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Ódio ao pecado e não ao pecador

Não alimentes o ódio contra o pecador, porque todos somos culpados. Se, por amor a Deus, tiveres contra ele motivo de censura, lamenta-o. Porque lhe terias tu ódio? É o seu pecado que devemos odiar, e rezar por ele, se quiseres ser como Cristo, que, longe de Se indignar contra os pecadores, rezava por eles: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23,34). […] Qual seria então a razão para odiares o pecador, tu que não passas de um homem? Seria por ele não estar à altura da tua virtude? Mas onde está a tua virtude se te falta a caridade?

Escrito por: Isaac, o Sírio (séc. VII), monge dos arredores de Mossul, santo das Igrejas Ortodoxas,  Sentenças 117, 118

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A ira gera a autodestruição

A ira e o furor são duas coisas execráveis; só o homem pecador os nutre no coração. Aquele que se vinga, sofrerá a vingança do Senhor, que lhe pedirá contas rigorosas dos seus pecados. Perdoa ao teu próximo o mal que te fez, e os teus pecados, se o pedires na tua oração, serão perdoados. Um homem guarda rancor contra outro homem, e pede a Deus que o cure? Não tem com- paixão do seu semelhante, e pede o perdão dos seus pecados? Ele, que é um simples mortal, guarda rancor; quem lhe alcançará o perdão dos seus peca- dos? Lembra-te do teu fim, e deixa-te de inimizades; pensa na corrupção e na morte, e guarda os mandamentos. Lembra-te dos mandamentos, e não te ires contra o próximo, lembra-te da aliança com o Altíssimo, e não faças caso do erro do teu próximo.
(Livro de Eclesiástico 27,30.28,1-7)

A ira é um terreno de autodestruição. Quantas pessoas são tomadas pela ira e destroem a sua vida e de outras pessoas? Esse pecado enche nosso coração de uma raiva profunda, que nos tira a lucidez.

A passagem bíblica que norteia o momento de intercessão está em Mateus 5, 22-23: “Todo aquele que chamar o seu irmão de imbecil já está cometendo o pecado de ira”.

E um dos principais motivos de nossa ira é o pecado alheio contra nós. Como nos incomoda o erro do nosso irmão. E para refletirmos sobre este assunto, temos o Evangelho deste domingo:

Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete…
(Mateus 18:21)

Cristo pede-nos portanto duas coisas: que condenemos os nossos pecados, que perdoemos os dos outros; que façamos a primeira coisa por causa da segunda, a qual nos será então mais fácil, pois aquele que pensa nos seus próprios pecados será menos severo para com o seu companheiro de miséria. E devemos perdoar não por palavras apenas, mas «do fundo do coração», para que contra nós não se vire o ferro com que pensamos bater nos outros. Que mal te pode fazer o teu inimigo, que seja comparável àquele que a ti próprio fazes? […] Se te deixas chegar à indignação e à cólera, serás ferido não pela injúria que ele fez contra ti, mas por esse teu ressentimento. Portanto não digas: «Ele ultrajou-me, caluniou-me, fez-me coisas miseráveis.» Quanto mais disseres que te fez mal, mais mostras, afinal, que te fez bem, pois deu-te ocasião para te purificares dos pecados. Assim, quanto mais ele te ofender, mais te põe em estado de obteres  de Deus o perdão para as tuas faltas. Porque, se nós quisermos, ninguém nos poderá prejudicar; e até os nossos inimigos nos prestarão assim um grande ser- viço […] Considera portanto a vantagem que retiras das injúrias, se as sofreres com humildade e mansidão.

E lembre-se, a melhor maneira de acalmar o coração é por meio da oração. Diga do fundo da sua alma:

Venha desarmar o meu coração, Senhor.
Envia o seu Espírito Santo de mansidão em mim, liberta-me da ira.
Não quero me entregar à ira, mas ao amor de Deus”.

Mentira, um pecado tradicional

Porque as pessoas mentem?

– Por falta de conhecimento, por não está inteirado do assunto
– Para se livrar de alguma situação
– Para se exaltar, para impressionar
– Para conquistar, conseguir, alcançar um alvo
– Para prejudicar, por maldade
– Para encobrir erros
– Por medo
– Por orgulho, por não querer se expor

Existem mentiras inofensivas? Alguma coisa justifica a mentira?

Para responder a estas perguntas precisamos saber o que é mentira.

Mentira: ato de mentir; fraude; engano; erro; ilusão; afirmar coisa que sabe ser contrário à verdade.

