Arquivo do mês: janeiro 2013

O que Deus exige de nós?

Unite-des-Chretiens-1Na próxima sexta-feira (18) começa no Hemisfério Norte a Semana de Oração para a Unidade Cristã de 2013 que terá como tema a pergunta “O que Deus exige de nós?” ; sendo feita uma profunda reflexão nos oito dias a partir da seguinte passagem:

Com que hei de aparecer diante do Senhor, inclinar-me diante do Deus altíssimo? Apresentar-me-ei diante dele com holocaustos? Com bezerros de um ano? Desejará o Senhor milhares de carneiros, quantidades de torrentes de óleo? Sacrificarei meu primogênito pela rebeldia, o filho de minha carne pelo pecado que cometi? Foi-te dado a conhecer, ó homem, o que é bom, o que o Senhor exige de ti: nada mais que respeitar o direito, amar a fidelidade e aplicar-te a caminhar com teu Deus.”
( Miquéias 6:6-8 , Tradução Ecumênica de Bíblia (TEB))

Miquéias foi um dos doze profetas menores do Antigo Testamento que profetizou em Judá aproximadamente entre 737 e 690 aC . Ele veio de Moréshet, a sudoeste de Jerusalém, e profetizou durante os reinados de Iotam, Acaz e Ezequias em Judá (Miquéias 1,1). Viveu nas mesmas condições políticas, econômicas, morais e religiosas que seu contemporâneo Isaías e com ele testemunhou a destruição da Samaria e a invasão do Reino do Sul pelo rei da Assíria no ano 701 aC . Sua tristeza ao chorar sobre a situação trágica de seu povo marca o estilo de seu livro e sua ira se volta contra os líderes e sacerdotes que haviam traído o povo.

O livro de Miquéias pertence à tradição literária da Profecia. No coração de sua mensagem está o oráculo de julgamento. O livro se desenvolve em três seções, mostrando uma caminhada que começa com o julgamento em geral (capítulos 1-3), passa para a proclamação da salvação (capítulos 4-5) e vai até a palavra de julgamento e a celebração da salvação (capítulos 6-7). Na primeira parte, Miquéias critica duramente os que exercem a autoridade, tanto política como religiosa, porque abusam de seu poder e roubam o que é dos pobres: eles “arrancam a pele do meu povo” (3,2) e “proferem sentenças por gorjeta” (3,11). Na segunda parte do livro, Miquéias exorta o povo a caminhar em peregrinação para “a montanha da casa do Senhor… e Ele nos mostrará seus caminhos e andaremos por suas veredas” (4,2). O julgamento de Deus é revelado na terceira parte como algo acompanhado por um chamado a aguardar em esperança a salvação, com fé em Deus que “tira o pecado e passa por cima das rebeldias” (7,18). Essa esperança se concentra no Messias, que será a “paz” (5,4) e que virá de Belém (5,1) trazendo salvação “até os confins da terra” (5,3). Miquéias então chama todas as nações da terra para caminhar nessa peregrinação, Continuar lendo

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