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Santificado seja o Vosso Nome

Este é o primeiro pedido, no qual pedimos que o nome de Deus seja manifestado em nós e por nós proclamado. Ora, o nome de Deus é antes de tudo, admirável, porque em todas as criaturas opera obras maravilhosas. O Senhor declara no Evangelho (Mc 16,17): Em meu nome, expulsarão os demônios, falarão novas línguas, e se beberem algum veneno mortal, este não lhes fará mal algum.

Em segundo lugar, o nome de Deus é amável. «Não existe debaixo do céu, diz São Pedro (At 4, 12) nenhum outro nome, entre os que foram dados aos homens, que possa salvar-nos». E a salvação deve ser buscada por todos. Santo Inácio dá-nos o exemplo do quanto devemos amar o nome de Cristo. Quando o imperador Trajano exigiu que ele negasse o nome de Cristo, Santo Inácio respondeu: «Não podereis arrancá-lo de minha boca». O tirano ameaçou cortar-lhe a cabeça e assim tirar o nome de Cristo de seus lábios; replicou o bem-aventurado: «Não o arrancarás jamais de meu coração, pois é lá que está gravado, por isto não posso deixar de invocá-lo». Ouvindo estas palavras, Trajano, desejoso de verificar-lhes a exatidão, mandou cortar a cabeça do servidor de Deus e extrair-lhe o coração. E no coração encontrou gravado, com letras de ouro o nome de Cristo. O santo possuía este nome como um selo em seu coracão.

Em terceiro lugar, o nome de Deus é venerável. O Apóstolo afirma (Fp 2, 10): Que ao nome de Jesus se dobrem todo joelho no céu, na terra e nos infernos; no céu, no mundo dos anjos e bem-aventurados; na terra, tanto os homens, que querem a glória celeste, como os que, por temerem o castigo, buscam evitá-lo; nos infernos, no mundo dos danados, que estes se prostrem com temor diante de Jesus Cristo.

Em quarto lugar, o nome de Deus é inexprimível, no sentido de que nenhuma língua é capaz de exprimir toda a sua riqueza. Tenta-se, no entanto, explicá-la pelas criaturas. Assim, dá-se a Deus o nome de rochedo, por causa de sua firmeza. E notemos que se o Senhor deu a Simão, futuro fundamento da Igreja, o nome de Pedra (Mc 3, 16) foi precisamente porque sua fé, na divindade de Jesus, (cf. Mt 16, 18) devia fazê-lo participar de sua firmeza divina.

Designa-se Deus também pelo nome de fogo, em razão de sua virtude purificadora. Assim como o fogo purifica os metais, Deus purifica o coração dos pecadores. Assim está no Deuteronômio (4, 24): Vosso Deus é um fogo que consome.

Deus é também chamado luz, por causa de sua capacidade de iluminar. Como a luz ilumina as trevas, Deus ilumina as trevas do espírito. O Salmista, em sua oração, diz ao Senhor (18, 28): Meu Deus, iluminai as minhas trevas.

Pedimos então que este nome seja manifestado, conhecido e tido por santo.

A palavra santo tem três significações:

1) Primeiramente, santo que dizer firme, sólido, inabalável. Assim, todos os Bem-aventurados que habitam os céus são chamados santos, porque se tornaram, pela felicidade eterna, inabaláveis. Neste sentido não há santos neste mundo, porque os homens estão, aqui, em Continuar lendo

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Confie seu futuro a Deus

Deus tem tantas coisas para nós, que mal conseguimos imaginar. Procuramos migalhas sob a mesa, enquanto Ele preparou uma festa para nós no salão de ban- quetes real. Duvidamos de que Ele se lembre de quem somos, e Ele nos tem cha- mado pelo nome. Esperamos que note nossas dificuldades, e Ele espera que lhe tomemos a mão. Vemo-nos no escuro por cometer um erro, e Ele nos vê na luz por termos feito algo certo. Não identificamos as respostas às orações, e Ele se move poderosamente diante de nosso pedido. Temos dificuldades em confiar- lhe plenamente o futuro, e Ele nos reserva um futuro melhor que aquele que al- mejamos.

As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.”
(1Co 2:9)

Preocupamo-nos demasiadamente com o futuro porque jamais poderemos ter completa certeza a respeito dele. Um único incidente pode mudar nossa vida. Para o melhor é o que esperamos; para o pior, o que tememos. Quando o ques- tionamos, o Senhor algumas vezes nos revela coisas específicas. Na maior parte do tempo, porém, Ele só nos revela a certeza de que nosso futuro esta seguro em suas mãos. Mostra-nos que temos um futuro, e este simples conhecimento nos deve ser suficiente.

