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Sexo antes do casamento

No vídeo abaixo, o iluminado Padre Paulo Ricardo nos esclarece o porquê da castidade, como é possível mantê-la e como, em geral, nós cristãos fazemos para fugir do pecado.

Para viver a castidade é preciso que o cristão creia que é possível odiar o pecado e buscar a santidade.

A relação sexual fora do matrimônio é uma mentira, pois existe uma contraposição entre o que o corpo expressa e o que a alma experimenta: o corpo insinua uma entrega total; a alma revela a falta de compromisso entre as partes.

Aceitar que é possível, com a ajuda de Deus, sair do pecado e viver da miseri- córdia é o caminho para o cristão ser vencedor: não fazer do pecado um projeto de vida, eis o caminho para se aproximar da comunhão.

Odeie o seu pecado com seu coração e
viva da  misericórdia de Deus!

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.
(Salmo 51: 10)

Cura da afetividade e sexualidade – Eliana Ribeiro

A Bíblia nos conta que Tobit, pai de Tobias, pediu a seu filho para que fizesse uma viagem a uma terra muito distante e, para isso, pediu que ele procurasse alguém para acompanhá-lo. Foi quando Deus, na sua bondade, providenciou um companheiro que, mais tarde, iria se revelar: era o próprio Arcanjo Rafael.

Foi Rafael quem conduziu Tobias até a casa de Raguel, pai de Sara, com quem Tobias se casou. O livro de Tobias tem apenas 14 capítulos e vale a pena conferirmos toda a his- tória. Já deixo aqui o convite. Quem já leu, sabe que Sara foi atormentada por um espírito chamado Asmodeu (se- parador de casais)e por isso ela nunca conseguiu con- sumar o matrimônio, pois em todas as tentativas, este espírito matava aquele que seria seu fututo esposo. Meditando esta história que relata uma linda intervenção de Deus, o que eu que- ro destacar, é exatamente a presença do anjo Rafael, conhecido como o anjo da cura e a importância fundamental que ele teve na vida de Sara e Tobias.

O Senhor nos quer totalmente curados e libertos para vivermos rela- cionamentos afetivos e sexuais que agradem o seu coração e não co- mo nós temos visto por aí: pessoas se envolvendo sem nenhum compromisso, não respeitando mais a castidade, vivendo numa depravação total.

Assim como Deus ouviu a prece de Tobias e depois o grande clamor de Sara con- cedendo-lhe a libertação daquele espírito, hoje  de  maneira  muito especial ele quer restaurar a nossa afetividade e a nossa sexualidade. O Senhor operou esse milagre na minha vida e eu quero testemunhar aqui que é pos- sível essa graça acontecer na sua também.

Na adolescência, devido às carências da minha história acabei me envolvendo com muitos “falsos amigos” e fui buscar os prazeres que o mundo oferece para preencher o vazio que havia em mim. Consequentemente vivi muitos namoros desregrados e me machuquei bastante na minha sexualidade.

Quando Deus entrou de cheio na minha história, depois de quase ter morri- do por causa das consequências de todas as coisas erradas que eu fa- zia, precisei tomar uma atitute bem radical no que diz respeito à minha sexuali- dade.

Quem passou por isso, sabe que depois de ter vivido tudo com tanta intensidade, o quanto é difícil lutar contra os desejos carnais porque o corpo cria aquela de- pendência do sexo. Comecei então a me mortificar e a fazer penitências.Precisa- va evitar todas as ocasiões de queda; era consciente das minhas fraquezas. Além das penitências, buscava sempre a confissão e me aproximava mais e mais de Deus. Aos poucos, com esses sacrifícios, Deus foi fazendo toda a libertação necessária e com a graça dele passei dos meus 16 anos até vir para a Canção No- va sempre lutando muito para viver a castidade e depois de um anos aqui, na fi- delidade do Senhor, ele também colocou um anjo na minha vida.

