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Celebrando o nosso nascimento no Calvário

O tema que nos acompanha nestes últimos dias do mês é a Eucaristia. O Concilio Vaticano II diz que a Eucaristia é o cume da vida da Igreja e nós podemos dizer que é a Eucaristia que dá uma forma à vida Cristã.

Meus filhos, sofro novamente como dores do parto,
até que Cristo esteja formado em vocês
”.
(Gal 4, 19)

E isso quer dizer: “Quando eu anunciei-vos o Evangelho e vos fiz conhecer a Jesus, deu-nos a vida, uma vida nova, uma maneira nova de pensar e agir”. Mas com o anúncio do Evangelho não todo terminado. Os cristãos da Galácia, os gálatas, passaram grandes tentações de procurar a própria salvação fora de Cristo: é por isso que Paulo deve constantemente formar neles a existência cristã “até que Cristo esteja formado em vocês”. E isso quer dizer: “até que a vossa vida tenha a forma de Cristo”.

Forma, não é apenas o jeito exterior, mas, sobretudo, o espírito, a interioridade, o pensamento, a maneira de pensar, de escolher.

Se nós somos cristãos, a forma que nós temos que dar à nossa vida é Cristo. É claro que cada um dará esta forma de Cristo a aquilo que ele é. É preciso que a vida que sai das nossas escolhas não seja simplesmente a vida dos caprichos e das preferências, mas que tenha verdadeiramente o carinho de Jesus.

A Eucaristia é isso mesmo porque ela é capaz de dar forma a nossa vida. Se nós aprendemos a viver bem, a entender aquela Missa a qual vocês participam, muito bem, porque aquela Missa dá uma forma cristã aos vossos pensamentos e a vossa vida.

O que nós queremos entender é que: de que maneira e por que, a Missa é capaz de dar uma forma cristã aos nossos pensamentos e as nossas escolhas. E fazemos isso escutando o Novo Testamento.

Durante a refeição, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e deu-lho, dizendo: Tomai, isto é o meu corpo. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e apresentou-lho, e todos dele beberam. E disse-lhes: Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. Em verdade vos digo: já não beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o beberei de novo no Reino de Deus.”
(Mc 14:22-25)

(1) Jesus instituiu a Eucaristia no contexto duma ceia solene. A Eucaristia, nós sabemos disso, é uma palavra grega que quer dizer “rendimento de graças”, “ação de graças”.

Era uma lei para os Hebreus que não se pudesse comer sem render graças a Deus: a oração antes da refeição é uma oração fundamental para os Hebreus. De fato, Jesus fez isso: “Enquanto eles comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção…” esta refeição é exatamente o rendimento de graças que dizia assim:

Bendito seja o Senhor nosso Deus, Rei do Universo, que nos alimenta e isso não por causa das nossas boas obras, que doa a tua bondade sobre nós sem limites, que nos alimenta e o mundo inteiro com a tua bondade, com piedade e dá pão a cada criatura”.

Então aqui tem o reconhecimento que aquilo que se come é dom de Deus, que aquilo que se vive é dom de Deus. A Eucaristia tem antes de tudo este primeiro significado: é no contexto do rendimento de graça a Deus por tudo aquilo que nos dá. De fato, como é que começa a oração Eucarística? “Corações ao alto… Rendamos graças ao Senhor nosso Deus… É verdadeiramente coisa boa e justa…”.

E depois o prefácio nos lembra as motivações para darmos graças a Deus, antes de tudo nós devemos render graças a Deus porque nos doou Jesus Cristo. O que devo fazer quando entro na Missa?

(2) O Evangelho diz que Jesus instituiu a Eucaristia na noite que foi entregue. Foi Deus a entregar seu Filho Jesus nas mãos dos homens.

“Tomem, isto é o meu corpo… Isto é o meu sangue que é derramado em favor de muitos”.

Estas palavras são uma profecia: na última ceia Jesus profetizou a sua própria morte, para ajudar os discípulos a entenderem a sua morte na cruz [Nos Evangelhos, por três vezes Jesus fala da sua paixão]. A ceia derradeira é uma profecia: Jesus na última ceia explicou não só a sua morte, mas o sentido completo dela.

Nós acostumados a dizer que Jesus Cristo morreu pela salvação de todo mundo: isso é certo. Porém se nos colocamos no Calvário, na sexta-feira à tarde, juntos com os judeus o que nós vemos? Três condenados a morte, que morrem do mesmo jeito. O que distinguia, diferenciava a cruz de Cristo das outras?

As outras cruzes se tornam uma desonra, me afastam, provoca nojo. A cruz de Cristo, pelo contrário me atrai, se torna um motivo de esperança para mim. Uma cruz se torna motivo de esperança.

Quando eu for levantado da terra, atrairei todos a mim.”
(Jo 12, 32).

Por que esta cruz, a cruz de Cristo se torna para mim motivo de esperança, glória, consolação?

Se nós na cruz de Jesus vemos Continuar lendo

Os encontros com Deus

Cada manhã, nossos olhos se abrem sobre a vida. Cada manhã, o sopro de Deus nos leva ao mundo para tomar parte em sua obra. É nosso cotidiano habitual, viver com Deus, seguir nosso caminho no reconhecimento de Sua presença, Sua bondade, depositando Nele total confiança.

