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Desejo de felicidade

As bem-aventuranças estão no coração da pregação de Jesus. O seu anúncio retorna as promessas feitas ao povo eleito, desde Abraão. A pregação de Jesus completa-as, ordenando-as, não já somente à felicidade resultante da posse duma tema, mas ao Reino dos céus:

«Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a tema.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça,
porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal de vós. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa.»
(Mt 5, 3-12)

As bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade. Este desejo é de origem divina; Deus pô-lo no coração do homem para o atrair a Si, o único que o pode satisfazer:

«Todos nós, sem dúvida, queremos viver felizes, e não há entre os homens quem não dê o seu assentimento a esta afirmação, mesmo antes de ela ser plenamente enunciada.»
(Santo Agostinho, De moribus Ecclesiae catholicae)

«Como é então, Senhor, que eu Te procuro? De facto, quando Te procuro, ó meu Deus, é a vida feliz que eu procuro. Faz com que Te procure, para que a minha alma viva! Porque tal como o meu corpo vive da minha alma,
assim a minha alma vive de Ti.»
(Santo Agostinho, Confissões)

«Só Deus sacia.»
(São Tomás de Aquino, In Symbolum Apostolarum scilicet
«Credo in Deum», expositio, c.15: Opera omnia, v. 27)

As bem-aventuranças descobrem a meta da existência humana, o fim último dos atos humanos: Deus chama-nos à sua própria felicidade. Esta vocação dirige-se a cada um, pessoalmente, mas também ao conjunto da Igreja, povo novo constituído por aqueles que acolheram a promessa e dela vivem na fé.

A bem-aventurança prometida coloca-nos perante as opções morais decisivas. Convida-nos a purificar o nosso coração dos seus maus instintos e a procurar o amor de Deus acima de tudo. E ensina-nos que a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem-estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, como as ciên- cias, as técnicas e as artes, nem em qualquer criatura, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor:

«A riqueza á a grande divindade deste tempo: é a ela que a multidão, toda a massa dos homens, presta instintiva homenagem. Mede-se a felicidade pela fortuna, como pela fortuna se mede a honorabilidade […] Tudo provém desta convicção: com a riqueza, tudo se pode. A riqueza é, pois, um dos ídolos actuais: outro, é a notoriedade. […] A notoriedade, o fato de se ser conhecido e de dar brado no mundo (a que poderia chamar-se fama de imprensa), acabou por ser considerada como um bem em si mesma, um bem soberano, objeto, até, de verdadeira veneração.»
(Johannes Henricus Newman, Discourses addressed to Mixed Congregations)

O decálogo, o sermão da montanha e a catequese apostólica descrevem-nos os caminhos que conduzem ao Reino dos céus. Por eles avançamos, passo a passo, pelos actos de cada dia, amparados pela graça do Espírito Santo. Fecun- dados pela Palavra de Cristo, pouco a pouco, damos frutos na Igreja para a glória de Deus (Cf. parábola do semeador: Mt 13, 3-23).

Fonte: Catecismo da Igreja Católica

Somente com Jesus seremos plenamente felizes

A Palavra meditada hoje:

Assim como acolhestes o Cristo Jesus, o Senhor, assim continuai caminhando com ele. Continuai enraizados nele, edificados sobre ele, firmes na fé tal qual vos foi ensinada, transbordando em ação de graças.”
(Colossenses 2 : 6-7)

A Palavra meditada hoje foi escrita por nosso Papa Bento XVI aos jovens e à Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Ela dá uma ordem para todos que aco- lheram e aceitaram Jesus Cristo. A ordem permanente é para nós caminharmos, nos enraizarmos e nos edificarmos em Cristo, assim como nos foi ensinado, de maneira que transbordemos essa bênção em ação de graças.

Somos convidamos a refletir sobre as nossas raízes, sobre a nossa formação espiritual e pessoal, sobre as nossas essências e nos questionar sobre quais são as raízes da nossa fé.

Somente uma pessoa que se enraizou em Cristo está fortalecida para enfrentar as diversidades do dia a dia, pois as raízes possuem o papel principal de nutrir a árvore com os alimentos necessários para que esta cresça e se torne frutífera.

