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Ó Maria, minha doce Mãe

Ó Maria, Virgem Imaculada,
Cristal puro para o meu coração,
Tu és minha força, ó âncora firme,
Tu és o escudo e a proteção do coração fraco.

Ó Maria, Tu és pura e incomparável,
Virgem e Mãe ao mesmo tempo,
Tu és bela como o sol, sem mancha alguma,
Nada pode se comparar com a imagem da tua alma.

Tua beleza encantou o olhar do Três Vezes Santo,
Que desceu do Céu, abandonando o trono da sede eterna,
E assumiu o corpo e o sangue do teu coração,
Por nove meses ocultando-se no coração da Virgem.

Ó Mãe, Virgem, ninguém compreenderá
Que o Deus incomensurável se torne homem,
E apenas por Seu amor e Sua misericórdia insondável,
Por ti, ó Mãe, nos foi dado viver com Ele pelos séculos.

Ó Maria, Mãe virgem e Porta do Céu,
Por Ti nos veio a salvação,
E toda graça flui para nós por tuas mãos,
E apenas a fiel imitação de ti me santificará.

Ó Maria, Virgem – Lírio mais belo,
Teu coração foi o primeiro sacrário de Jesus na Terra,
E só porque a tua humildade foi a mais profunda,
Foste levada acima dos coros dos Anjos e dos Santos.

Ó Maria, minha doce Mãe, entrego-te minha alma,
Meu corpo e meu pobre coração,
Seja a guardiã da minha vida,
Especialmente na hora da morte, na última luta.

Fonte: Diário de Santa Faustina – Caderno I, página 76.

Ave Maria em imagens

Como estamos no mês de Maria, o mês da nossa mãe Imaculada e Cheia de Graça, que nos protege com seu manto e através de seu Filho nos cobre de bençãos, oremos o Ave Maria profundamente pelas imagens e ouvindo a versão cantada por Chitãozinho e Xororó.

Ave Maria

Cheia de Graça, o Senhor é convosco

Bendita sois vós entre as mulheres

Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus

Santa Maria Mãe de Deus rogai por nós pecadores

Agora e na hora de nossa morte.

Amém!

O mês de Maio

Neste mês, consagrado a Maria Santíssima pela piedade dos fiéis, o nosso espírito exulta ao pensar no espetáculo comovente de fé e de amor que é oferecido em todas as partes da terra em honra da Rainha do céu. Na verdade, é um mês em que, nos templos e entre as paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração. E é também o mês em que mais copiosos e mais abundantes descem até nós, do seu trono, os dons da misericórdia divina.

O mês das graças

Maio também é chamado o mês das graças e das glórias de Maria, porque nesse mês se recebem abudantes graças celebrando as glórias da Mãe e Rainha universal. Sobretudo pelos frutos espirituais que produz, o mês de maio canta as mais altas glórias de Maria, medianeira de todas as graças. São graças de todos os tipos que Ela doa amorosamente a quem celebra esse mês. Graças de progresso espiritual, de renovação de vida, de conversão; graças temporais para a saúde, para o trabalho, para os estudos, para o crescimento, para a família. Quantas graças nesse mês abençoado!

São Maximiliano Maria Kolbe, para ajudar o irmão em perigosas angústias espirituais e materiais, não achou remédio mais eficaz do que recomendar-lhe fazer o mês de maio; e lhe mandou livrinhos úteis para seguir o mês mariano dia após dia.

Um mês de maio por engano

Um jovem hebreu, Hermano Cohen, encontrando-se em Paris para estudar música, tinha-se dado ao jogo e á dissipação. Necessitando de dinheiro para satisfazer as suas brutas paixões, achou um emprego de tocador de órgão na Igreja de Santa Valéria, por todo o mês de maio. Nas primeiras vezes, ele tocava com total indiferença, como simples trabalhador. Mas, sem querer, estando ali, tinha de escutar os sermões que se faziam sobre Nossa Senhora. Dia a dia escutando, o seu espírito começou a perturbar-se e o seu coração a comover-se. No fim do mês de maio, pensou seriamente em se preparar para o batismo e se tornar Católico. E não muito tempo depois se fez batizar naquela mesma Igreja. Junto recebeu o dom da vocação religiosa; transformou-se em um religioso carmelitano e morreu em conceito de santidade. Quantas graças não recebeu ele por aquele mês de maio feito por acaso!

Pela Igreja Inteira

Fazer o mês de maio é, então, acumular graças, é resolver problemas ou situações dolorosas, é obter o patrocínio da Mãe divina. Por isso a Igreja, os Pontífices, os santos, recomendam tanto de celebrar, com devoção, os meses marianos. O Papa Paulo VI, em 1965, publicou uma Encíclica sobre o mês de maio para reafirmar expressamente que a Igreja o considera o mês mais fecundo de oração e de graças celestes para todas as necessidades para a Humanidade e para a Igreja: “Porque o mês de maio traz essa poderosa chamada a uma intensa e confiante oração e porque nele os nossos pedidos acham mais fácil acesso ao coração misericordioso da Virgem; foi feito uso pelos nossos predecessores escolher esse mês consagrado a Maria para convidar o povo cristão para orações públicas, cada vez que a Igreja o necessitasse ou que qualquer perigo ameaçasse o mundo!

