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O Combate Espiritual – Capítulo I

Então, meu filho, fortalece-te na graça do Cristo Jesus. O que ouviste de mim na presença de numerosas testemunhas, transmite-o a pessoas de confiança, que sejam capazes de ensinar a outros. Como bom soldado do Cristo Jesus, assume a tua parte de sofrimento. Ninguém que esteja engajado
no serviço das armas se embaraça nos negócios da vida civil,
se deseja agradar a quem o alistou. Igualmente o atleta, na luta esportiva,
só recebe a coroa, se lutar segundo as regras
.”

(II Tm 2 : 1-5)

Em que consiste a perfeição cristã; o que é necessário combater para adquiri-la; e       as quatro coisas necessárias neste combate

Se quereis, ô alma cristã, atingir o auge  da perfeição, vos unir estreitamente a Deus, e vir a ser um mesmo espírito com Ele, é necessário para a conclusão bem sucedida desse projeto (o maior e mais nobre que se possa imaginar) que saibamos antes em que consiste a verdadeira e perfeita espiritualidade. Porque muitos, sem cuidar de outra coisa, a fazem consistir no rigor da vida, na mortificação da carne, nos cilícios, nos jejuns e outras asperezas semelhantes e trabalhos corporais. Outros, em particular as mulheres, entendem que já tem muito adiantado o caminho para perfeição quando rezam muitas orações, participam de muitas missas e longos Ofícios Divinos, e frequentemente visitam às igrejas e se aproximam do santo Altar para comungar. Muitos outros (entre os quais talvez alguns, que revestidos de hábito religioso) imaginam que a perfeição depende plenamente de frequentar o Coro, do silêncio, da solidão e da observância da disciplina regular.

E assim todos creem que ou nestas ou em outras semelhantes ações é fundada a Perfeição da vida espiritual; mas é certo que eles se enganam. De fato,  as obras exteriores são, algumas vezes, meios de adquirir o espírito, outras vezes são fruto do mesmo espírito, mas não podemos dizer que nelas só consiste a perfeição cristã e a verdadeira espiritualidade.

Não ha dúvida que são meios muito poderosos para adquirir a santidade; aplicados com sabedoria e discrição, eles servem maravilhosamente para nos fortificar contra a malícia e a fragilidade de nossa natureza, para se armar contra os ataques e enganos de nossos comuns inimigos e para obter de Deus os socorros espirituais necessários aos justos, principalmente àqueles que começam.

Nas pessoas verdadeiramente espirituais, as quais castigam o corpo, esses atos são pois frutos do espírito, porque tendo ofendido o seu Criador, fazem-nos como punição de suas revoltas passadas e para terem os seus corpos sujeitos e humilhados ao seu santo serviço; e assim elas vivem solitárias  e no silêncio para evitar as menores faltas e não ter conversas além das que tem com os céus;  se ocupam ao culto divino e nas obras de piedade; elas oram, e meditam a Vida e a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, não por curiosidade nem por amor às consolações sensíveis, mas no desejo de melhor conhecer sua própria malícia e a infinita misericórdia de Deus, e para inflamar cada dia mais seus corações no amor divino; e no desprezo e ódio de si mesmos, vencem suas próprias paixões e seguem as pisadas do filho de Deus, levando também sua Cruz às costas; frequentam os santos sacramentos com o único propósito de honrar a Majestade de Deus, de se unir mais estreitamente a Ele e de se fortificar contra as tentações do inimigo.

Porém, estas obras exteriores podem ser talvez, ocasião de maior precipício que os pecados conhecidos, para aqueles que poem  todo o edifício de sua perfeição nestas ações exteriores. Pois apesar destas obras serem santas, o seu “mau uso” pode ser ocasião da sua própria ruína, ou seja, preocupados unicamente com as práticas da devoção, abandonam seu coração às inclinações da natureza e às armadilhas do demônio. O espírito maligno, vendo então que já estão descuidados do caminho direito, deixa-os não só continuar naqueles exercícios, mas ainda os deixa vaguear , segundo sua errada imaginação, entre as delícias do paraíso, onde acreditam desfrutar, na companhia dos anjos, da presença do próprio Deus; de modo que quando se acham absortos em  meditações cheias de pensamentos sublimes, curiosos e agradáveis, e esquecendo o mundo e as criaturas, imaginam terem sido transportados até o terceiro céu.

Mas se um pouco examinamos sua conduta, vemos imediatamente que em muitos erros estão envolvidos, e como estão longe da perfeição  que procuramos. Porque estes em qualquer coisa grande ou pequena querem ser preferidos aos outros; fascinados por seu mérito e obstinados em sua maneira de ver; cegos para suas próprias falhas, eles sempre têm seus olhos abertos para as ações dos outros para controlar e censurar.

