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Quinta-feira Santa

Depois de cantar esse especial hino de louvor escrito por Santo Tomas de Aquino, medite a passagem São João 17, onde Nosso Senhor numa oração ao Pai nos revela seu grande amor por nós.

Pange lingua gloriosi corporis mysterium, sanguinisque pretiosi,
Canta, ó língua, o mistério 
deste Corpo glorioso, e do Sangue precioso

quem in mundi pretium fructus ventris generosi, Rex effudit gentium.
derramado sobre o mundo, fruto de ventre fecundo, Rei de todas as nações

Nobis datus, nobis natus ex intacta Virgine et in mundo conversatus,
Foi-nos dado e nasceu para nós da Virgem pura e nesta terra, Ele desceu,

sparso verbi semine, sui moras incolatus miro clausit ordine.
semeou sua Palavra, cumprindo aqui o seu tempo, grande sinal nos deixou.

In supremae nocte cenae recum bens cum fratribus, observata lege plene
Na noite santa da Ceia, com os irmãos, reunido, observando todo o rito,

cibis in legalibus, cibum turbae duodenae se dat suis manibus.
daquilo que é prescrito, por suas mãos, em alimento, aos doze, se entregou.

Verbum caro, panem verum verbo carnem efficit, 
O Verbo encarnado torna pelo seu Verbo, pão e vinho,

fitque sanguis Christi merum, et si sensus deficit
no seu Corpo e no seu Sangue, para além do entendimento,

ad firmandum cor sincerum sola fides sufficit.
do sincero coração a fé é o suficiente.

Tantum ergo Sacramentum veneremur cernui;
Este grande sacramento, inclinados, adoremos;

et antiquum documentum novo cedat ritui;
os antigos manuscritos dão lugar a novo rito;

praestet fides supplementum sensuum defectui.
Sirva a fé de complemento na fraqueza dos sentidos.

Genitori, Genitoque laus et iubilatio,
Seja dado ao Pai e ao Filho, o louvor, o júbilo,

salus, honor, virtus quoque sit et benedictio:
saudação, honra, virtude assim como a bênção.

procedenti ab utroque compar sit laudatio.
Ao que de ambos procede demos o mesmo louvor.

Amen.
Amem.

Glória, louvor e honra a Ti

São Teodulfo de Orleans (Zaragoza? 750 ‒ Angers, 821) foi um monge beneditino, proposto para bispo de Orleans pelo imperador Carlos Magno em 794.

Quando ainda vivia no mosteiro compôs o hino Gloria laus et honor” ‒ “Glória, louvor e honra a Ti”, que a liturgia católica canta no Domingo de Ramos.

Gloria, laus et honor tibi sit, Rex Christe, Redemptor:
Glória, louvor e honra a ti, ó Cristo Rei, Redentor,
Cui puerile decus prompsit Hosanna pium.
Para Ti o cortejo de crianças canta: “Hosanna”.

Israel es tu Rex, Davidis et inclyta proles: 
Tu és o Rei de Israel, Tu és o nobre filho de Davi
Nomine qui in Domini, Rex benedicte, venis.
E é em nome do Senhor, Ó rei bendito, que vens!

Gloria, laus et honor …
Glória, louvor e honra …

Coetus in excelsis te laudat caelicus omnis,
O Coro Celeste inteiro louva-Te nas alturas
Et mortalis homo, et cuncta creata simul.
Bem como o homem mortal, e toda a criação.

Gloria, laus et honor …
Glória, louvor e honra …

Plebs Hebraea tibi cum palmis obvia venit:
Com palmas o povo hebreu vêm ao teu encontro
cum prece, voto, hymnis, adsumus ecce tibi.
Com preces, votos, hinos, nós vimos também a ti!

Gloria, laus et honor …
Glória, louvor e honra …

Hi tibi passuro solvebant munia laudis;
A ti que ias sofrer, pagavam-te com louvores;
Nos tibi regnanti pangimus ecce melos
A ti que agora reinas, cantamos os nossos cantos.