Façamo-lo bem

Não percamos essa grande ocasião de Graça! E procuremos fazer com que ninguém perca. Convidemos os nossos amigos e nos esforcemos a fazer nossos caros participar às funções do mês mariano. Maria não despedirá ninguém de mãos vazias. Lembremo-nos que Ela mesmo, aparecendo com as mãos que projetavam raios luminosos, disse a Santa Catarina Labouré: “Estes raios são o símbolo das graças que Eu estendo sobre as pessoas que mo pedem“. E Santa Catarina, com o exemplo de São Felipe Néri, São Camilo, Santo Afonso Maria de Ligório e de tantos outros santos, queria que sobretudo o mês de maio se intensificasse a oração mariana, o humilde recurso Àquela que se assenta no “trono das graças, para obter misericórdia e achar graças na necessidade” (cf. Hb 4, 16). Aos pés de Maria achamos a fonte de todas as graças e da santidade.

Votos

  •  Se empenhar para levar alguém à Igreja durante o mês mariano;
  • Recitar o Rosário para que muitos dediquem o mês de maio a Maria;
  • Rezar a São José, para que nos ensine nesse mês de maio a amar Nossa Senhora.

Os dias ficam mais leves de serem vividos quando entregamos tudo a Ela, pois Ela entrega tudo a Cristo, como São Luís Maria Grignon de Montfort escreveu em seu Tratado de Devoção: Maria, conhecendo Seu Filho, sabe como melhor entregar nossos pedidos e agradecimentos a Cristo.

Oração: “Lembrai-vos” de São Bernardo

Lembrai-vos, ó piedosíssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que a vós têm recorrido, implorado vossa assistência e invocado o vosso socorro, tenha sido por vós abandonado. Animado de uma tal confiança, eu corro e venho a vós e, gemendo debaixo do peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés, ó Virgem das virgens; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Verbo encarnado, mas ouví-as favoravelmente e dignai-vos atender-me. Amém.


A Imaculada Conceição

Ineffabilis Deus (Latim para “Deus Inefável”) é o nome de uma Constituição Apostólica escrita pelo Papa Pio IX. Este documento define ex cathedra o dogma da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Constitui um dos poucos casos de definição em que é feito uso do dogma católico da infalibilidade papal. O decreto de promulgação é datado de 8 de dezembro de 1854, dia da Festa da Imaculada Conceição de Maria.

O decreto examina a história da opinião, na tradição cristã, fixando as suas raízes na antiqüíssima festa da Concepção de Maria, como sendo uma data de grande significado nas igrejas orientais e ocidentais. Apoia-se também na aprovação dos bispos católicos do mundo inteiro, a quem foram pedidas , em 1849, a sua opinião sobre matéria.

A declaração dogmática é expressada da seguinte forma:
…”A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis.” (Doctrinam, quæ tenet, beatissimam Virginem Mariam in primo instanti suæ conceptionis fuisse singulari omnipotentis Dei gratia et privilegio, intuitu meritorum Christi Jesu Salvatoris humani generis, ab omni originalis culpæ labe præservatam immunem, esse a Deo revelatam atque idcirco ab omnibus fidelibus firmiter constanterque credendam.)

O decreto também exprime que a Conceição Imaculada de Maria não era uma necessidade lógica em nenhum sentido, mas decorre de presente ou graça divina a Maria pelo fato de vir a ser a Mãe de Deus.

Mesmo ja decretada a Imaculada concepção de Nossa Senhora pelo Papa Pio IX, vemos em Lourdes (França), em uma das aparições de Maria a santa Bernadete, a  confirmação dada diretamente pela Nossa Mãe; como descreve o Papa Pio XI:

“O que em Roma, pelo seu magistério infalível, o sumo pontífice definia, a Virgem Imaculada Mãe de Deus, a bendita entre as mulheres, quis, ao que parece, confïrmá-lo por sua boca, quando pouco depois se manifestou por uma célebre aparição na gruta de Massabielle”. Certamente, a palavra infalível do pontífice romano, intérprete autêntico da verdade revelada, não necessitava de nenhuma confirmação celeste para se impor à fé dos fiéis. Mas com que emoção e com que gratidão o povo cristão e seus pastores não recolheram dos lábios de Bernardete essa resposta vinda do céu:
Eu sou a Imaculada Conceição“!

Oremos hoje, nesse dia tão especial, a mais antiga oração a Nossa Senhora (encontrada em um papiro no Egito, século III):

“À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!”.

E oremos também a linda oração de S. Bernardo ( Lembrai-vos):

Lembrai-vos, ó piíssima Virgem Maria, que jamais se ouviu dizer que algum daqueles que tem recorrido a vossa proteção, implorando o vosso auxílio, e reclamando o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado, pois, com igual confiança, ó Virgem das virgens, como à Mãe recorro e de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés; não desprezeis as minhas súplicas, ó Mãe do Filho de Deus, mas dignai-vos de as ouvir propícia e me alcançar o que vos rogo. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus, não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita. Amém.