Que se alguém os toca, ainda que levemente, na vã estimação que eles fazem de si e na opinião em que querem ser tidos pelos outros, ou os quer tirar daquelas devoções, nos quais de costume se ocupam, todos se alteram e se inquietam demasiadamente.

E se Deus, para os levar ao verdadeiro conhecimento de si mesmos e ao caminho da perfeição, lhes dá trabalhos, ou doenças, ou permite perseguições (as quais nunca vem sem sua Vontade, sem seu querer ou permitir, e são a verdadeira pedra de tocar da fidelidade de seus servos), isso tudo é para que descubram o mal que tem no fundo de seus corações e o interior corrupto tomado pela soberba, porque tanto nas provações como nos eventos felizes da vida, eles não sabem o que é se resignar a Vontade de Deus, se humilhar perante sua mão poderosa, se submeter a seus justos e impenetráveis julgamentos, e nem se sujeitar a todas as criaturas como ao exemplo de seu humilhado e atribulado Filho, que amou seus perseguidores. Estes são os instrumentos da Bondade Divina que cooperam à mortificação, perfeição e salvação deles mesmos. Dai vem que estes tais estão expostos à grande perigo de se perderem, porque tendo a vista interior ofuscada pelo amor-próprio e vendo nada de louvável além deles mesmos e suas ações, imaginam-se em estágio avançado no caminho da perfeição e cheios de soberba julgam aos outros, e assim não há quem os possa converter, somente um milagre da graça.

A experiência esta ai para provar que é mais fácil trazer ao bom caminho um pecador declarado que um pecador que se disfarça e se cobre com um manto de virtudes aparentes.

Compreendes agora, alma cristã, que a vida espiritual não consiste das práticas exteriores que acabamos de falar. E em que consiste então? Ela consiste no reconhecimento da  bondade e grandeza de Deus e do nada a que se reduz o nosso ser humano, do amor do Senhor e o ódio a nós mesmos, da submissão do espírito a Deus e às criaturas por amor de Deus, da abnegação completa de nossa vontade e nossa inteira resignação a seus decretos soberanos. E façamos tudo isto pura e simplesmente pela glória de Deus e por Ele pedir e merecer ser amado e servido.

Esta é a lei do amor impressa pela mão do mesmo Senhor no coração se seus servos fiéis. Esta é a abnegação que ele requer de nós. Este é o seu jugo suave e o fardo leve que ele nos convida a tomar sobre nossas costas. Esta é a obediência que ele nos ensina por sua palavra e seu exemplo. Se então desejas chegar ao auge da perfeição, deves fazer uma contínua violência a si mesma, para domar generosamente e aniquilar todas as más afeições de seu coração, mesmo as que lhe pareçam ser pequenas. É necessário preparar-se com toda a prontidão de ânimo para este Combate, porque  a coroa da vitória se dá  somente aos soldados de valor.

Considere que lutar contra si mesmo, tomando a si mesmo como um adversário, é o ponto de guerra mais rude a combater, e que se é alcançada  uma vitória, ela será a mais frutuosa e mais agradável aos olhos de Deus.

Porque se  tiverem coragem de meter debaixo dos pés e vencer todos os desordenados desejos, más inclinações e os menores movimentos da vontade, agradareis mais a Deus, e lhe fareis muito maior serviço do que lhe faríeis, se conservando ainda alguma delas, vos acoitásseis até correr sangue, e jejuásseis mais do que fizeram os antigos Ermitões e Anacoretas do deserto,  ou mesmo que se convertêsseis ao bem milhares e milhares de almas.

De fato, ainda que Deus estime e queira mais a conversão das almas que a mortificação de um pequeno apetite, permanece verdadeiro que vosso principal cuidado deve ser de querer e de fazer aquilo que Deus deseja  particularmente de vós. (vontade de Deus = sua santificação, cf. I Ts 4:3)

Ele sem dúvida estima muito mais que  ponhais cuidado e trabalheis em mortificar vossas paixões, que se faça a mais importantes das obras em aparência que realizaríeis com um coração dominado pela paixão.

Agora que sabes em que consiste a perfeição cristã e que para adquiri-la haveis de entrar em uma contínua e dura guerra contra si próprio, saibais que para isso tendes necessidade de se munir de quatro coisas, como de armas muito seguras e muito necessárias para a vitória, e assim ficar vencedora neste Combate Espiritual. Esta são:

  • Desconfiança de nós mesmos;
  • Confiança em Deus;
  •  O bom uso de nossas faculdades;
  • O exercício da oração.