O amor, a força e a graça de Cristo nos revigoram e alimentam a nossa alma. E esses alimentos nos impulsionam a seguir, mesmo diante das dificuldades. Assim como nosso Papa Bento XVI disse, ao ser entrevistado quando sucedeu o pontificado de João Paulo II, que suas raízes estavam lançadas em Cristo, nós também devemos assumir isso como uma ordem a fim de nutrir nossa alma com os alimentos necessários.

Sempre precisamos deixar algo para buscar algo maior ainda. Cada passo que você dá, o ajuda a tomar consciência de que somente Aquele que o chamou vai capacitá-lo.

Enquanto o mundo nega Cristo e tenta nos fazer acreditar nessa inverdade, nós devemos, neste momento, dizer que nossas raízes estão em Cristo e que nenhu- ma tribulação vai nos arrancar do solo, pois estamos fortalecidos n’Ele para su- perar essas dificuldades.

Reconheça as suas fraquezas e peça ajuda Àquele a quem nada é impossível, Jesus Cristo. Queira caminhar junto do Senhor, aceite-O como o alimento necessário para a sua alma, entregue a sua felicidade a Ele, pois somente com Ele você será plenamente feliz.

Mensagem de Adriano Gonçalves no programa “Sorrindo pra Vida“, da TV Canção Nova, desta terça-feira, dia 9 de agosto de 2011.

Deixa tuas redes, deixa teu lar.
Deixa teus campos, deixa por mim.
Meu operário eu te farei, irmão e amigo eu te serei.
Eis-me Senhor, tudo deixei por Ti Senhor.
Senhor meu amigo, assim lado a lado
eu caminho, confiante onde fores eu vou.
Senhor não pergunto pra onde me levas,
se Tu queres eu quero, se Tu fores eu vou. (2x)

Santo Agostinho: a verdade e a felicidade residem em Deus.

Texto extraido do site: http://www.consciencia.org/
Escrito por: Miguel Duclós

Este texto procura elucidar brevemente os pontos do pensamento agostiniano que são necessários para poder compreender porque, para este autor, o homem pode conhecer apenas pela graça divina, mas tem o dever moral de preparar sua alma e seu corpo para receber esta luz e de fazer bom uso do livre-arbítrio. Procurei fazer associações despretensiosas com outros traços da cultura anterior a sua época, como a mitologia helênica.

No Livro VII de Confissões e no diálogo O Livre Arbítrio , Agostinho argumenta especificamente sobre o problema do mal. Tem ele o mal como algo presente, e nos primeiros livros das Confissões , identifica-o em sua infância e na sua juventude libertina, ocorridas antes do episódio de agosto de 386 que o levou à conversão, (1) e antes de sua convivência com Santo Ambrósio, que o batizou e a quem chama de agente de Deus.

Sendo Deus eterno e imutável, autor de coisas muito boas, qual é, então, a origem do mal? Agostinho sabe, quando isto pergunta, que a origem do mal é tradicionalmente explicada pela Igreja Católica com a queda do Arcanjo Lúcifer. Embora as referências Bíblicas ao Maligno como ex-Arcanjo sejam escassas, e o próprio nome Lúcifer (formado a partir do latim lux ) e a hierarquia angelical tenham sido forjadas com o decorrer da Idade Média, ainda assim encontramos algumas passagens bíblicas que ilustram bem este tema daqueles que querem ser como Deus e por isso são punidos. Alguns exemplos estão no Velho Testamento, em Isaías 14:

“12 Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! como foste lançado por terra, tu que debilitava as nações!
13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei meu trono, e no monte da congregação me assentarei, da banda dos lados do norte.
14 Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
15 E contudo levado será ao inferno, ao mais profundo do abismo. ” (2)

Ou no Novo Testamento, no Apocalipse segundo São João, no capítulo 12, onde há uma mulher, possivelmente virgem Maria, que dá à Luz um varão “que há de reger todas as nações com vara de ferro” e é tentada pelo Dragão da maldade, que após isso tem de enfrentar as tropas celestiais:

“7 E houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhava o dragão e seus anjos.
Mas não prevaleceu, nem mais o seu lugar se achou nos céus.
E foi precipitado o grande Dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.

Satanás na terra tenta os homens, mas o Apocalipse prossegue explicando que é vencido pelo poder do Cordeiro, o Jesus Cristo.

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