tentação contra a fé, e da maneira de resistir

Capítulo LXIV – Do assalto da desesperança e da sua defesa

Capítulo LXV – Do assalto da vanglória

Capítulo LXVI – Do assalto das ilusões e das falsas aparências no instante da morte

FONTE:

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