Das quais tentaremos, com a graça de Deus, falar de maneira clara e sucinta, nos próximos capítulos.

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Doenças Espirituais – Padre Paulo Ricardo

          Inspirada pela cena do Juízo Final (Mt 25,31-46), a arte sacra representa Jesus com a feição ao mesmo tempo misericordiosa e irada. É o rei-juiz que diz aos que estão à sua direita: “Vinde benditos!”; e aos da esquerda: “Apartai-vos, malditos!”. Reúnem-se num só rosto, de forma paradoxal, as duas formas de Deus nos amar: a compaixão e a ira.

          O olhar severo é o amor que exige conversão e nos desafia. O olhar amoroso é o amor que acolhe e nos perdoa. Num único semblante, contemplamos o mistério pascal, morte e ressurreição, amor que supera todo o entendimento: o olhar que nos cura.

Apresento abaixo as aulas em arquivos de áudio do curso “Um Olhar que Cura – Terapia das doenças espirituais” elaborado pelo abençoado Padre Paulo Ricardo no qual são descritas em detalhes as doenças que afligem nossa alma e suas respectivas terapias, sendo possível para qualquer um de nós, descobrir se sofremos de tais doenças, e como seremos capazes de nos livrarmos delas. Faço aqui um agradecimento ao Padre Paulo Ricardo por essas maravilhosas aulas, e peço a Deus que nos dê discernimento e força na luta contra as nossas doenças. Segue abaixo os links das respectivas doenças:

1 – Introdução – Terapia das doenças espirituais
2 – Terapia das doenças espirituais – Filáucia
3 – As três doenças fundamentais
4 – Gastrimargia
5 – Terapia da Gastrimargia
6 – Luxúria
7 – Terapia da Luxúria
8 – Avareza
9 – Terapia da Avareza
10 – Tristeza
11 – Terapia da Tristeza
12 – Acídia
13 – Terapia da Acídia
14 – Ira
15 – Terapia da Ira
16 – Vanglória
17 – Orgulho
18 – Terapia da Vaidade e do Orgulho

Concupiscências

Antes de começar a apresentar o que Deus nos fala sobre as concupiscências e o mundo, dou-vos três definições de concupiscência:

  • Wikipedia: a tendência natural do ser humano de fazer o mal, como conseqüência do pecado original.
  • Aurélio: Inclinação a gozar os bens terrestres, particularmente os prazeres sensuais.
  • Catecismo da Igreja Católica: pode designar todas as formas veementes de desejo humano. A teologia cristã deu-lhe o sentido particular de impulso do apetite sensível, contrário aos ditames da razão humana. O apóstolo São Paulo identifica-a com a revolta que a «carne» instiga contra o «espírito» (Cf. Gl 5: 16-17, 24Ef 2: 3). Procede da desobediência do primeiro pecado (Cf. Gn 3, 11). Desre- gra as faculdades morais do homem e, sem ser nenhuma falta em si mesma, inclina o homem para cometer pecado (Cf. Concílio de Trento).

Concupiscência, essa palavra curiosa, cujo sentido às vezes é desconhecido de muitos, aparece em várias passagens da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) sem- pre apontando para o sentido de um desejo eivado de pecado, ambição e ruptura com a lei de Deus. Para ajudar a nossa reflexão, vamos transcrever abaixo algu- mas citações bíblicas sobre o tema:

Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
(1João 2: 15-17)

Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”
(Tiago 1:14-15)

“Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.”
(2Pedro 1:4)

Ao desobedecer a Deus, Adão e Eva não só pecaram, mas também abriram uma fonte de pecado: a concupiscência ou inclinação ao pecado que permane- ce em nós, mesmo depois de batizados; o batismo perdoa o pecado original, mas não elimina a concupiscência. São João fala de uma tríplice concupiscência: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba de vida (cf. 1 João 2,16), conseqüência do pecado original que contradiz a razão e desordena as faculdades do ser humano. Em si mesma, a concupiscência não é um pecado, mas inclina ao pecado, ainda que não pode danar àquele que não consente, mas procura enfrenta-la com a graça de Cristo. É para isso também que recebemos a graça para o combate.

Objetivamente, o que é concupiscência? É desejo carnal incontrolável. Diz respeito não apenas aos apetites sexuais, mas a bens e gozos materiais. É o de- sejo, sem domínio, de saciar a qualquer custo a vontade do corpo, da carne.