Assim como São Rafael conduziu Tobias à Sara, o próprio Deus enviou a mim, o Fábio que hoje é meu esposo. Ele como Tobias, sempre teve uma vida íntegra e nunca viveu relacionamentos desregrados na sexualidade. E como Tobias foi o instrumento de cura na vida de Sara o Fábio foi e tem sido na minha.

Seja qual for a sua história, independente de você ser homem ou mulher, ter se ferido ou não, hoje o Senhor quer te levar a uma experiência de restauração. Es- teja atento (a) aos anjos que Deus coloca no seu caminho e não te- nha medo de buscar ajuda, de se abrir.

Confia no Senhor e ele tudo fará!

Fonte: Blog Canção Nova.

Fuga das ocasiões de pecado: um dos mais graves deveres da vida espiritual

I. Da obrigação de evitar as ocasiões perigosas

Um sem número de cristãos se perde por não querer evitar as ocasiões de peca- do. Quantas almas lá no inferno não se lastimam e queixam: Infeliz de mim! Se tivesse evitado aquela ocasião, não estaria agora condenado por toda a eter- nidade!

Falando aqui da ocasião de pecado, temos em vista a ocasião próxima, pois de- ve-se distinguir entre ocasiões próximas e remotas. Ocasião remota é a que se nos depara em toda a parte e que raramente arrasta o homem ao pecado. Oca- sião próxima é a que, por sua natureza, regularmente induz ao pecado.Por exem- plo, achar-se-ia em ocasião próxima um jovem que muitas vezes e sem necessi- dade se entretêm com pessoas levianas de outro sexo.Ocasião próxima para uma certa pessoa é também aquela que já a arrastou muitas vezes ao pecado. Algumas ocasiões consideradas em si não são próximas, mas tornam-se tais,contudo, para uma determinada pessoa que, achando-se em semelhantes circunstâncias, já caiu muitas vezes em pecado em razão de suas más inclinações e hábitos. Portanto, o perigo não é igual nem o mesmo para todos.

O Espírito Santo diz: ‘Quem ama o perigo nele perecerá‘ (Ecli 3, 27). Se- gundo S. Tomás, a razão disso é que Deus nos abandona no perigo quando a ele nos expomos deliberadamente ou dele não nos afastamos. São Bernardino de Siena diz que dentre todos os conselhos de Jesus Cristo, o mais importante e como que a base de toda a religião, é aquele pelo qual nos recomen- da a fuga da ocasião de pecado.

Se fores, pois, tentado, e especialmente se te achares em ocasião próxima, acau- tela-te para não te deixares seduzir pelo tentador. O demônio deseja que se entretenha com a tentação, porque então torna-se-lhe fácil a vitória. Deves, porém, fugir sem demora, invocar os santos nomes de Jesus e Maria, sem prestar atenção, nem sequer por um instante, ao inimigo que te tenta. S. Pedro nos afirma que o demônio rodeia cada alma para ver se a pode tragar: ‘Vosso ad- versário, o demônio, vos rodeia como um leão que ruge,procurando a quem de- vorar‘ (I Ped 5, 8). São Cipriano, explicando essas palavras, diz que o demônio espreita uma porta por onde possa entrar na alma; logo que se oferece uma ocasião perigosa, diz consigo mesmo: ‘eis a porta pela qual poderei entrar‘, e imediatamente sugere a tentação. Se então a alma se mostrar indolente para fu- gir da tentação, cairá seguramente, em especial se se tratar de um pecado impu- ro.É a razão por que ao demônio mais desagradam os propósitos de fugirmos das ocasiões de pecado, que as promessas de nunca mais ofendermos a Deus, porque as ocasiões não evitadas tornam-se como uma faixa que nos venda os olhos para não vermos as verdades eternas, as ilustrações divinas e as promessas feitas a Deus.

Quem estiver, porém, enredado em pecado contra a castidade, deverá, para o futuro, evitar não só a ocasião próxima, mas também a remota, enquanto possível, porque em tal se sentirá muito fraco para resistir. Não nos deixemos enganar pelo pretexto da ocasião ser necessária, como Continuar lendo

Testemunho de Crystalina Evert – castidade e amor

O que é a castidade?