Gloria, laus et honor …
Glória, louvor e honra …

Hi placuere tibi, placeat devotio nostra:
Como outrora te agradaram, assim também te agrademos,
Rex bone, Rex clemens, cui bona cuncta placent.
Rei bom, ó Rei clemente, que em tudo bem se compraz!

Gloria, laus et honor …
Glória, louvor e honra …

O hino tem um caráter de louvor e, ao mesmo tempo, reflete certa tristeza no dia glorioso em que Nosso Senhor ingressa triunfalmente em Jerusalém para acabar sendo crucificado e assim redimir o gênero humano.

A entrada de Jesus em Jerusalém patenteia quanto o povo O apreciava incompletamente. Humildemente sentado num burrico, Ele atravessava aquele povo, impulsionando todos ao amor de Deus.

Em geral, as pinturas e gravuras O apresentam olhando pesaroso e quase severo para a multidão.

Para Ele, o interior das almas não oferecia segredo. Ele percebia a insuficiência e a precariedade daquela ovação. E tudo isso se constatou no momento de sua Paixão, onde poucos se mantiveram junto Dele.

Ouça a Homilia do Padre Paulo Ricardo para esse Domingo de Ramos clicando aqui ou leia a Homilia do Papa Bento XVI aqui, e entenderá o verdadeiro sentido deste domingo! 😉

«Em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de arbustos que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu vigor, prostremo-nos nós mesmos aos pés de Cristo, revestidos da sua graça, ou melhor, revestidos d’Ele mesmo (…); sejamos como mantos estendidos a seus pés (…), para oferecermos ao vencedor da morte não já ramos de palmeira, mas os troféus da sua vitória. Agitando os ramos espirituais da alma, aclamemo-Lo todos os dias, juntamente com as crianças, dizendo estas santas palavras: “Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel”»
(Santo André, Bispo de Creta)

O fim para o qual fomos criados

O ser humano é criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus Nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma; e as outras coisas sobre a face da terra são criadas para o ser humano, para que o ajudem a atingir o fim para que é criado. Donde se segue que ele deve usar das coisas tanto quanto o ajudam a atingir o seu fim, e deve privar-se delas tanto quanto o impedem.

Por isso é necessário fazer-nos indiferentes a todas as coisas criadas, em tudo o que é concedido à liberdade do nosso livre arbítrio, e não lhe está proibido; de tal maneira que, de nossa parte, não queiramos mais saúde que enfermidade, riqueza que pobreza, honra que desonra, vida longa que vida breve, e assim por diante em tudo o mais; mas somente desejemos e escolhamos o que mais nos conduz ao fim para que somos criados.

Fonte: Princípio e fundamento(EE 23) extraído de Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola.

Para obter um roteiro básico dos exercícios espirituais inacianos diários e uma orientação acesse aqui!

Não peças coisa alguma a Deus, senão Deus mesmo. Ama-o, gratuitamente.” (Santo Agostinho)

Nós te adoramos, Ô Pai!

Nous T’adorons, Ô Père


Nous T’adorons, Ô Père,

Nós Te adoramos, Ô Pai,

dans Ton temple,

em Seu templo

nous T’adorons

nós Te adoramos

en esprit et en vérité.

em espírito e em verdade.

Tu habites nos louanges,

Tu habitas nossos louvores,

nous T’adorons

nós Te adoramos

en esprit et en vérité.

em espírito e em verdade.

Car un jour près de Toi

Pois um dia perto de Ti

vaut mieux que mille ailleurs,

é melhor que milhares de outros lugares,

je désire habiter dans Ton Temple.

eu desejo habitar em Seu Templo.

Car un jour près de Toi

Pois um dia perto de Ti

vaut mieux que mille ailleurs,

é melhor que milhares de outros lugares,

je désire habiter

eu desejo habitar

dans Ta maison, Seigneur !

em Sua Casa, Senhor!

Letra e música: Corinne Lafitte, 1991.