Se, segundo o dicionário o sentido da mentira é esse, certamente em qualquer cultura, então, podemos afirmar que não há mentira saudável, inofensiva.

Apesar disso, o que o mundo pensa sobre a mentira? A prática das pessoas é a melhor fonte de pesquisa neste momento. Será que vemos as pessoas preocu- padas em não mentir? Ou será que percebemos alguma indução à mentira, nos programas de televisão, nos lares, nos jogos, nas escolas, etc. Os filhos, comu- mente veem seus pais mentindo, nas mínimas coisas, e isso reflete em tudo. A mentira tem sido um câncer alimentado, e sutilmente tem se tornado natural, comum, necessário, uma tradição de família, da sociedade, das comunidades. Isso é terrível.

Quais as conseqüências da mentira:

– Desastres
– Confusão
– Discórdia
– Morte
– Desconfiança
– Fracasso
– Solidão
– Tristeza
– Opressão
– Angústia
E se fossemos enumerar talvez editassemos um livro só sobre isso.

O que a bíblia diz a respeito desse mal?

(Deuteronômio 5:20) –  “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.”

(Salmos 5:6) –  “Destruirás aqueles que falam a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.”

(Provérbios 19:5) –  “A falsa testemunha não ficará impune e o que respira mentiras não escapará.”

(João 8:44)  –  “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”

(Efésios 4:25) –  “Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros.”

(I João 2:21) –  “Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.”

(I João 2:4) –  “Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.”

(I João 4:20) –  “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”

Aqui vemos que a mentira também se dá com atitudes e não somente palavras.

(Colossenses 3:9) – “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos …”

(Tiago 3:14) –  “Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.”

Qual a punição para os mentirosos?

(Apocalipse 21:8) –  “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.”

(Apocalipse 21:27) –  “E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”

(Apocalipse 22:15) –  “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.”

A mentira envolve, se instala, se desenvolve, e mata qualquer relacionamento, seja ele familiar, estudantil, profissional, comunitário, humano. Deteriora a auto-estima, e nos afasta completamente e eternamente de Deus.

O que fazer para não mentir?

1. Reconhecer que a mentira é um mal, um pecado, por isso é abominável à Deus.

2. Confessar à Deus esse mal, e comprometer-se com Ele em lutar contra a mentira, confiando que Seu Espírito que habita em você lhe capacitará a vencer.

3. Nos policiar, vigiar, estar atento para alcançar o alvo. A mentira muitas vezes é como um vício, uma droga, uma química que precisa sair da nossa alma, do nosso caráter, da nossa vida. A bíblia fala sobre aqueles que respiram mentira. Isso é sério!

4. Calar. É melhor calar do que mentir. Se o que se tem para dizer, não é verdade, e na auto-avaliação com certeza já se identificou isso, então, é melhor calar, ou dizer : nada a declarar.

Não há nada melhor na vida cristã do que cultivar o relacionamento com Deus, aliás, não há vida cristã se isso não acontece. Talvez não estejamos tão atentos a seriedade do perigo que corremos vivendo uma vida de mentiras, praticando a mentira desenfreadamente, assim, nos afastamos de Deus brutalmente.

Abandonemos a mentira urgentemente! Esse é o desejo do Pai. Certamente não desejamos ouvir naquele grande dia:  “Nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”

ESCRITO POR : Ministério de Louvor.

Sexo antes do casamento

No vídeo abaixo, o iluminado Padre Paulo Ricardo nos esclarece o porquê da castidade, como é possível mantê-la e como, em geral, nós cristãos fazemos para fugir do pecado.

Para viver a castidade é preciso que o cristão creia que é possível odiar o pecado e buscar a santidade.

A relação sexual fora do matrimônio é uma mentira, pois existe uma contraposição entre o que o corpo expressa e o que a alma experimenta: o corpo insinua uma entrega total; a alma revela a falta de compromisso entre as partes.

Aceitar que é possível, com a ajuda de Deus, sair do pecado e viver da miseri- córdia é o caminho para o cristão ser vencedor: não fazer do pecado um projeto de vida, eis o caminho para se aproximar da comunhão.

Odeie o seu pecado com seu coração e
viva da  misericórdia de Deus!

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.
(Salmo 51: 10)

Como ir para o inferno?

No ultimo post, coloquei um texto maravilhoso do site Cleofas sobre como al- cançar a santidade; e agora, num outro extremo, apresento videos  do Padre Paulo Ricardo e um texto do Portal do Apostolado que esclarecem perfeitamen- te quais os “passos” que levam as pessoas  para o inferno.

