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O fim para o qual fomos criados

O ser humano é criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus Nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o ser humano, para que o ajudem a atingir o fim para que é criado. Donde se segue que ele deve usar das coisas tanto quanto o ajudam a atingir o seu fim, e deve privar-se delas tanto quanto o impedem.

Por isso é necessário fazer-nos indiferentes a todas as coisas criadas, em tudo o que é concedido à liberdade do nosso livre arbítrio, e não lhe está proibido; de tal maneira que, de nossa parte, não queiramos mais saúde que enfermidade, riqueza que pobreza, honra que desonra, vida longa que vida breve, e assim por diante em tudo o mais; mas somente desejemos e escolhamos o que mais nos conduz ao fim para que somos criados.

Fonte: Princípio e fundamento(EE 23) extraído de Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola.

Para obter um roteiro básico dos exercícios espirituais inacianos diários e uma orientação acesse aqui!

Não peças coisa alguma a Deus, senão Deus mesmo. Ama-o, gratuitamente.” (Santo Agostinho)

Conhecendo o caminho a seguir

E os teus ouvidos ouvirão a palavra que esta por detrás de ti, dizendo:
Este é o caminho; ainda nele, sem vos desviardes nem para a direita
nem para a esquerda
.”
(Isaías 30:21)

Oramos por muitas coisas – coisas de que precisamos, coisas que desejamos, se- gurança para a família, misericórdia no dia-a-dia, força em tempos de sofrimen- to. Oramos frequentemente por orientação. Precisamos saber a vontade de Deus porque nela há segurança. Quando vivemos alheios à vontade de Deus, sentimo-nos desprotegidos.

Todos desejamos viver no centro da vontade de Deus; é por isso que não deve- mos seguir uma carreira, mudar de endereço ou fazer qualquer outra alteração importante na vida sem saber se é essa a vontade de Deus. O meio de descobrir é pedir regularmente a Deus que a deixe clara e, então, suplicar que nos guie. Deus lhe responderá e dará paz segundo o seu propósito para sua vida. Como é mara- vilhoso sentir a paz que advém da certeza de estarmos no caminho de Deus. Po- demos confiar que, aconteça o que acontecer, não precisamos nos preocupar porque estamos exatamente onde Deus quer que estejamos.

Não raro deixamos de ouvir essa voz atrás de nós. Em vez disso, ouvimos as vo- zes circundantes; ouvimos nossas preocupações e questões internas; estamos com pressa e, portanto, avançamos pelo caminho e esperamos que tudo se resol- va.


Isaías pronunciou essa promessa sobre a orientação de Deus enquanto descrevia as pessoas se voltando novamente para Deus. Ele acabara de profetizar sobre a compaixão divina ao esperar que ordenassem suas prioridades. Uma vez estabe- lecidas e atraído o coração para a direção certa, a voz de Deus os guiaria.

Ao buscar orientação, procure ouvir a voz de Deus. Ele vai escutá-lo. Reserve alguns momentos para esperar Nele e dar-lhe tempo para responder.

Fonte: A Bíblia da Mulher que Ora.

A Vocação

A palavra “Vocação”, vem do latim “vocare” e quer dizer “chamado”. Cada fiel batizado, é chamado por Nosso Senhor a uma Vocação comum: a Santida- de. A Santidade baseia-se em cumprir os Mandamentos e Propósitos de Deus em nossas vidas, e para ilustrar um pouco mais, coloco uma frase que traduz isto: “Querer e buscar ser Santo, já é ser Santo!

Afinal, o que é Vocação? O que você entende por Vocação?
Desta Vocação comum (à ser Santo), que além de comum, é denominada “funda- mental”, derivam todas as outras, que nada mais são que meios para se atingir, a Santidade. Esta é uma análise superficial da Vocação, e dentro deste tema diga- mos, extenso,podemos  aprofundar mais um pouco.


Para compreender melhor esta Iniciativa Divina (o chamar), temos de ter cla- ro a distinção entre: Vocação Fundamental (ou comum) e a Vocação Específica.

A Vocação Fundamental baseia-se no chamado comum a todo batizado, o chamado a ser cristão, a ser Igreja, a buscar a Santidade, e atingi-la através da Vocação Específica de cada um.

A Vocação Específica, como dito acima, é o meio pelo qual Nosso Senhor nos chama  a atingirmos  a  Santidade.  Reiterando  o  que  foi dito: “A vocação, nada mais é do que o meio dado a nós por  Nosso  Senhor,  para  atingirmos  a Santida- de”. Por muitos Séculos, predominou um pensamento na Igreja de que apenas, e unica- mente os  chamados  ao  Sacerdócio, e a  Vida  Religiosa se  salvariam.  O Concílio do Vaticano  II nos diz que:

“Por vocação própria, compete aos leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em toda e qualquer ocupação e atividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência. São chamados por Deus para que, aí, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, concorram para a santificação do mundo a partir de den- tro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, antes de mais pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e carida- de. Portanto, a eles compete especialmente, iluminar e ordenar de tal modo as realidades temporais, a que estão estreitamente ligados, que elas sejam sempre feitas segundo Cristo e progridam e glorifiquem o Criador e Redentor.”(LG 31 )

Pois bem, enumero abaixo as ramificações da Vocação Específica:

Vocação Laical – Esta Vocação ocupa um local central na Igreja. Os Cristãos leigos são chamados, de maneira especial, a ser Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt5,13-16). De estar no mundo, e dentro dele ser a diferença. Muitas vezes não é necessário Evangelizar com palavras, mas sim com atos, gestos, ações, estas que ao serem atos, ações virtuosas denunciam e “incomodam” aquelas que estão fora da Virtude. “A Luz é um grande incômodo para as Trevas”,  assim como o homem virtuoso, é para o desvirtuado. “O ato virtuoso denuncia e en- vergonha o ato desvirtuado”. O Cristão leigo é chamado, dentro de sua realidade própria a ser esta diferença, este tempero, esta luz no meio das trevas do mundo.

Pois bem, voltando mais ao tema principal, os Cristãos Leigos são chamados aci- ma de tudo a Continuar lendo