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Eu sei que Tu me sondas…(salmo 139)

  1. SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
  2. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
  3. Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.
  4. Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó SENHOR, tudo conheces.
  5. Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.
  6. Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.
  7. Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
  8. Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.
  9. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
  10. Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.
  11. Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.
  12. Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;
  13. Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.
  14. Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.
  15. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
  16. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.
  17. E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!
  18. Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.
  19. O Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.
  20. Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.
  21. Não odeio eu, ó SENHOR, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?
  22. Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.
  23. Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.
  24. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

O quadro

Um homem havia pintado um lindo quadro. No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo. Compareceram as autoridades do local, fo- tógrafos, jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista. Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro. Houve calo- roso aplauso.

Era uma impressionante figura de Jesus, batendo suavemente à porta de uma ca- sa. A imagem de Cristo parecia real: com o ouvido junto à porta, Ele mostrava querer ouvir se lá dentro alguém respondia.

Houveram discursos e elogios. Todos admiravam aquela obra de arte. Um ob- servador curioso porém, achou uma falha no quadro, a porta não tinha fecha- dura. Foi perguntar ao artista:

Sua porta não tem fechadura! Como é que ela será aberta?

É assim mesmo – respondeu o pintor. – Esta é a porta do coração humano. Só se abre do lado de dentro.

“Quem acha a Deus acha um tesouro precioso, ou antes,
um bem acima de todo o bem.”

O tempo precioso

No final de um dia muito cansativo, Pedro chega em casa, e depois do jantar sen- ta no sofá para ver o noticiário. Sua filhinha de 5 anos, Patrícia,pergunta o quan- to ele ganha por hora.

Indignado com a pergunta e de modo grosseiro ele responde: “Que isso tem a ver com você menina, se nem sua mãe sabe quanto eu ganho?”.

Triste, ela sai de perto de seu pai, que arrependido lhe chama de volta e respon- de: “Papai está cansado hoje, me desculpe querida, eu devo receber uns dez re- ais por hora“. Em seguida, a menina pede: “Papai, o senhor me empresta um
real?”.

Pedro fica muito bravo com o pedido: “Trabalhei o dia todo, estou cansado, e a- gora você vem me pedir um real? Por isso queria saber o quanto eu ganho por hora. Vá para sua cama agora, você está de castigo“.

Chorando, Patrícia vai para seu quarto. Pedro fica com a consciência pesada, e antes de dormir passa no quarto de Patrícia para ver se ela está dormindo. Como ela ainda estava acordada, Pedro pede desculpas e tirando cinco reais do bolso, dá para a menina.

Patrícia contente, pega uma caixa que contém nove reais e diz para o papai:
Aqui estão nove reais e mais cinco, o senhor pode me vender uma hora do seu tempo? Eu pago mais.”

Pais, a que ponto chegamos, não é verdade?

Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens, certos de que recebereis, como recompensa, a herança das mãos do Senhor. Servi a Cristo, Senhor“.

A verdadeira amizade

Na guerra do Vietnã, durante uma emboscada,  vários  homens  morreram  em combate. Um dos soldados pede ao capitão para voltar ao local da emboscada pois o seu melhor amigo estava lá. O capitão lhe respondeu que não, pois já de- veria estar morto, e ele não queria perder mais soldados. O soldado pensou mui- to e tomou uma decisão de ir sozinho resgatar o amigo. Ao executar o resgate o soldado foi ferido, mas carregando seu amigo morto, ambos chegam ao acampa- mento. Quando o capitão vê o soldado com o cadáver, ele fica furioso: “Eu não falei para você não ir, agora não apenas perdi um soldado, mas dois… Valeu a pena me desobedecer e trazer um cadáver?” Porém, o soldado já falecendo, dis- se suas últimas palavras:”Eu faria novamente, pois quando eu cheguei lá, ele es- tava ainda vivo e me disse: “Eu sabia que você não me abandonaria” .

O verdadeiro amigo é aquele que está presente quando, nas tribulações todos vão embora!!!

O Senhor, abençoai aqueles que Vos amam,
que amam aos amigos em Vós e
os inimigos por Vossa causa
.”
(S. Agostinho)

Oração do Zé

No interior de Minas Gerais, vivia um homem que se chamava José. Todos os dias antes de trabalhar na lavoura ele passava na igreja local, entrava, ia ao sa- crário e se ajoelhava. Depois saía para trabalhar.

Todos os dias lá estava ele, fazendo o mesmo ritual, entrava se ajoelhava e ia em- bora. O padre que observava sua atitude, foi perguntar porque rezava tão rápido e a resposta foi imediata: “Eu não sei ler nem escrever. Não conheço as orações que vocês conhecem e muito menos sei falar as palavras bonitas que falam. Eu somente chego aqui em frente, olho para Ele e digo: Jesus, aqui é o Zé.”

E assim se passaram anos e anos até que um dia Zé não apareceu. Depois de uma semana, o padre preocupado procurando saber notícias do Zé, descobriu que ele havia sido atropelado e estava internado no hospital. O padre foi então visitá-lo, mas antes procurou uma enfermeira para saber como ele estava. “O Zé está mui- to bem! O impressionante é que desde que ele chegou aqui todos estão muito fe- lizes e se recuperando mais!”.