São Mateus no seu Evangelho coloca em evidência as palavras de JESUS sobre o Pecado Imperdoável contra o ESPÍRITO SANTO:

Todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO não será perdoada. Se alguém disser uma palavra contra o Filho do Homem (JESUS CRISTO) lhe será perdoado, porém se disser contra o ESPÍRITO SANTO, não lhe será perdoado, nem neste mundo e
nem no futuro
.” (Mt 12, 31-32)

Esta é uma das frases mais terríveis pronunciadas pelo Divino Salvador. Santo Agostinho chegou a dizer que “talvez, ao longo da Sagrada Escritura, não se en- contre nenhuma questão maior, nenhuma que seja mais difícil.”(Sermão 71 – Verbis Domini)

Na verdade, sempre que na doutrina católica se apresenta uma questão difícil, podemos ter a certeza de que a solução será luminosa, e tanto mais brilhante e bela quanto mais difícil for à questão. É o que ocorre neste caso, em que o SE- NHOR coloca numa mesma frase duas afirmações que são aparentemente con- traditórias: a primeira – que todos os pecados serão perdoados; a segunda – que o pecado contra o ESPÍRITO SANTO não tem perdão.

Santo Tomás de Aquino na “Suma Teológica” sintetizou as diversas soluções apresentadas e esclarece de modo consistente o problema teológico. A seguir, procurando deixar o assunto ao alcance de todos, resumiremos as considera- ções do Santo e Sábio, Doutor da Igreja.

Como consideração inicial, as transgressões chamadas de Pecados contra o ESPÍRITO SANTO, são aquelas cometidas por “pura malícia”, que ofende e repugna a bondade Divina que se atribui ao ESPÍRITO DO SENHOR.

Os Pecados contra o ESPÍRITO SANTO

1) Desesperação da Salvação;

2) Presunção de se Salvar sem merecimento;

3) Negar a Verdade conhecida como tal;

4) Ter inveja das mercês (graças, virtudes e dons) que DEUS concede a outros;

5) Obstinação no Pecado.

6) Impenitência final.

São Tomás evidencia que a vontade pessoal se inclina ao mal de diversos modos:

a) Às vezes por defeito da razão, como aquele que peca por “ignorância”;

b) Às vezes por impulso do apetite sensitivo, como aquele que peca por “paixão”;

Mas nenhum destes dois casos significa Continuar lendo

A vida

Um dia, perguntaram um monge muito sábio: “Escuta, o que é que vocês fazem lá no mosteiro? O que é que vocês fazem lá dentro? ” O monge então coçou a barba e disse assim: ” Lá dentro, lá, a gente cai, levanta, cai, levanta, cai, levan- ta, até o dia em que Nosso Senhor voltar. E quando Ele voltar, Ele vai ver que nós caímos e estamos acabando de levantar. E vai nos levantar definitivamen- te.”

Na vida, a cada cair e levantar, compreendemos melhor o Amor de Deus. Nossa, como em minha vida, Deus através de sua Graça em mim, não deixou que caísse em tentação. Agradeço muitíssimo ao Senhor. As pessoas acham que nós cristão somos perfeitos e que não erramos…engano! A diferença é que nós odiamos o pecado e lutamos sempre contra ele. E quando caímos por um certo motivo, pe- la Graça de Deus, não mais caímos por esse mesmo motivo. Somos tentados a fazer o errado a todo momento, mas a cada queda que sofremos, quando levan- tamos, a Graça de Deus cresce em nós, e daí passamos a viver mais e mais segun- do a vontade de Deus, segundo seu Amor. E com total certeza, perseverando ve- remos que as quedas diminuirão.

Faço minhas as palavras do padre Paulo Ricardo:

Nós precisamos fazer uma reflexão a respeito da felicidade, o que é a felicidade? Todos os seres humanos. Marcados pelo pecado origi- nal, tem sempre um canto de sereia. É. Sim, trata-se de uma tenta- ção, uma tentação perversa, demoníaca, que diz assim: seja feliz. Procure a felicidade aqui na terra. É buscando esta felicidade que o alcoólatra se embriaga, que o drogado se entorpece, que a prostituta se destrói, que o adúltero acaba com a sua família, que o homosse- xual mendiga afeto, de relação em relação. É buscando essa felicida- de que nós vivemos uma vida de tantas desventuras nessa terra. No entanto, Nosso Senhor não prometeu felicidade pra ninguém aqui. Ele prometeu sim, felicidade no céu. Ele disse: Eu vou prepararvos um lugar. Na casa do Meu Pai há muitas moradas. Na casa do Pai, existem muitas moradas porque diversas são as cruzes que cada um tem que carregar. Haverá uma morada para você também. Deixa eu dizer pra você, existe um lugar no céu com o teu nome escrito. E eu gostaria que esse lugar não ficasse vazio. Que você chegasse lá, meu filho. Eu gostaria que você chegasse lá. Por isso, vamos nos ajudar mutuamente. Você reza por mim, eu rezo por você. Eu vou caindo por aqui, você cai por aí. Quedas diferentes, é verdade. Mas é atra- vés do cair e levantar-se que nós um dia chegaremos no céu.