As solenidades que marcam o mês não mudam em nada isso. A Igreja nos  oferece-as para chamar nossa atenção. É verdade, nosso Deus é Trindade, troca de amor que nos dá a vida. É verdade, nosso Deus se faz pão da vida, força de amor que inflama nossa vida. É verdade, o coração de Cristo transborda de amor pelos homens. É verdade, o Cristo é o Cordeiro que é preciso seguir até à cruz, como testemunhou João Baptista, e Pedro e Paulo, seguindo-o.

Na alegria do dia, no sofrimento que acaba, na solidão que pesa, na cura que abre um futuro, no medo do dia seguinte, na limitação da prisão, Deus está lá! Ele nos dá a vida.

Ele caminha conosco pelo caminho onde nós estamos. Por vezes, Ele nos acompanha com discreção. Freqüentemente, Ele nos toma pela mão no silêncio. Algumas vezes, fazemos pouco caso de Lhe ouvir e de Lhe seguir.

No centro de cada jornada, a oração é um encontro onde Deus nos ouve, infalivelmente. Não O deixemos a nos esperar! Cada manhã, cada noite, na missa, na oração silenciosa ou comunitária, não faltemos ao encontro! Feliz o homem que constrói sua casa sobre Deus, sua rocha.

Escrito por: Bernadette Mélois, editora chefe do Magnificat França.

Belas músicas da Santa Missa

São elas:

  • PODES REINAR

______

  • DEUS ESTÁ AQUI

______

  • ESTÁS ENTRE NÓS

______

  • COMO ÉS LINDO

______

  • QUANDO TEU PAI REVELOU O SEGREDO A MARIA

______

  • TE AMAREI SENHOR

______

Muitas outras músicas… Continuar lendo

Compreenda cada momento da Santa Missa

Breve Introdução

“Quando chegou o dia dos Ázimos, em que se matavam os cordeiros para a Páscoa, Jesus mandou Pedro e João, dizendo: ‘Vão, e preparem tudo para comermos a Páscoa’. Eles perguntaram: ‘Onde queres que preparemos’? Jesus respondeu: ‘Quando vocês entrarem na cidade, um homem carregando um jarro de água virá ao encontro de vocês. Sigam a ele até sua casa onde ele entrar, e digam ao dono da casa: O Mestre manda dizer: Onde é sala em que eu e os meus discípulos vamos comer a Páscoa? Então ele mostrará para vocês, no andar de cima, uma sala grande, arrumada, com almofadas. Preparem tudo aí’. Os discípulos foram, e encontraram tudo como Jesus havia dito. E prepararam a Páscoa”. (Lc 22, 7 – 12)De acordo com a Introdução Geral do Missal Romano, a Igreja sempre considerou como destinado a si esta orientação de Jesus: “Ide e preparai um lugar para a ceia”. Dessa forma ao longo do tempo a Igreja sempre se preocupou com o zelo da dimensão celebrativa, bem como com a formação daqueles que da mesma participam. Embora, em determinados períodos da história isso nem sempre foi possível, devido aos direcionamentos tomados, hoje mais do que nunca é uma realidade constantes em diversas comunidades.
Se até 1962 cabia ao povo apenas assistir a celebração e ser uma mera figura passiva dentro da Igreja, hoje, após o grande evento chamado Concílio Vaticano II a proposta é bem diferente. O Concílio propõe uma participação real e verdadeira para os membros da comunidade. Uma participação que seja ativa, plena e consciente.

Espero, através deste Post, ajudar pessoas a compreenderem melhor como participar e por que participar, conhecendo, acreditando e amando a sagrada liturgia.

Por que ir à missa?

Antes de entregar sua vida por todos nós, Jesus quis deixar para a Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso, antes de começar sua paixão, reunido com seus apóstolos na última ceia, instituiu o sacramento da Eucaristia, convertendo pão e vinho em seu próprio corpo e sangue, e os deu de comer e beber. Com isto, Jesus fez partícipes de seu sacerdócio aos apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória.
Assim, pode-se afirmar que Jesus, ao celebrar a Santa Ceia, celebrou a primeira Missa.  Assim, podemos dizer que a Missa é a renovação do sacrifício reconciliador do Senhor Jesus, mas sem derramamento de sangue, pois agora Jesus Cristo encontra-se em estado glorioso para o qual devemos fazer memória.

A Missa é o culto mais sublime que oferecemos ao Senhor. Nós não vamos à Missa somente para pedir, mas também para louvar, agradecer e adorar a Deus. A desculpa de que rezar em casa é a mesma coisa que ir à missa. É muita pretensão da parte daquele que quer fazer da reza particular algo melhor que a missa, que é celebrada por toda uma comunidade!

Assim, vamos à Missa para ouvir a Palavra do Senhor e saber o que o Pai fala e propõe para a sua família reunida. Não basta ouvir! Devemos pôr em prática a Palavra de Deus e acertarmos nossas vidas (conversão). O fato de existir pessoas que freqüentam a Missa, mas não praticam a Palavra jamais deve ser motivo de desculpa para nos esquivarmos de ir à Missa; afinal, quem somos nós para julgarmos alguém? Quem deve julgar é Deus! Ao invés de olharmos o que os outros fazem, devemos olhar para o que Cristo faz! É com Ele que devemos nos comparar!

Vamos agora compreender cada momento e simbolos na Santa Missa.

Missa passo-a-passo

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