O padre entrou em seu quarto e perguntou: “Zé, o que você fez para motivar to- dos aqui ?”. “Eu não fiz nada, é a visita que eu recebo todos os dias.”,respondeu.
O padre sabia que ele não tinha família, amigos ou pessoas que se preocupassem com ele, mas ainda assim perguntou: “Que visita tão maravilhosa é essa?” com um grande sorriso no rosto ele respondeu: “Todos os dias exatamente no horá- rio em que eu ia à igreja, Jesus chega bem perto da minha cama e diz: Zé, aqui é Jesus.”

O homem tem duas asas com que se levanta acima das coisas terrenas,
que são simplicidade e pureza
.”

Fonte: Parábolas que transformam vidas – Padre Marcelo Rossi

O Desconhecido

Um homem sem fé conheceu uma mulher numa boate. Começaram a namorar, e
saíam muito à noite buscando diversão, assim começou este relacionamento. Muitas festas, boates, restaurantes. Desfrutavam de todos os prazeres da carne, mas se descuidavam do espírito. A mãe deste homem era uma mulher de muita fé, e não concordava com a vida que ele levava. Ela sempre rezava pelo seu filho, mas infelizmente não conseguia fazê-lo se aproximar de Deus. Depois de algum tempo, os namorados que se diziam ateus, passaram a viver juntos e tiveram uma filha. A menina foi crescendo sem jamais ouvir falar em Deus. Sua avó fale- ceu e, dessa forma, mais distante ficou a possibilidade dela ter uma indicação religiosa. Quando a menina tinha cinco anos de idade, estavam todos em casa jantando, e ela presenciou uma briga entre seus pais. Depois de muitas agressões e palavrões, o pai sacou uma arma e atirou na mãe, suicidando-se em seguida.
Sem ter mais ninguém que pudesse ser responsável por ela, a menina foi enviada a um lar adotivo. Ela viveu neste lar, até que uma família decidiu adotá-la. Eles
eram pessoas muito religiosas e freqüentavam a Igreja semanalmente. Sua nova mãe, resolveu então levá-la à igreja para que ela começasse a conviver e apren- der sobre as coisas de Deus. Nesse dia a mãe explicou à catequista que a menina jamais havia escutado falar de Jesus, e que por essa razão, tivesse paciência com ela. A catequista pegou uma imagem de Jesus e perguntou a todos: “Alguém sabe quem é Ele?”. A menininha muito rapidamente respondeu: “Eu sei, eu sei, esse é o homem que eu estava segurando em minha mão, na noite em que meus pais morreram…”
Mesmo sendo desconhecido para ela, Jesus a estava protegendo.

Aqueles que têm olhos para ver e ouvidos para ouvir, compreendem o que o Senhor nos mostra…

“Quem acha a Jesus, acha um tesouro precioso, ou antes, um bem acima de todo o bem.”

A Resposta

Agora começo uma série de “Histórias de Fé”, ou seja, “histórias que impressionam, por trazerem uma mensagem de vida, e que nos levam a uma atitude de vida em relação a Deus e aos nossos semelhantes. Elas não só nos emocionam, mas nos interrogam e nos levam a crescer num sentido mais profundo da vida” (Padre Marcelo Rossi). Que estas histórias sejam uma ajuda em sua oração diária e você experimente, em cada uma, o quanto Deus ama você.

Começo com a seguinte:

A RESPOSTA

Numa viagem para sua terra natal, um homem de muita fé e oração, dirigia seu carro quando foi surpreendido por uma enchente. A barragem de uma grande represa havia rompido e o local estava todo alagado. A situação era séria, e ele dirigindo seu carro, subiu num lugar alto. A água continuou subindo, e o lugar onde ele estava abrigado, não seria seguro por muito mais tempo.


Então apareceu um rapaz num caminhão, e o alertou para o perigo de estar ali, oferecendo-se para tirá-lo do local. Para sua surpresa, o homem lhe respondeu: “Muito obrigado, mas eu tenho fé e o meu Deus vai me salvar. Não se preocupe comigo”. Passado algum tempo, já com o local totalmente alagado, passou uma lancha que acenava para que ele saísse do carro, para salvarse. Outra vez, ele disse não necessitar de ajuda, pois era um homem de muita fé, e Deus não iria de- sampará-lo. A água subiu tão rapidamente, que ele teve que refugiar-se no teto do carro, que já começava a ser carregado pela correnteza. Um helicóptero de resgate sobrevoando o lugar, jogou uma bóia amarrada a uma corda, mas ele gri- tou bem alto: “Eu não preciso, eu tenho fé, Deus vai me salvar”! Em pouco tem- po, a enxurrada levou o carro, e o homem de tanta fé morreu afogado. Já no céu, muito triste ele pergunta a Deus porque não foi salvo. “Senhor eu tinha tanta fé, por que me deixou morrer afogado?”. “Meu filho, eu não queria que você mor- resse afogado. Tanto, que tentei salvá-lo três vezes”. – Respondeu Deus para ele. “Três vezes Senhor, como?” – ele perguntou. “Eu enviei um rapaz para alertá-lo, mas você não o ouviu. Depois mandei uma lancha, e você não aceitou ajuda. Por fim mandei um helicóptero de resgate, mas você também recusou a ajuda”.

Quantos de nós estamos surdos e cegos para os sinais de Deus, e não somos capazes de reconhecer quando Deus age através de um irmão!

Fonte: PARÁBOLAS QUE TRANSFORMAM VIDAS (Pd. Marcelo Rossi)