Deus é Misericórdia, mas também é Justiça

Da misericórdia de Deus muito se fala, mas pouco de Sua justiça. Abusa-se da misericórdia divina, para, assim, se continuar numa vida pecaminosa, apenas fazendo um propósito: Mais para o fim da vida farei uma confissão e Deus me perdoará. Mas, e se o fim da vida for amanhã…? O inferno está cheio de bons propósitos, disse um santo. É o próprio demônio que nos engana, incutindo-nos uma falsa idéia de misericórdia para ofendermos ainda mais a Deus e tornarmo-nos indignos de Seu perdão.

Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja, Príncipe dos Moralistas, ad- verte-nos a respeito desse grande perigo para a nossa vida espiritual, num ser- mão no qual demonstra que abusar da misericórdia de Deus é desprezar sua bon- dade.

Abusar da Misericórdia de Deus é desprezar sua Bondade

Pode ser que haja no meio de vós, meus irmãos, alguém que se encontre com a alma carregada de pecados e que — longe de pensar em se livrar deles pela confi- ssão e penitência — não cessa de cometer novos pecados, se sobrecarregando ainda mais . Este, certamente, abusa da misericórdia divina; pois, a que fim nos- so Deus tão bom deixa que este pecador viva senão para que se converta e, por conseqüência, escape da desgraça de perder a alma?

Ele mereceu as severas censuras que o Apóstolo dirigiu ao povo judeu impeni- tente: “Porventura desprezas as riquezas da bondade, da paciência e da longami- nidade de Deus? Ignoras que Sua bondade te convida à penitência? Mas que na tua dureza e coração impenitente, acumulas para ti um tesouro de ira no dia da ira e da manifestação do justo juízo de Deus” (Rom II, 4-5).Eu quero vos afastar, meus irmãos, desse funesto abuso, e vos preservar da desgraça de cair na morte eterna do inferno. A esse propósito, chamo vossa atenção para a seguinte verda- de: Quando uma alma abusa da misericórdia divina, a misericórdia divina está bem próxima de a abandonar…

Misericórdia e justiça divinas: infinitas

Santo Agostinho observa que, para enganar os homens, o demônio emprega ora o desespero, ora a confiança.Após o pecado, o demônio nos mostra o rigor da justiça de Deus para que des- confiemos de Sua misericórdia. Entretanto, an- tes do pecado, o demônio nos coloca diante dos olhos a grande misericórdia de Deus, a fim de que o receio dos castigos, devidos aos pecados, não nos impeça de satisfazer nossas paixões. …Essa misericórdia sobre a qual vós cantais para poder pecar, dizei-me, quem vo-la prometeu? Não Deus, certamente, mas o de- mônio, obstinado em vos perder. Cuidado!, diz São João Crisóstomo, de dar ou- vidos a este monstro infernal que vos promete a misericórdia celeste…“Deus é cheio de misericórdia, eu pecarei e em seguida confessar-me-ei”. Eis aí a ilusão, ou antes, a armadilha que o demônio usa para arrastar tantas almas para o in- ferno! …

Nosso Senhor, aparecendo um dia a Santa Brígida, queixou-Se: “Eu sou justo e misericordioso, mas os pecadores não querem ver senão minha misericórdia” (Ego sum justus et misericors; peccatores tantum misericordem me existimant. – Rev. 1. I. c. 5). “Não duvideis, diz São Basílio, que Deus é mise- ricordioso, mas saibamos que Ele também é justo, e estejamos bem atentos para não considerar apenas uma metade de Deus”. Uma vez que Deus é justo, é im- possível que os ingratos escapem do castigo… Misericórida! Misericórdia! Sim, mas para aquele que teme a Deus, e não para aquele que abusa da paciência di- vina.

Autor: Marcus Moreira Lassance Pimenta
Fonte: Veritatis Splendor