Você tem um grande futuro, e ele será alcançado à medida que se afastar de seu passado e andar passo a passo com Deus, conforme Ele se revelar a você no pre- sente.

Assim como você não deve viver no passado, resista também ao impulso de vi- ver no futuro. Coloque-o nas mãos de Deus, confiando em que Ele nunca reterá o que tiver de bom para você. Deixe de preocupar-se com o assunto. Se, porém, não conseguir, não significa que uma trombeta vai tocar anunciando que você é espiritualmente imaturo. Deus não lhe pede que seja perfeito, mas que lhe per- mita ser perfeito em você. Deus não lhe pede que tenha todo seu futuro calcula- do, mas que apenas confie que Ele o planejou. Pensar demais no futuro pode im- pedi-la de viver plenamente a vida que Deus lhe concede hoje.

Isso não significa que você não possa traçar alvos, mas algumas pessoas possu- em alvos tão firmes que sacrificam tudo para alcançá-los, até mesmo a família e Deus. Em lugar de permitir que o alvo venha de Deus, o alvo em si transforma-se num deus.

Siga-o, apenas, todos os dias pelo caminho estreito e você será livre. Livre para confiar Nele a cada passo. Livre para ser tudo o que Ele o fez para ser. Livre para fazer o que Ele o chamou para realizar. Livre para desfrutar tudo o que Ele tem para você. Então vai caminhar em profundidade de amor, paz, realização e ale- gria como nunca julgou possível.

Você não precisa ter toda sua vida calculada; só precisa dar um passo de cada vez, com Deus. Sempre que colocar sua mão na Dele, saberá que possui sólido domínio sobre seu futuro.

Fonte: A Bíblia da Mulher que Ora.

A imagem que temos de Deus corresponde ao que Ele é?

Nunca podemos parar simplesmente no que ouvimos falar; precisamos de uma fonte segura que nos garanta a autenticidade dos fatos. Com certeza, já escuta- mos muitas pessoas falarem de sua experiência com Deus, mas isso é único para cada um; não podemos parar na vivência dos outros, ao contrário, precisamos fazer a nossa.

O salmista nos convida hoje a esta experiência:

Provai e vede como o Senhor é bom
(Sl 33,9)

Deus é simples e vem sempre ao nosso encontro, quando, de fato, invocamos a Sua presença, desejosos de conhecê-Lo verdadeiramente. Ele se revela e se dá a conhecer como realmente é e não como O imaginamos ou ouvimos falar.

Façamos esta pergunta hoje ao longo de todo o dia: A imagem que tenho de Deus corresponde ao que Ele é?

Senhor, nós queremos conhecer-Te verdadeiramente.

Jesus, eu confio em Vós!

Fonte: Luzia Santiago

Caminhos de acesso ao conhecimento de Deus

Criado à imagem de Deus, chamado a conhecer e a amar a Deus, o homem que procura Deus descobre certos «caminhos» de acesso ao conhecimento de Deus. Também se lhes chama «provas da existência de Deus» – não no sentido das provas que as ciências naturais indagam mas no de «argumentos convergentes e convincentes» que permitem chegar a verdadeiras certezas.

Estes «caminhos» para atingir Deus têm como ponto de partida a criação: o mundo material e a pessoa humana.

O mundo: A partir do movimento e do devir, da contingência, da ordem e da beleza do mundo, pode chegar-se ao conhecimento de Deus: como origem e fim do universo.

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Qual é o desejo de Deus para nós?

O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura sem descanso:

«A razão mais sublime da dignidade humana consiste na sua vocação à comunhão com Deus. Desde o começo da sua existência, o homem é convidado a dialogar com Deus: pois se existe, é só porque, criado por Deus por amor, é por Ele, e por amor, constantemente conservado: nem pode viver plenamente segundo a verdade, se não reconhecer livremente esse amor e não se entregar ao seu Criador».

De muitos modos, na sua história e até hoje, os homens exprimiram a sua busca de Deus em crenças e compor-tamentos religiosos (orações, sacrifí- cios, cultos, meditações, etc.).
Apesar das ambiguidades de que podem enfermar, estas formas de expressão são tão universais que bem podemos chamar ao homem um ser religioso:

Deus «criou de um só homem todo o gênero humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente por O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos» (Act 17, 26-28).

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