A concupiscência dos olhos indica o desejo de ver ou presenciar cenas de violência, tumultos, pornografias, filmes eróticos, obscenidades, etc. A concu- piscência dos ouvidos é desejo de ouvir piadas imorais, ouvir músicas profa- nas, de dar ouvidos a boatos que agridem a privacidade e a moral das pessoas. A concupiscência dos lábios indica o desejo de dizer palavras imorais, chulas, indecentes (“palavrões”). Trata-se do desejo de comentar e conversar sobre a in- timidade das pessoas, das famílias, das autoridades. Concupiscência do estô- mago é o apego excessivo às boas iguarias, ao bom prato, ou a determinada es- pécie de comida. O glutão peca por esse tipo de concupiscência (cf. Gl5 , 16-21). Concupiscência, nesse aspecto, torna-se sinônimo de avidez, cobiça e ganância.

“O mundo passa com as suas concupiscências,
mas quem cumpre a vontade de Deus,
esse  permanece eternamente.”
(1João 2:17)

Todo o corpo doutrinário da Igreja, por séculos afora não cansou de combater todas as formas de pecado, especialmente as que têm sua gênese a partir da con- cupiscência e da sensualidade. Nós somos tentados naquilo que somos mais fra- cos. Igualmente o Catecismo da Igreja Católica é pródigo em referências e ad- vertências a respeito da concupiscência da carne e de seus efeitos danosos à vi- da, material e espiritual dos cristãos.

O Batismo confere a quem o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado tem de continuar a lutar contra a concupiscência da carne e os desejos desordenados. Com a graça de Deus, consegui-lo-ei:

  • pela virtude e pelo dom da castidade, pois a castidade permite amar com um coração reto e sem partilha;
  • pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o verda- deiro fim do homem: com um olhar simples, o batizado procura descobrir e cumprir em tudo a vontade de Deus (Cf. Rm 12: 2; Cl 1: 10);
  • pela pureza do olhar, exterior e interior;
  • pela disciplina dos sentidos e da imaginação; pela rejeição da complacência em pensamentos impuros que o levariam a desviar-se do caminho dos mandamentos divinos: «a vista excita a paixão dos insensatos» (Sb 15: 5).
  • pela oração.

Muitos sucumbem por julgar que a vida reta depende só de suas próprias forças. Há no ser humano uma razoável força que o ajuda a vencer as tentações. No en- tanto, é prudente que se saiba que sem ajuda de Deus e a força do Espírito Santo, nada podemos fazer (Cf. Jo 15:4). É preciso buscar ajuda do Alto para lutar contra a concupiscência.

O coração é a sede da personalidade moral: «Do coração procedem as más in- tenções, os assassínios, os adultérios, as prostituições» (Mt 15: 19). A luta con- tra a concupiscência carnal passa pela purificação do coração e pela prática da temperança.

A sexta bem-aventurança proclama: «Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus» (Mt 5: 8). Os «puros de coração» são os que puseram a inteligência e a vontade de acordo com as exigências da santidade de Deus, prin- cipalmente em três domínios: a caridade (Cf. 1Ts 4: 3-9: 2Tm 2: 22); a castida- de ou rectidão sexual (Cf. 1Ts 4: 7; Cl 3: 5; Ef 4: 19); o amor da verdade e a ortodoxia da fé (Cf. Tt 1: 15; 1Tm 1: 3-4; 2Tm 2: 23-26). Existe um nexo entre a pureza do coração, do corpo e da fé:

Os fiéis devem crer nos artigos do Credo, «para que, crendo, obedeçam a Deus; obedecendo a Deus, vivam como deve ser; vivendo como deve ser, purifiquem o seu coração; e purificando o seu coração, compreendam aquilo em que crêem» (Santo Agostinho, De fide et symbolo).

Aos «puros de coração» é prometido que verão a Deus face a face e serão seme- lhantes a Ele (Cf. 1Cor 13: 12; 1Jo 3: 2). A pureza do coração é condição prévia para a visão. Já desde agora, permite-nos ver segundo Deus, aceitar o outro como um «próximo» e compreender o corpo humano, o nosso e o do próximo, como um templo do Espírito Santo, uma manifestação da beleza divina.

A conversão a Cristo, o novo nascimento pelo Batismo, o dom do Espírito Santo, o Corpo e o Sangue de Cristo recebidos como alimento nos tornaram “santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1:4), como a própria Igreja, esposa de Cristo, é “santa e irrepreensível” (Ef 5:27). Entretanto, a nova vida recebida na iniciação cristã não suprimiu a fragilidade e a fraqueza da natureza humana, nem a incli- nação ao pecado, que a tradição chama de concupiscência, que continua nos ba- tizados para prová-los no combate da vida cristã, auxiliados pela graça de Cristo. É o combate da conversão para chegar à santidade e à vida eterna, para a qual somos incessantemente chamados pelo Senhor.

Fonte: